Deutsche Welle Brasil – 05.02.2021

Agência alemã alerta sobre perigo de mutações do coronavírus
Segundo presidente do Instituto Robert Koch, vírus ganhou impulso com novas variantes registradas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil.
  Chefe da Comissão Europeia admite falhas na aquisição de vacinas
Ursula von der Leyen admite ter subestimado possíveis complicações e atrasos na produção de imunizantes, mas defende programa de compra conjunta.
  Câmara dos EUA pune deputada ligada a teorias da conspiração
Congressistas decidem afastar de comissões Marjorie Taylor Greene, que apoiou o QAnon, negou o 11 de Setembro e endossou pedidos de execução de democratas. Republicanos alertam para futura retaliação política.
  “Corrigir erros da Lava Jato sem desmontar sistema anticorrupção é desafio”
Avaliar que decisões da força-tarefa devem ser revistas é tarefa delicada e pode acentuar ceticismo quanto à luta contra corrupção, diz professora da FGV. Há um projeto em curso para enfraquecer combate a crimes, aponta.
Ciência e Saúde
  Como o lockdown afeta as crianças
Com creches e escolas fechadas, sem ver os amigos ou fazer esportes, crianças vêm sofrendo impactos da pandemia na Alemanha. Médicos relatam aumento de problemas de saúde e distúrbios comportamentais.

El País – 05.02.2021

Fonte: El País

Sete anos após provocar uma reviravolta sem precedentes na política e na economia do Brasil, a outrora poderosa Operação Lava Jato vive um melancólico apagar de luzes com o anúncio de que já não existe mais —ao menos da forma como ficou conhecida. O desfecho acontece após a operação entrar numa espiral de descrédito no mundo jurídico, que culminou com a exposição de diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o então chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Felipe Betim analisam como o material exposto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski vai muito além do exposto nas reportagens da série Vaza Jato e pressiona a principal corte do país a julgar o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que considere Moro um juiz suspeito.

Ainda nesta edição, Gil Alessi conta que a situação dos grupos da Lava Jato que atuam em São Paulo e no Rio de Janeiro também não é nada promissora. Em São Paulo, onde investiga casos de corrupção ligados a obras estaduais e ao grupo mais longevo no poder, o PSDB, a equipe da Lava Jato já é, desde setembro de 2020, um exército de uma pessoa só. No Rio, a força-tarefa acaba em abril. Em artigo, a procuradora Jerusa Viecili, que integrou a operação em Curitiba, defende o trabalho da Lava Jato que “lutou contra um sistema feito para não funcionar” e lamenta que o retrocesso da corrupção e da impunidade não seja um legado: “Nos últimos anos, não foram poucos os que levantaram a bandeira do combate à corrupção, mas foram escassas as medidas para alterar o quadro de corrupção sistêmica”.

Após dois anos da tragédia em Brumadinho, um acordo bilionário entre a Vale e o Governo de Minas Gerais foi finalmente firmado para que a mineradora repare os danos causados pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, que matou 270 pessoas e causou um desastre ambiental. O valor acertado foi de 37,68 bilhões de reais, se tornando o maior acordo judicial de medidas de reparação já realizado na América Latina, segundo o Executivo mineiro.

Após quase um ano sem receber alunos para atividades de ensino regulares, sem vacina à vista e com muitas incertezas em meio ao agravamento da pandemia de covid-19, o país começa a retomar as aulas de milhões de alunos. A colunista Eliane Brum escreve sobre o que significa educar uma criança neste contexto de prolongada crise sanitária. “Numa pandemia, tratar a escola como essencial é determinar que é um serviço essencial e, portanto, professores e funcionários devem ser colocados na frente da fila de vacinação. Até agora, os professores não foram vacinados. E, sem medidas práticas, qualquer conversa é pura demagogia. Ou pior, é escolher o corpo do outro para que seja sacrificado. Sempre o do outro, claro.”

E nos Estados Unidos, grupos prioritários de negros, latinos e indígenas —os mais castigados pela pandemia— estão significativamente sub-representados entre os que receberam as doses, enquanto os brancos obtêm o tratamento de forma proporcional à sua presença na população. Antonia Laborde detalha os planos da administração de Joe Biden para reverter a desigualdade do sistema, o que inclui instalar centros de vacinação em bairros de alto risco e investir em clínicas móveis que levem as doses a áreas desatendidas.

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