Desenvolvimento urbano – regional e cidades sustentáveis no contexto das regiões metropolitanas nordestinas

Por Ana Célia Araujo 

Nas cidades metropolitanas, os problemas socioambientais se intensificam e a pressão do desenvolvimento capitalista sobre os limitados recursos planetários torna urgente a necessidade de repensar o desenvolvimento urbano e a economia. Dentre várias propostas, as cidades sustentáveis (CS) vêm se destacando nos últimos anos como modelo de desenvolvimento urbano. Com grande adesão internacional, o modelo de CS das Nações Unidas (ONU), a partir do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis tem se tornado a proposta de CS mais popular, baseada no contraditório discurso do desenvolvimento sustentável.

No Brasil, paralelamente, o contexto de acentuadas desigualdades e vulnerabilidades socioambientais das Regiões Metropolitanas (RMs) nordestinas e os compromissos assumidos pelo governo ante os ODS fundamentam a pergunta de pesquisa: “as regiões metropolitanas nordestinas tem condições de internalizar princípios de Cidades Sustentáveis em suas dinâmicas como alternativas estratégicas para suas questões socioambientais e urbano-regionais?”. O objetivo é investigar as condições das dinâmicas metropolitanas para internalização do modelo de Cidades Sustentáveis da ONU para favorecer o desenvolvimento urbano e regional e melhorar aspectos das questões socioambientais. Para isso, esta pesquisa desenvolveu o Índice de Desenvolvimento Regional e Urbano para Cidades Sustentáveis (IDRUCS), que utiliza indicadores socioambientais e econômicos para expressar aspectos de sustentabilidade urbana, resiliência urbana e adaptação às mudanças climáticas, como princípios para cidades sustentáveis.

A metodologia, de natureza quantitativa, estabelece um estudo de caso comparativo entre as RM de Fortaleza, Natal, Recife e Salvador como um recorte da Região Nordeste do Brasil. A partir dos resultados do IDRUCS, testa-se a hipótese de que as regiões metropolitanas não apresentam condições de internalizar os princípios de cidades sustentáveis como alternativas estratégicas aos problemas socioambientais do desenvolvimento urbano-regional vigente. As discussões de resultados giram em torno dos desafios das CS na realidade apurada pelo IDRUCS e na revisão de literatura sobre políticas públicas, gestão e planejamento urbano e socioambiental das cidades metropolitanas nordestinas, refletindo sobre a racionalidade ambiental
como alternativa ao desenvolvimento urbano-regional vigente.

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São Paulo é 8ª em ranking global de cidades que mais usam aplicativos de transporte

Mesmo estudo aponta a capital paulista como uma das piores em mobilidade urbana

Fonte: Automotive Business

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

 

São Paulo é uma das cidades que mais utilizam aplicativos (apps) de transporte individual em todo o mundo. Um ranking global feito a partir da pesquisa Mobility Futures, da Kantar, aponta que a capital paulista ficou em oitavo lugar em uma lista com 31 metrópoles dos cinco continentes (veja lista abaixo).

Para a pesquisa, a Kantar entrevistou mais de 20 mil usuários de diferentes meios de transporte e viajantes frequentes nessas 31 cidades. O estudo indica que a mobilidade como serviço (MaaS na sigla em inglês) é uma forte tendência do setor automotivo ao permitirem deslocamentos convenientes, otimizados e intermodal, com a facilidade de usar apenas o celular.

No mesmo estudo, a cidade de São Paulo foi apontada como uma das piores em termos de mobilidade urbana (veja lista abaixo). Este ranking levou em consideração a facilidade de acesso, variedade e infraestrutura do transporte público e serviços de compartilhamento nas cidades pesquisadas. No geral, a maior metrópole brasileira aparece em 30º lugar (penúltimo) à frente apenas da cidade de Nairóbi, capital do Quênia. Berlim é a líder global em mobilidade urbana, com a melhor avaliação, segundo o estudo.

A tendência do uso de mobilidade como serviço é crescente e vem mudando o comportamento dos consumidores, inclusive os compradores de veículos. Um estudo recente da Accenture aponta que 63% dos proprietários de automóveis nos Estados Unidos que usam aplicativos de transporte disseram que considerariam desistir de seu veículo pessoal durante a próxima década. A pesquisa, que entrevistou mais de 1 mil consumidores no país, constatou que a satisfação do consumidor com este tipo de serviço é de 92% e que a maioria (93%) espera manter ou até mesmo aumentar seus gastos com esses serviços neste ano.

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