Como o planejamento urbano afeta a economia das cidades – Por Thiago Jardim

Fonte: Caos Planejado

A garantia dos direitos sobre a propriedade e o mercado de terras são marcos civilizatórios essenciais para a desconcentração do poder econômico e a consolidação de democracias. Essa é a constatação de Daron Acemoglu (MIT) e James Robinson (Harvard) no livro “Por que as nações fracassam”. A luta por direitos de propriedade na Inglaterra foi fundamental para a instituição do parlamento (1265) e do Estado de Direito (1689), extinguindo o absolutismo e fomentando a expansão financeira e comercial que levou à revolução industrial (1760) e ao período de urbanização e crescimento econômico que tomou o mundo nos séculos seguintes.

Paul Romer (NYU, Nobel 2018), demonstra que o aumento de 1% na proporção da população urbana de um país reflete no crescimento da renda per capita em 2% em média. Dentre as principais razões para este fenômeno estão a construção civil e as economias de aglomeração, que são os benefícios adquiridos pela proximidade entre pessoas e empresas na produção e aquisição de bens e serviços. As melhores oportunidades de trabalho e o acesso a bens e serviços aprimorados levaram à migração da população rural para as cidades e a proporção da população urbana mundial passou de 7% em 1800 para 54% em 2015.

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Chicago, um bom exemplo de urbanismo moderno – Por Paulo Sa Vale

“Os arquitetos dessa terra e geração agora devem encarar algo novo sob o sol — a saber, a evolução e integração de condições sociais, aquele agrupamento especial delas, resultando de uma demanda por edifícios de grande altura.” —
Louis Sullivan, 1886


Chicago é a terceira cidade mais populosa dos Estados Unidos, depois de Nova York e Los Angeles. Apresenta, igualmente, grande importância financeira e de influência, com uma forte indústria de telecomunicações, além de dispor de um intenso fluxo de turistas durante todo o ano.

Apesar de não ser tão popular e suntuosa quanto Nova York ou Los Angeles, suas esquinas e prédios foram eternizados em várias elementos da cultura, desde o cinema, literatura e esporte.

Aliado a isso, para a história das cidades e do urbanismo moderno, Chicago sempre foi um ponto de referência. Sem nenhum exagero, podemos afirmar que a cidade foi pioneira no processo de verticalização contemporâneo, além de ser precursora na aplicação dos princípios modernos de arquitetura e urbanismo.

Além disso, a cidade conseguiu estabelecer um excelente espaço urbano, garantindo maior qualidade de vida para seus habitantes e uma condição urbana admirável. Mas por que o urbanismo moderno de Chicago funcionou tão bem, ao passo que outros exemplos ao redor do mundo fracassaram?

Para responder tal questão, é necessário entender a construção do ideal moderno de Chicago do início do século XX, além de outros fenômenos inerentes ao período.

 

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