Gestão da Mobilidade: Os transportes podem desacelerar as mudanças do clima e melhorar a saúde da população

Por ITDP Brasil

Sempre que as mudanças do clima estão na pauta para discussão, os gases de efeito estufa (GEE) são citados como os grandes vilões a serem combatidos ou, ao menos, reduzidos. E eles de fato o são. Os GEE são responsáveis por desencadear uma série de processos que promovem ondas de calor, degelo de calotas polares e aumento do nível do mar, alteração de ecossistemas, dentre outros tantos problemas que a humanidade já começou a enfrentar. Gases como monóxido e dióxido de carbono são responsáveis pelo cenário catastrófico que os especialistas apontam, tendo como uma de suas principais fontes de emissão o setor de transportes.

Por mais que falar em mudanças do clima pareça algo cada vez mais próximo à nossa realidade, dificilmente conseguimos associar os efeitos diretos da poluição com as nossas vidas. Essa questão muitas vezes leva ao questionamento do quanto se deve estar engajado em uma mudança nos padrões de deslocamento, priorizando o transporte sustentável. O que faz essa discussão presente em nossa rotina é a poluição do ar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sinaliza que o ar poluído pode ser um “assassino invisível”. Da mesma forma como o setor de transportes tem uma participação significativa nas questões ligadas ao clima, também pode ser cruel e letal para a população.

A OMS estipula que cerca de 91% da população mundial respira ar poluído e inseguro para saúde. A exposição a um ar repleto de materiais particulados, dióxido de nitrogênio e de enxofre pode desencadear sérios problemas para a saúde. Os males associados vão desde dores de cabeça e irritação nos olhos, até câncer de pulmão e doenças cardiovasculares. Impacta também o sistema nervoso central e o aparelho reprodutor. A lista de riscos associados é longa e alarmante.

De acordo com Ilan Cuperstein, vice-diretor regional da C40 da América Latina, o setor de transportes é uma das principais fontes de poluição do ar nas cidades latino americanas. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, o setor é responsável por 41,25% da emissão de gases poluentes.

Considerando a importância do setor no problema, devemos pensar seu papel para a solução. Uma medida que vem sendo adotada, em especial em cidades europeias, são políticas de criação de áreas com restrição de veículos poluentes. As chamadas zonas de baixa emissão (na sigla em inglês, LEZ), zonas de emissão ultra baixa (ULEZ) e zonas de zero emissão (ZEZ) são perímetros, geralmente localizados nos centros das cidades, nos quais existe a restrição ou a tarifação do acesso de veículos que contribuem para a emissão de poluentes.

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Observatório das Metrópoles lança painel de acompanhamento da vacinação nas Regiões Metropolitanas

Fonte: Observatório das Metropóles,

Como parte do Dossiê Nacional “As Metrópoles e a Covid-19”, atualmente em processo de atualização, o Observatório das Metrópoles passa a disponibilizar a partir de hoje um painel interativo de dados para o acompanhamento da Campanha Nacional de Vacinação contra COVID-19 nas Metrópoles e Regiões Metropolitanas.

O painel cobre os números gerais da vacinação e os percentuais de vacinados com a primeira e a segunda dose em 19 Regiões Metropolitanas (RMs). Através dos mapas, é possível acompanhar o percentual de vacinados em cada município e comparar o desempenho em relação à aplicação das duas doses. Os gráficos, por sua vez, mostram o percentual de vacinados nas regiões metropolitanas, destacando as diferenças entre Núcleo e Entorno.

Os dados mostram não só diferenças entre essas RMs, mas também revela contrastes importantes nos seus espaços internos no que diz respeito à cobertura vacinal. O painel, além de permitir o acompanhamento da vacinação, pode se constituir uma ferramenta útil para entender como vem se dando o enfrentamento da pandemia nos espaços metropolitanos.

As visualizações foram elaboradas com microdados da Campanha Nacional de Vacinação contra COVID-19, organizados pela iniciativa Base dos Dados e disponibilizados através de seu Data Lake público na plataforma Google Cloud. A organização dos dados e o desenvolvimento do painel é de responsabilidade do pesquisador Juciano Rodrigues, pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Rio de Janeiro.

Para acessar a ferramenta, CLIQUE AQUI.

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