Arroba do boi: Margens dos frigoríficos aumentaram e atingiram maior percentual dos últimos 2 anos, após queda de 14%

Fonte: Notícias Agrícolas

Entrevista com Hyberville Neto – Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, destacou que as margens das indústrias frigoríficas estão no melhor patamar dos últimos dois anos. “Quando consideramos os preços de venda de todos os produtos do abate, seja com a opção da carcaça ou com a carne desossada, frente aos preços do boi gordo temos a melhor margem dos últimos dois anos”, comentou. 

O índice de equivalência carcaça da Scot Consultoria  mostra que a indústria frigorífica tem uma receita por animal abatido de 23,8% maior do que o preço atual do boi gordo . “A média histórica sempre ficou em 14% a 15% , sendo que em alguns períodos mais positivos fica em 17%. Quando consideramos o índice de equivalência desossa, a média histórica é de 19% , mas atualmente esse índice chega a 22,5%, que também leva em conta a venda de todos os cortes e dos subprodutos do animal abatido”, ressaltou.

As indústrias estão trabalhando com cautela e acompanhando como está o escoamento da carne no atacado, por isso contam com programações de abate mais confortáveis. “Nós não esperamos uma inversão drástica de cenário de preços no mercado do boi gordo no curto prazo”, informou. 

Gestão da Mobilidade: Os transportes podem desacelerar as mudanças do clima e melhorar a saúde da população

Por ITDP Brasil

Sempre que as mudanças do clima estão na pauta para discussão, os gases de efeito estufa (GEE) são citados como os grandes vilões a serem combatidos ou, ao menos, reduzidos. E eles de fato o são. Os GEE são responsáveis por desencadear uma série de processos que promovem ondas de calor, degelo de calotas polares e aumento do nível do mar, alteração de ecossistemas, dentre outros tantos problemas que a humanidade já começou a enfrentar. Gases como monóxido e dióxido de carbono são responsáveis pelo cenário catastrófico que os especialistas apontam, tendo como uma de suas principais fontes de emissão o setor de transportes.

Por mais que falar em mudanças do clima pareça algo cada vez mais próximo à nossa realidade, dificilmente conseguimos associar os efeitos diretos da poluição com as nossas vidas. Essa questão muitas vezes leva ao questionamento do quanto se deve estar engajado em uma mudança nos padrões de deslocamento, priorizando o transporte sustentável. O que faz essa discussão presente em nossa rotina é a poluição do ar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sinaliza que o ar poluído pode ser um “assassino invisível”. Da mesma forma como o setor de transportes tem uma participação significativa nas questões ligadas ao clima, também pode ser cruel e letal para a população.

A OMS estipula que cerca de 91% da população mundial respira ar poluído e inseguro para saúde. A exposição a um ar repleto de materiais particulados, dióxido de nitrogênio e de enxofre pode desencadear sérios problemas para a saúde. Os males associados vão desde dores de cabeça e irritação nos olhos, até câncer de pulmão e doenças cardiovasculares. Impacta também o sistema nervoso central e o aparelho reprodutor. A lista de riscos associados é longa e alarmante.

De acordo com Ilan Cuperstein, vice-diretor regional da C40 da América Latina, o setor de transportes é uma das principais fontes de poluição do ar nas cidades latino americanas. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, o setor é responsável por 41,25% da emissão de gases poluentes.

Considerando a importância do setor no problema, devemos pensar seu papel para a solução. Uma medida que vem sendo adotada, em especial em cidades europeias, são políticas de criação de áreas com restrição de veículos poluentes. As chamadas zonas de baixa emissão (na sigla em inglês, LEZ), zonas de emissão ultra baixa (ULEZ) e zonas de zero emissão (ZEZ) são perímetros, geralmente localizados nos centros das cidades, nos quais existe a restrição ou a tarifação do acesso de veículos que contribuem para a emissão de poluentes.

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