Boletim JPE 04.02.2020 | Injenção de liquidez na China – Impassse em Iowa

por José Carmo

❶ – Mesmo com avanço da disseminação do coronavirus os mercados internacionais começaram o dia em recuperação com a bolsa chinesa tendo uma alta expressiva. Refletindo a elevada injeção de liquidez de aproximadamente US$ 180 bilhões e os cortes da taxa de juros de curto prazo, ações promovidas pelo PBoc Banco Popular da China – (Banco Central Chinês).

 

❷ – Ontem nos EUA não houve resultados das primárias democratas realizadas no estado de Iowa. O partido alegou que foram encontradas inconsistências na contagem de votos e com isso uma nova apuração será realizada. O resultado de Iowa é importante, pois é considerado o primeiro “termômetro” das eleições norte americanas.

 

❸ – Ainda em solo estadunidense serão divulgados pelo Censo americano o crescimento das encomendas ao setor industrial e o presidente Donald Trump fará o discurso do Estado da União na Câmara dos Deputados.

 

❹ –  Para a Asia serão divulgados, a evolução da base monetária japonesa e o índice dos gerentes de compras (PMI) do Japão e da China. 

 

❺ – Na zona do Euro a Eurostat vai disponibilizar o índice de preços ao produtor de dezembro.

 

❻ – No Brasil o líder governista Fernando Bezerra (MDB-PE) afirmou que a privatização da Eletrobras é considerada prioridade pelo governo, e  para que ela ocorra ainda neste ano é necessaria uma construção política entre o executivo e o legislativo.

 

❼ – Sobre os indicadores econômicos nacionais, o IBGE divulgará dados sobre a produção industrial de dezembro, cujo resultados serão um indicativo para expectativas do desempenho da economia brasileiro no último mês de 2019.  E o Índice de Preços ao Consumidor do município de São Paulo será divulgado pela IPC-Fipe.

 

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Boletim JPE 03.02.2020 – Cotação & Conjuntura Cambial | Janeiro’2020

❶ – O dólar acumulou alta de 6,86% em janeiro e chegou a ser cotado a R$ 4,2850, sendo este o novo recorde nominal da série histórica.  Janeiro foi marcado pelo cenário de aversão ao risco dos investidores com os conflitos entre os EUA e Irã no Oriente Médio e a descoberta de um novo vírus (2019 – nCoV)  na província chinesa de Wuhan.   

 

❷ – Conforme o mês avançava, as preocupações dos investidores com o surto de coronavírus na China acentuavam-se com a descoberta de novos casos além do epicentro.  O receio do mercado está atrelado a possibilidade de os impactos da doença afetarem a demanda dos consumidores, reproduzindo os efeitos que a epidemia de SARS teve sobre o a atividade econômica chinesa entre 2002 e 2003. Neste ambiente de intensa volatilidade o US$ final foi cotado a R$ 4,2695 e o US$ médio ficou em R$ 4,1495.

 

❸ – Este surto é mais uma variável de incerteza que devemos incluir para o ano 2020, ao lado da saída do Reino Unido da União Européia e as eleições presidenciais dos EUA.  O mercado tende a reagir de maneira eufórica ou com excesso de pânico conforme as novas notícias sobre o vírus são divulgadas.  Quando analisamos o comportamento das epidemias e seus efeitos no mercado nos últimos 50 anos, observamos que os impactos das variações ficam restritos ao curto prazo e não alteram a estrutura de longo prazo.  Ainda é esperado que haja mais notificações sobre a doença, mas o possível anúncio da criação de uma vacina pode trazer certa tranquilidade para o mercado e levar o câmbio para um patamar mais baixo. 

 

❹ –  Sobre as projeções para a atividade econômica brasileira, no Relatório Focus Divulgado há pouco pelo Banco Central, o mercado ajustou o IPCA de 3,47% para 3,40%.  O crescimento do PIB e a projeção da Selic foram mantidos em 2,3% e 4,25% respectivamente.  A taxa de câmbio esperada também foi mantida e está em R$ / US$ 4,10.

 

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