Otimismo moderado | Teto de gastos | Ata do Copom

❶  – A divulgação da notícia do registro da primeira vacina contra o Covid-19 pela Rússia, elevou o otimismo dos mercados nesta manhã. Em conjunto, há as declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo do Congresso em torno da aprovação da ampliação dos estímulos fiscais e da adoção de cortes de impostos sobre ganhos de capital.  Em contraponto, as preocupações com o acirramento das tensões entre China e EUA, e o avanço da pandemia em alguns países seguem no radar.

❷ – A manutenção do teto de gastos está na pauta do Ministério da Economia, com o objetivo de limitar a expansão dos gastos públicos integrantes da equipe econômica estabelecem diálogos com parlamentares. O argumento utilizado diz respeito aos riscos e as sinalizações negativas que do aumento da relação dívida / PIB .

❸ – A Ata do Copom divulgada hoje pela manhã, indica a persistência de um elevado grau de incerteza para a para a atividade econômica brasileira.  Contudo, deixou a aberta a possibilidade para um novo ajuste para baixo na Selic, limitado e não sequencial.    O Bacen segue reforçando a importância da agenda de reformas e da estabilidade fiscal.

Alguns destaques do comunicado:

“Os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo.”

“No cenário externo, a pandemia da Covid-19 continua provocando a maior retração econômica global desde a Grande Depressão.”

“a pouca previsibilidade associada à evolução da pandemia e à necessária redução nos auxílios emergenciais a partir do final desse ano aumentam a incerteza sobre a velocidade de retomada da atividade econômica.”

Acesse a Ata completa:

https://www.bcb.gov.br/content/copom/atascopom/Copom232-not20200805232.pdf

FED | Dados sobre o emprego em junho

❶ – Para a tarde de hoje é aguardada a decisão de política monetária do Banco Central dos EUA (FED) e a taxa de juros não deve sofrer elevações, conforme relatórios das reuniões anteriores. As atenções do mercado, no entanto, estarão na entrevista que o presidente da instituição Jerome Powell fará para a imprensa. Powell, deverá trazer as avaliações sobre o comportamento da economia e projeções para os próximos trimestres. Ele também poder avaliar se os instrumentos utilizados até o momento serão mantidos ou se há alguma intenção de adotar outras ferramentas no curtíssimo prazo.  Em paralelo, no congresso o impasse entre democratas e republicanos em torno da aprovação do estimulo fiscal continua. 

❷ – No radar, seguimos monitorando os indicadores econômicos da Zona do   Euro e o avanço de novos casos de Covid-19.  A possibilidade da chegada de uma segunda onda de contágio no continente europeu torna se cada vez mais plausível.  As discussões agora se concentram na velocidade, no grau de letalidade e na possibilidade de ser necessário ampliar novamente as medidas de distanciamento social.

❸ – No Brasil, em junho segundo os dados do Caged ocorreu uma destruição liquida de 11 mil postos formais de trabalho, resultado “melhor” do que as expectativas do mercado que indicavam (-220 mil).   

❹ – De acordo com a FGV em julho o ICI – (Índice de Confiança da Indústria) subiu de 12,2 pontos alcançando 89,8, que na série histórica foi o segundo maior crescimento. A leitura sinaliza melhora na percepção sobre o momento atual e uma redução do pessimismo para os próximos trimestres. 

❺ – E por fim, as movimentações dos partidos que integram a base de apoio do presidente Bolsonaro seguirão pautando a agenda política. A saída do MDB e do DEM do bloco intitulado Centrão, ocasionará uma restruturação das alianças das lideranças na Câmara dos Deputados. Por ora, a movimentação não está necessariamente atrelada a insatisfações ou desembarques do governo, mais sim a disputas internas entre os partidos.

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