Boletim Econômico – 08.01.2021

❶ – Os mercados operam no positivo repercutindo a consolidação do cenário eleitoral nos Estados Unidos com Donald Trump concedendo a vitória a Joe Biden. Os democratas a partir da nova legislatura além do controle da Câmara, terão o voto de desempate no Senado.  Neste contexto, é considerada a celeridade na aprovação de novos pacotes de estímulos fiscais. E contribuindo com este viés otimista, estão os resultados de estudos preliminares sobre a nova variante do coronavírus descoberta no Reino Unido, que indicam que as vacinas desenvolvidas até momento podem fornecer proteção.

❷ – De acordo com a FGV o IGP-DI subiu 0,76% em dezembro, resultado abaixo das expectativas do mercado, refletindo a deflação dos produtos agrícolas.

❸ – A vacina Coronavac que foi desenvolvida pela parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, segundo o governo de São Paulo apresentou uma taxa de eficácia de 78% nos testes realizados no Brasil. No entanto, a falta de divulgação de mais detalhes foi criticada por alguns especialistas da área.

Boletim Econômico – 06.01.2021

❶ – A possibilidade de que o Partido Democrata controle o Senado americano após a derrota da republicana Kelly Loefler para o democrata Raphael Warnock e o acirramento da disputa entre o Jon Ossof (Democratas) e David Perdue (Republicanos) segue sendo avaliada pelos investidores. O partido de Joe Biden, já conquistou 49 cadeiras contra 50 dos republicanos e caso Ossof vença a disputa, com o empate assim haverá vantagem para Joe Biden já que o voto de minerva será da vice-presidente eleita, Kamala Haris.  Neste contexto é esperado otimismo no curto prazo com uma provável elevação nos estímulos fiscais, no entanto, as preocupações com o médio e longo prazo devem aumentar com a contrapartida de aumento de impostos.

https://edition.cnn.com/election/2020/results/senate?iid=politics_election_bop

❷ – Na Europa os resultados de serviços do Indice de Gerentes de compras (PMI sigla em inglês) indicam que no mês de dezembro a região seguiu em retração, num ritmo inferior ao registrado em novembro.   O indicador passou de 41,7 para 46,4 (resultados abaixo de 50,0 indicam contração da atividade).

❸ – Em 2020 as vendas de veículos novos apresentaram uma queda de 26,2% com o emplacamento de 2,06 milhões de veículos conforme dados divulgados pela Fenabrave.  Analisando os segmentos apresentados no relatório destacam-se o recuo de 16,7% dos pesados e os 26,6% na linha de veículos leves. Apesar de negativo o resultado apresentado ficou acima das expectativas iniciais refletindo os estímulos utilizados para combater os reflexos da pandemia.

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