FED | Dados sobre o emprego em junho

❶ – Para a tarde de hoje é aguardada a decisão de política monetária do Banco Central dos EUA (FED) e a taxa de juros não deve sofrer elevações, conforme relatórios das reuniões anteriores. As atenções do mercado, no entanto, estarão na entrevista que o presidente da instituição Jerome Powell fará para a imprensa. Powell, deverá trazer as avaliações sobre o comportamento da economia e projeções para os próximos trimestres. Ele também poder avaliar se os instrumentos utilizados até o momento serão mantidos ou se há alguma intenção de adotar outras ferramentas no curtíssimo prazo.  Em paralelo, no congresso o impasse entre democratas e republicanos em torno da aprovação do estimulo fiscal continua. 

❷ – No radar, seguimos monitorando os indicadores econômicos da Zona do   Euro e o avanço de novos casos de Covid-19.  A possibilidade da chegada de uma segunda onda de contágio no continente europeu torna se cada vez mais plausível.  As discussões agora se concentram na velocidade, no grau de letalidade e na possibilidade de ser necessário ampliar novamente as medidas de distanciamento social.

❸ – No Brasil, em junho segundo os dados do Caged ocorreu uma destruição liquida de 11 mil postos formais de trabalho, resultado “melhor” do que as expectativas do mercado que indicavam (-220 mil).   

❹ – De acordo com a FGV em julho o ICI – (Índice de Confiança da Indústria) subiu de 12,2 pontos alcançando 89,8, que na série histórica foi o segundo maior crescimento. A leitura sinaliza melhora na percepção sobre o momento atual e uma redução do pessimismo para os próximos trimestres. 

❺ – E por fim, as movimentações dos partidos que integram a base de apoio do presidente Bolsonaro seguirão pautando a agenda política. A saída do MDB e do DEM do bloco intitulado Centrão, ocasionará uma restruturação das alianças das lideranças na Câmara dos Deputados. Por ora, a movimentação não está necessariamente atrelada a insatisfações ou desembarques do governo, mais sim a disputas internas entre os partidos.

China x EUA | Reforma tributária

A decisão do governo norte americano de fechar o consulado geral chinês situado em Houston, alegando proteção à propriedade intelectual e o sigilo de informações, elevou as tensões entre os países.   Este movimento norte americano pode ser interpretado como uma acusação de espionagem, o que provocou uma forte resposta do Ministério das Relações Exteriores chinês. Para Pequim, isto significou uma escalada sem precedentes e em retaliação o fechamento da embaixada americana em Wuhan está sendo considerado.

As tensões sino-americana continuarão no radar dos investidores, e conforme se aproxima o pleito eleitoral dos EUA é provável que haja um aumento desta escalada com a possibilidade de Donald Trump usar as medidas de retaliação como plataforma de campanha.

Aqui no Brasil, o governo entregou ao Congresso a primeira parte da reforma tributária contendo a proposta de unificação do PIS e Cofins. Iniciando os debates acerca da criação de um imposto federal sobre o valor agregado com uma alíquota de 12%. Para seguradoras, bancos e planos de saúde deve ficar em 5,8%.  Estão programadas a entrega de mais três etapas, entretanto, ainda não há clareza sobre o cronograma.  As próximas fases deverão tratar dos seguintes tópicos: na primeira o IPI deverá ser transformado num imposto seletivo (“imposto do pecado”, sin tax em inglês) para produtos como bebidas e cigarros.  Na fase seguinte, deverão ser incorporadas alterações ao Imposto de Renda e a última deverá tratar dos encargos trabalhista da folha de pagamentos.

E sobre o calendário não teremos a divulgação de indicadores relevantes para o dia.  

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