Um bate papo sobre responsabilidade social. Entrevista com Alexandre Gomes e Derci Santos – AMAMOS

 
 
 
Zé Paulo – É possível verificar através da mídia um número maior de empresas que colaboram  com projetos de responsabilidade social. Qual a opinião de vocês sobre este movimento?
 
Dercy – Acho fantástico, esta é uma tendência que ganha força a cada dia , cada vez mais  empresas promovendo, participando e principalmente ajudando nos projetos sociais diversos
  
Alexandre – Esta havendo de certo modo uma conscientização das empresas, das sociedades e quem sai ganhando com isso são todas as partes envolvidas.

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Zé Paulo  – Vocês consideram relevante a divulgação das ações sociais desenvolvidas por estas empresas?  
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Dercy – Sim, muito relevante, quanto o maior numero de pessoas envolvidas melhor, as informações divulgadas sempre ajudam, não ficam só dentro das empresas, elas se propagam.
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Alexandre – Sem duvida, cada ação divulgada acaba servindo de exemplo, tanto para os colaboradores da empresa como para as demais empresas que acompanham.
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Zé Paulo – Falem um pouco sobre projeto social AMAMOS..
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Dercy – Na verdade faço muito pouco la dentro, minha ajuda  maior é aqui fora, onde tento de todas as formas ajudar e angariar fundos, para  organizar campanhas tais como:  do agasalho, do leite, feijoada, bingo etc.
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Alexandre – José, cada vez que ajudo é como se fosse um momento único, porém já fui, mas ativo na Amamos trabalhei como voluntário onde dava aulas de reforço escolar para as crianças que necessitavam, era muito bacana, quem aprendia na verdade era os dois lados, eu aprendi muito com eles.Teve um tempo que eu controlava um caixinha ( Jun 2009 à Dez 2012 ) que era formado pela contribuição quinzenal no valor de R$ 10,00 de alguns colegas de trabalho, com essa caixinha compramos fraldas, leite, sucos, refrigerantes e salgados para os bingos,  compramos 2 ventiladores grandes, um painel de parede para 80 fotos, um aparelho de fax entre outras coisas, mas a maior aquisição na minha opinião foi a de um carro buffet em Out 2010 e que está funcionando muito bem até hoje. Antes  principalmente na época de inverno era bem delicado, as crianças que chegavam da escola por volta das 12:30hs a comida já não estava quente, esfriava muito rápido  e mesmo assim era servida.. Hoje vou pelo ao menos 2 vezes por mês lá, contribuo com todas campanhas, sempre vejo se eles precisam de alguma coisa, mas é muito, muito pouco a minha participação, sinto falta de poder ajudar mais.
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Zé Paulo – Qual a sensação pessoal ao contribuir com este projeto?
   
Dercy – Pra mim é fundamental, inclusive quando me aposentar irei dedicar mais, não tem  dinheiro que pague, não só trabalhar na Amamos mas trabalhos voluntários em geral como também a campanha de doação de sangue a cada 03 meses, aulas de inglês para pessoas de baixa renda,  acho que todas as pessoas conseguiriam ajudar pois sempre existe alguma coisa que podemos fazer, é só querer.
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Alexandre – José, quando você faz um bem, não importando a quem é muito gratificante, ainda mais quando é para uma criança inocente, que não pediu e não tem culpa de estar ali.
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Zé Paulo – E o poder público apoia a AMAMOS?
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Dercy – Muito triste ter que falar neste assunto, a ajuda vem, mas não como deveria, o valor por criança é irrisório, menos da metade do valor da ajuda a um presidiário, os prazos não são cumpridos, os atrasos são demasiados e constantes, praticamente não temos nenhuma isenção sobre o pagamento de impostos e taxas.
   
Alexandre – É muito difícil falarmos sobre poder publico, sabemos que hoje 11/07 não foi repassado os valores desde Fev’14, sabemos que tem diretores que fizeram empréstimos bancários ( pessoal ) para honrar a folha de pagamento deste mês. Sabemos também que tramita em Brasília, desde 2011, a tentativa da concessão da declaração de utilidade publica federal que é emitida pela CNAS ( Conselho Nacional de Assistência Social ), essa declaração é de extrema importância para a Amamos, pois com ela a entidade poderá a receber doações tanto de pessoa física como jurídica e quem doar terá o incentivo de abater no imposto de renda, imagine o quanto é importante para a esta entidade.
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Zé Paulo – E para os leitores (as) que desejam colaborar, como podem  ajudar a AMAMOS?
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Alexandre – José, será uma imensa satisfação, toda ajuda será bem vinda, ajuda financeira, ajuda com mantimentos , uma assessoria jurídica principalmente para que a Amamos possa adquirir o quanto antes a declaração de utilidade publica federal e principalmente ajuda fraternal, um abraço fraterno é muito importante tanto para as crianças como para as pessoas que cuidam diretamente delas. Quem quiser ajudar , por gentileza, entre em contato com a Eliane ou Izildinha pelos telefone : (011) 3601-3658 ou (011) 3601-1031

 

 Conheça a AMAMOS http://www.amamos.org.br/ 

Zé Paulo entrevista a ativista dos direitos dos animais Shaiane Novais

 
Zé Paulo – Este amor pelos animais começou quando?
Shaiane  Novais –  Primeiramente gostaria muito de agradecer a oportunidade de estar em seu blog. Acho que o meu amor pelos animais, veio desde pequenina. Desde novinha morava em uma Usina, onde o abandono sempre foi uma coisa vista como “normal”, eram vários animais abandonados. Recordo-me bem que com cinco anos de idade, meu pai chegou com uma vira-latinha em casa, em uma caixinha, a mãe havia morrido e ele havia pegado a filhotinha para cuidar. Esse foi o meu primeiro exemplo, e desde então comecei a alimentar os
animais que ficavam na Usina, mas sem compreender o que aqueles animais faziam ali, que no momento, para mim parecia normal.
 
Zé Paulo Em qual momento decidiu se engajar na luta pelos direitos deles?
Shaiane  Novais – Isso foi em torno dos meus 19 anos. Aos ver tantos animais abandonados em minha cidade, decidi tentar agir de alguma forma. Eu, uma amiga e minha irmã, montamos um projeto que de inicio não saiu do papel. Logo após, ajudamos uma ONG em nossa cidade. Em 2007 fui a um seminário do Projeto Focinhos Gelados, que me abriu a mente completamente para focarmos na educação, que a meu ver hoje, é a única forma de solucionarmos todos os problemas de nosso mundo de uma forma geral. Quando digo isso, muita gente me pergunta se eu não dou importância ao resgate dos animais, e digo que sim, tanto que eu ajudo os animais resgatando e auxiliando quem resgata. O problema é o comodismo da população. Vou dar um exemplo prático para vocês entenderem. A um tempo atrás, recebi uma ligação de uma mulher, e ela solicitava que eu pegasse toda a ninhada da cachorra dela. Expliquei a situação e informei que não fazíamos resgates de animais que tinham donos, e então ela me informou que estaria jogando os filhotes na rua, pois ai eles seriam tratados como abandonados e nós recolheríamos. Infelizmente a população é muito acomodada, não tem sensibilidade e respeito a vida. Para mim, uma ONG só funciona se ela estiver um trabalho educativo interligado a ela. Quando eu digo que a ONG só funciona com o trabalho educativo interligado eu quero dizer no resultado final. Você recolhe um animal e consegue um lar para ele, ao mesmo tempo, está sendo abandonado mais de 5 animais, é nesse sentido que eu gostaria que as pessoas entendessem, se não houver conscientização, o abandono nunca chegará ao fim. Foi depois de muito estudo, que criei o Projeto Educacional Animais de Companhia (PEAC) onde atendemos mais de 30 crianças.
Zé Paulo – No seu perfil no Facebook é possível observar que você posta fotos de animais que precisam de ajuda e /ou estão abandonados. Como estas informações chegam até você?
Shaiane  Novais –Muitos dos animais publicados lá são de amigas protetoras, que me marcam nas fotos e solicitam ajuda para os compartilhamentos. Outros são de animais de meu antigo trabalho, onde cuidamos de mais de 10 animais, hoje Graças a Deus o número diminuiu, pois castramos todas as fêmeas e alguns foram doados.
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Zé Paulo – Este trabalho está dando resultado? Compartilhe conosco eventos marcantes desta trajetória.
Shaiane  Novais – O trabalho tem sim seus resultados. Onde eu trabalhava por exemplo, praticamente não temos mais filhotes, pois todas as fêmeas foram castradas. A castração é um ato realmente de amor, tínhamos todos os meses ninhadas de cães, e com as castrações o número caiu para praticamente zero, fora que o animal fica muito mais saudável e previne diversas doenças. Já o PEAC teve seus frutos, é incrível como as crianças se apaixonam, como elas se abrem a proposta. Tivemos crianças que disseram – MEU PAI PRECISA SABER DISSO -, e alguns pais já chegaram a conversar comigo sobre o assunto. Por isso que não vejo resultado somente no resgate dos animais, é um ato importante sim, mas precisamos abrir o coração das pessoas para o tema, para a causa, para a realidade, e a melhor forma de fazermos isso é na educação e conscientização principalmente das crianças.
 
 
 
 
Zé Paulo – É  possível notar que os animais de estimação passaram a ser tratados como membros da família, mas ainda existem aqueles que são abandonados por seus “donos”. De acordo com suas experiências, quais as principais causas deste ato? 
Shaiane  Novais – Infelizmente é a compra por impulso, a adoção por impulso. Muitos compram animais pois estão na moda ou por que são bonitinhos. a.Adotam pois ficaram surpresos com a história triste do animal e depois de um tempo enjoa. Isso acontece muito, já aconteceu com um dos animais que eu mesma doei. A cachorra que me foi devolvida ficou triste uns 10 dias, sem brincadeira, as pessoas não tem noção do quando os animais se sentem, e a rejeição é uma coisa que eles também podem sentir.
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Zé Paulo  Quais as principais dicas para as pessoas que desejam ter um animal de estimação? 
Shaiane  Novais – Primeiro Zé tem que se estar consciente de que o animal vive de 15 a 20 anos. Se o animal for filhote tem que ter consciência que ele é super ativo e vai querer brincar, passear, realmente como uma criança. Esse cãozinho/gatinho precisam de uma boa alimentação, cuidados veterinários e de muito amor e carinho. Vocês tem condições de proporcionar tudo isso ao novo amigo? Essas são coisas básicas que todos devem saber antes de adotar um animalzinho. E lembre-se sempre, ninguém gosta de ficar preso, então tenha um local onde seu animal possa ficar solto, nunca se esquecendo de colocar a coleira e a plaquinha de identificação com o nome do animal e o telefone. Para os gatinhos é muito importante telar todos os locais acessíveis as ruas, para que ele não possa escapar e é claro, castre e adote sempre!
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Zé Paulo – E para aqueles que encontram um animal abandonado, como podem ajudar?
Shaiane  Novais – Eu sempre peço para que as pessoas ajudem resgatando esse animal, levando ao veterinário e dando um Lar Temporário até que se consiga um novo dono para ele. Depois que o animal estiver saudável para adoção, tire a foto e poste nas redes sociais, envie aos amigos por e-mail, muitos lares responsáveis são conseguidos dessa forma e é muito gratificante. Nunca digo para levar para as ONG`s, pois hoje elas se encontram em super lotação. O Canil Municipal de nossa cidade eu optaria somente em casos extremos, de não haver como ninguém recolher. Afinal nada como uma casa com muito carinho para quem estiver doente. Zé, muito obrigada pela oportunidade, ficando alguma dúvida vocês podem entrar em contato comigo pelo e-mail peac.stz@hotmail.com Abraços a todos os leitores e leitoras!!!!  Adotar e castrar é um ato de amor!
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