Mercados – 28 de outubro

Fonte: Infomoney

Bolsas europeias e índices futuros dos EUA têm nova queda com temores sobre o coronavírus

Os mercados europeus abriram em queda nesta quarta-feira, com temores sobre a aceleração da propagação do coronavírus no continente, nos Estados Unidos e na China. Além disso, o presidente Donald Trump admitiu na terça que não haverá um novo pacote de estímulos antes da eleição americana, marcada para 3 de novembro.

Na Europa, autoridades vêm instituindo novas restrições nas últimas semanas. A França registrou 52 mil novos casos no domingo, e dois terços da população do país já vivem sob um toque de recolher noturno. De acordo com a imprensa francesa, o presidente Emmanuel Macron deve anunciar novas medidas de contenção do vírus na noite desta quarta-feira, e há especulação sobre a possibilidade de estabelecer um novo lockdown em certos locais do país.

O índice Euro Stoxx tem queda de 2,25%; o Dax, da Alemanha, cai 3,26%; o FTSE 100, do Reino Unido, cai 2,26%; O CAC, da França, cai 3,27%; e o FTSE MIB, da Itália, cai 3,17%.

Em uma reunião fechada da Comissão Europeia -braço executivo da União Europeia- realizada na segunda-feira, autoridades afirmaram que provavelmente não haverá vacinas para toda a população do continente até 2022. Países do bloco europeu já adquiriram mais de um bilhão de doses de vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o vírus. A sua população é de 480 milhões de pessoas, mas nem todas as vacinas devem se mostrar efetivas. No início de outubro, a Comissão Europeia afirmou que espera que as vacinações comecem no início de 2021.

A queda nos índices na Alemanha ocorre apesar de o Deutsche Bank, o maior banco do país, ter reportado lucro líquido de 182 milhões de euros no terceiro trimestre de 2020. O resultado foi acima das expectativas, e indica que a recuperação frente o novo coronavírus pode ser mais rápida do que o estimado anteriormente.

O número de casos e mortes pelo coronavírus também continua a crescer nos Estados Unidos. Na última semana, foi registrada uma média de mais de 70 mil novos casos por dia, um recorde. Dos 50 estados, 29 registraram seu recorde de novos casos diários no período.

Além disso, a Pfizer anunciou na terça-feira que os testes com sua vacina desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech provavelmente não ocorrerão antes das eleições americanas, marcadas para o dia 3 de novembro.

E o presidente Donald Trump admitiu que um novo pacote de estímulos também não deve sair antes das eleições, à medida que as negociações entre republicanos e democratas não avançam. O índice S&P 500 Futuro tem queda de 1,38%; o Nasdaq Futuro cai 0,98%; e o Dow Jones Futuro cai 1,69%.

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenhos mistos, com investidores acompanhando a aceleração da propagação do coronavírus em economias importantes, assim como o anúncio, pelo presidente Trump, de que não deve haver um novo pacote de estímulos à economia americana antes das eleições.

Na China, o número de novos casos bateu recorde para os últimos dois meses na quarta-feira. Pelo lado positivo, no Japão a Sony Corp reportou uma alta de 13,9% no lucro operacional no segundo trimestre, que atingiu cerca de US$ 3 bilhões. Os resultados são impulsionados pelo setor de jogos, que teve alta de vendas durante a pandemia.

Mercados – 23 de outubro

Mercados

Bolsas europeias sobem com resultados e com investidores ainda monitorando estímulos nos EUA.

Fonte: Infomoney

Os mercados europeus amanheceram em alta nesta sexta-feira (23), com bons resultados em empresas importantes dos setores bancário e automotivo. Os índices futuros nos Estados Unidos também têm alta, com sinais positivos sobre a aprovação de um novo pacote de estímulos.

O banco Barclays reportou lucro líquido de US$ 797,7 milhões no terceiro trimestre, mais do que o dobro das expectativas de analistas. A fabricante de automóveis Daimler aumentou sua expectativa sobre os lucros de 2020. E a alta da demanda na China contribuiu para ampliar as margens da divisão de carros da Mercedes-Benz.

O índice Eurostoxx tem alta de 0,52%; o Dax, da Alemanha, sobe 0,66%; O CAC, da França, sobe 1,08%; o FTSE MIB, da Itália, sobe 0,98%.

Na quinta-feira, a presidente do Congresso dos Estados Unidos, democrata Nancy Pelosi, afirmou que ela e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, estavam “quase lá” nas discussões sobre um novo pacote de estímulo. Por outro lado, disse que ainda poderia “levar um tempo” antes que a lei definindo o pacote fosse escrita e assinada. O mercado também acompanhou o debate presidencial entre Joe Biden e Donald Trump.

Além disso, a U.S. Food and Drug Administration, agência americana responsável por aprovar medicamentos antes de chegarem ao mercado, aprovou o antiviral remdesvir, da farmacêutica Gilead Sciences, como tratamento para a Covid-19. Ele será vendido com o nome de Veklury, e é o primeiro tratamento contra o coronavírus completamente aprovado pela agência durante a pandemia. Até então, vinha sendo usado emergencialmente. A aprovação levou a alta das ações da Gillead.

O índice S&P 500 futuro tem alta de 0,15%; o Nasdaq Futuro, de 0,09%; e o Dow Jones Futuro, de 0,23%.

A produção pode estar sofrendo impacto das novas medidas empregadas para conter o coronavírus, cujo número de novos casos tem aumentado com mais rapidez em outubro. Na semana passada, Londres voltou a restringir reuniões de pessoas que não vivem na mesma residência Paris voltou a implementar toque de recolher. Nesta quinta-feira (22), autoridades francesas ampliaram o toque de recolher para mais áreas do país. A contaminação também tem se acelerado nos Estados Unidos.

As bolsas na Ásia fecharam sem direção definida, à medida que investidores monitoram os dados sobre o coronavírus em economias importantes.

O índice de Shanghai, na China, fechou em queda de 1,04%. Mas o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,18%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, teve alta de 0,54%; e o Kospi, da Coreia do Sul, alta de 0,24%.

plugins premium WordPress