Pacote Fiscal e Trump de volta – Moderação na retomada européia – Maia x Guedes

❶ – A notícia de que os congressistas norte americanos seguem discutindo uma nova rodada de estímulos fiscais em conjunto com as sinalizações que Donald Trump pode ter alta em breve, estão repercutindo de maneira positiva nas bolsas internacionais nesta manhã.

Trump com covid-19: presidente dos EUA recebeu oxigênio e usa remédio para casos graves em tratamento contra novo coronavírus – Leia a reportagem da BBC

❷ – Sobre a Europa, o resultado do Índice de Gerentes de Compras Composto (PMI, em inglês) renovou as expectativas de um ritmo moderado na recuperação econômica sobre o bloco europeu.  O indicador considera tanto a indústria que vem apresentando um desempenho robusto nesta retomada quanto o setor de serviços que segue apresentação contração. Com estes setores se contrabalanceando o indicador registrou 50,4 no mês de setembro ante 51,9 no mês de agosto.   Valores superiores a 50 sugerem expansão, valores inferiores indicam contração. 

❸ – No Brasil, após um tensionamento das relações entre o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e o ministro da Economia Paulo Guedes, culminando em troca de farpas públicas, um grupo de parlamentares estão buscando uma forma de reconciliação.    A desavença entre ambos é prejudicial para o avanço das pautas econômicas, além de ampliar o ruído sobre a capacidade de interlocução do Executivo junto ao Legislativo.

❹ – O relatório Focus divulgado há pouco pelo Banco Central, não trouxe mudanças significativas para o PIB, Selic e o Câmbio.  Entretanto, manteve a revisão de alta para o IPCA final de 2020 que agora indica 2,12% ante 2,05% do relatório anterior.  Este cenário de revisões deve se mantido, podendo chegar a 2,5% (Distante da meta), repercutindo a pressão exercida pelos preços dos alimentos.

Pacote de estímulos nos EUA – Financiamento do Renda Cidadã

Temas abordados: Estímulo econômico nos EUA | IGP-M de Setembro | Sondagem de Serviços | Repercussões do Renda Cidadã | Expansão do crédito ampliado

❶ – Os mercados seguem aguardando os desdobramentos de uma nova rodada de discussões nos EUA em torno da proposta de estímulos econômicos, que tem uma rodada decisiva para debater o tema.  Os líderes democratas que possuem maioria na Casa dos Representantes apresentaram uma proposta de US$ 2,2 trilhões e devem aprova-la.  E o texto seguirá para o Senado, onde a correlação de forças se inverte e os republicanos controlam.    O valor é superior ao teto de 1,5 trilhão proposto pelo executivo e com a corrida eleitoral em curso é provável que haja concessões dos democratas.    O dia também será marcado pelo debate presidencial entre Trump e Biden.

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❷ – No Brasil, o método de financiamento do Renda Cidadã anunciado pelo relator da PEC do Pacto Federativo, gerou desconfiança e como consequência houve uma forte reação do mercado (+ 1,4% de elevação na cotação do US$ e queda de – 2,41% do Ibovespa).   A intenção do governo é utilizar os recursos que são destinados aos Fundeb e precatórios.   Além da repercussão negativa junto aos mercados, a decisão dificilmente terá apoio no Congresso e pode ser alvo de processos jurídicos.  

❸ – A FGV divulgou que o IGP-M subiu 4,34% no mês de setembro ante 2,74% em agosto, acumulando alta de 14,04 no ano e 17,94% em 12% meses, as commodities seguem pressionando a inflação no atacado.   O movimento de alta foi observado nos três componentes principais (INCC, IPC e IPA).  

❹ –  Segundo a FGV, ainda apresentando um ritmo desigual entre os respectivos segmentos, o ICS (Indice de Confiança de Serviços) avançou 2,9 pontos em setembro e alcançou 87,9 pontos.  Dentre os componentes, a alta foi influenciada pelo componente de expectativas, já a situação atual se manteve estável.

❺ –  De acordo com os resultados divulgados nesta segunda (28) pelo Banco Central nas Estatísticas Monetárias e Crédito, houve uma expansão interanual de 13,1% do crédito ampliado. Refletindo a elevação de todos os componentes do indicador:  dívida externa, empréstimos e financiamentos, e títulos da dívida, 22,1%, 12,1% e 9,4% respectivamente.  Observamos que no período esta aceleração teve como principal fator a carteira de pessoas jurídica, contudo, os avanços da carteira de pessoas física também contribuíram.

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