Boletim 12.02.2020 | Dólar no radar – Coronavirus precificado – Primárias democratas

 

 – por José Carmo

 

❶ – No Brasil, o comportamento do câmbio segue no radar com o dólar acumulando uma valorização de 7,81% em relação ao real.   As cotações dos últimos dias, refletem a divulgação da geração de 225 mil vagas de trabalho em janeiro nos Estados Unidos, que fez o dólar subir em todos os mercados, mas principalmente nos países emergentes.  Conforme o mercado de trabalho americano apresenta bons resultados, criam-se as condições para que o FED (Federal Reserve) promova um eventual aumento de juros. O que acarreta em fuga de capitais com os investidores buscando as taxas mais altas dos EUA.  Fatores internos também contribuem com a valorização cambial, como a decisão do COPOM de reduzir a Selic para 4,25%, que desestimula a entrada de capital estrangeiro no país.

 

❷ – As bolsas internacionais operam em alta repercutindo a redução da disseminação do coronavirus com a queda do número de pessoas infectadas.  Em conjunto há as novas medidas de contenção adotadas pelas autoridades chinesas. Estimativas apontam que apesar de ainda não ser possível quantificar o valor econômico do impacto na economia, o mesmo deve afetar apenas o 1T2020. 

 

 ❸ – As declarações positivas do presidente Xi Jinping de que a China vai alcançar as metas de crescimento e a sinalização de uma continuação de politicas expansionistas (redução tarifária e corte nos juros), também foram bem recebidas e tem potencial para atenuar o choque de demanda e oferta da economia chinesa.

 

❹ –  Nos EUA  Bernie Sanders conseguiu 25,9% na votação em New Hampshire. Considerando as votações de Iowa, os resultados preliminares indicam uma disputa entre um pré-candidato mais moderado Buttigiege e Sanders da ala socialista.

 

Boletim Econômico – (pdf)

 

Boletim JPE 11.02.2020 – Revisão da economia mundial |  Ata do Copom 

Revisão da economia mundial |  Ata do Copom  – por José Carmo

 

❶ – As bolsas internacionais devem manter a sequência de alta verificada ontem, mesmo com o coronavirus se disseminando e trazendo preocupações sobre qual será a dimensão dos impactos na atividade global. Algumas projeções já começam a indicar a contração da economia mundial, algo que não ocorre desde 2009. O último balanço do vírus indica a ocorrência de 42 mil casos e mais de 1000 óbitos. Alguns setores da produção chinesa encontram-se parados e em torno de 50 milhões de pessoas estão trabalhando na modalidade home office.

 

❷ – Segundo a ata do Copom os dados da atividade econômica sinalizam uma recuperação gradual da economia brasileira. Com as expectativas para a inflação em 2020, 2021 e 2022 em 3,4%, 3,75% e 3,5% respectivamente.

No cenário exterior, mesmo com o aumento da incerteza, a acomodação da política monetária realizada nas grandes economias tem potencial para contribuir com um ambiente favorável para os países emergentes.

 

❸ – O cenário básico do Copom para a inflação indica a existência de fatores de riscos em ambas as direções,  se por um lado (i) o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado.  Do outro , (ii) o atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, pode elevar a trajetória da inflação acima do esperado no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) aumento da potência da política monetária decorrente das transformações na intermediação financeira e no  mercado de crédito e capitais, (iv)  deterioração do cenário externo para economias emergentes ou (v) eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira.

 

Boletim Econômico – (pdf)

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