Assinado o acordo entre China e EUA, a economia mundial voltaria a crescer?

Por Depec Bradesco

 

  • A economia mundial deve se recuperar ao longo deste ano, uma vez removidas as incertezas ligadas às tensões comerciais e, em alguma medida, ao Brexit. Essa retomada será gradual e poderá ter implicações importantes para a dinâmica entre os países, levando em conta os desdobramentos das negociações entre China e EUA. Essa visão mais cautelosa se justifica pelas dúvidas que temos em como e em que medida a guerra comercial impactou a economia mundial e, mais recentemente, como será o impacto do coronavírus sobre essa recuperação cíclica esperada para 2020. Nosso cenário é que a recuperação segue valendo, mas pode ser postergada por um a dois trimestres e o impacto do coronavírus tende a se concentrar na China.

 

  • As incertezas advindas das tensões entre as duas maiores economias do mundo certamente influenciaram de forma importante a economia global, à medida que empresas abortaram decisões de investimento, em função da possível mudança de custos de produção na China. A guerra comercial, contudo, pode ter tido efeitos concretos para além da incerteza, como o aumento significativo das tarifas.

 

  • Esses desdobramentos, por sua vez, aumentam os desafios da China e da Europa, em desaceleração há alguns trimestres, à medida que a China exportará menos para o mundo e a Europa provavelmente venderá menos para a China.

 

  • Contrapondo esses fatores, ao longo de 2019, a política monetária passou por um afrouxamento significativo na grande maioria dos países, o que ainda pode dar suporte à economia, dada sua defasagem. Somado a isso, pode-se considerar que, diante de choques como a guerra comercial que afetam a confiança, a política monetária pode ter sua eficácia reduzida. Isso aumentaria ainda mais a defasagem dos cortes já implementados. Há algum espaço residual para queda de juros em muitos países.O mandato do Federal Reserve (Fed) é duplo: perseguir o máximo de emprego e estabilidade de preços. Implicitamente, estabilidade de preços significa ter uma meta de inflação ao redor de 2%.

Destaque Econômico (pdf)

Boletim JPE 05.02.2020 | A ciência avança contra o coronavírus

A ciência avança contra o coronavírus | Cenário econômico positivo |  Reunião do Copom

 – por José Carmo

❶ – A expectativa para o dia de hoje é que ocorra novas altas generalizadas nas bolsas globais. Este cenário positivo para os mercados, decorre da descoberta de uma forma de acelerar o processo de desenvolvimento da vacina contra o coronavirus chinês, realizada por um grupo de pesquisadores do Reino Unido. E também pelos  incentivos anunciados pelo PBoc (Banco Central Chinês) seguirem contribuindo na redução da percepção de risco sobre os efeitos da epidemia sobre a atividade econômica global.

 

❷ – A leitura do Índice de Gerentes de Compra (PMI) do setor de serviços na zona do euro referente ao mês de janeiro, indica uma maior estabilidade da economia européia.  Entretanto, os provavéis impactos do coronavirus não foram considerados,  em virtude da pesquisa ser anterior ao ápice do surto.

 

❸ – O dia será marcado pela divulgação de vários indicadores internacionais entre os quais destacam se: nos EUA a criação de emprego no setor privado, a balança comercial, o PMI de serviços e os estoques de petróleo.  Na zona do euro teremos o índice de preços ao produtor alemão, o PMI de serviços da Inglaterra e o discurso da presidente do Banco Central Europeu Christine Lagarde.

 

❹ –  No Brasil a melhora do cenário exterior deve beneficiar o Ibovespa e a atenção do mercado estará na 1ª decisão de política monetária do Copom de 2020.  Os dados fracos da produção industrial divulgados ontem, reforçam as apostas que a decisão será pelo corte de 0,25 na taxa Selic.

 

Boletim Econômico – (pdf)

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