Diclofenaco e Paracetamol: Medicamentos que matam – Por Vilma Costa

O
uso indiscriminado de medicamentos é uma triste e perigosa realidade. Além de
se automedicar grande parte da população, medica seus animais de estimação sem
orientação de um médico veterinário. O resultado desses tratamentos, em muitos
casos é o óbito do animal.Os
medicamentos de uso humano mais letais aos pequenos animais são o paracetamol e
o diclofenaco. Infelizmente nem sempre é possível manter vivo um paciente que
tenha ingerido tais drogas.
O
paracetamol é extremamente tóxico para os gatos, ao ser metabolizado pelo
fígado, torna-se uma substância letal para os felinos, causando uma morte quase
que instantânea.

atendi casos de cães que foram “medicados” por seus proprietários com
diclofenaco e estes apresentavam úlcera em graus variados, insuficiência renal
aguda e hemorragia o trato digestório. Vou
relatar aqui o caso que mais me indignou: cão, poodle, 7 anos de idade, um ano
antes foi socorrido em meu consultório, vítima de seu próprio dono que
administrou diclofenaco para tratar dor.
 O cão ficou internado durante 3 dias e
teve alta sem nenhuma sequela. Proprietário foi informado sobre a proibição do
uso da droga para animais de pequeno porte e alertado sobre o risco de morte ao
qual submeteu seu cãozinho. Um ano depois, o cão volta, novamente o
proprietário o “medicou” com tal droga, dizendo não ter acreditado muito na
história que eu contei sobre os riscos. Infelizmente, desta vez o cãozinho já
chegou em choque e seu estômago estava rompido com uma úlcera gigante. O
pequeno pagou com a vida pela irresponsabilidade de quem deveria exercer a
posse responsável.
Não
medique! Um gato não é um cão pequeno, mesmo medicamentos indicados para cães
são proibidos para gatos, podem causar a morte! Um cão não é uma criança, por
isso não adianta pensar que administrar um medicamento infantil seja seguro.
Ele pode matar! As espécies são diferentes, apenas um médico veterinário tem
competência para avaliar e prescrever medicações para tratar o que só ele pode
diagnosticar.
Cuide bem do seu animal de estimação. Não coloque sua vida em risco. Procure sempre um médico veterinário. Estes dois medicamentos citados aqui, são apenas os mais comuns causadores de morte entre animais, mas não são os únicos.

Vilma Costa, é bióloga e veterinária

Terapia assistida por animais – TAA – Por Vilma Costa

Muitos
animais tem o poder de curar pessoas, principalmente nos casos de depressão, ou
auxiliar no processo de cura, em casos de pacientes transplantados cardíacos,
com arritmia. Pacientes com síndromes ou doenças que afetam as funções
cerebrais, também são beneficiados com os animais co-terapeutas. No
Hospital Dante Pazzanese de cardiologia em São Paulo, uma amiga trabalhou
durante alguns anos com gatos, que ajudavam pacientes cardíacos, recém
transplantados ou portadores de arritmias, no ajuste do compasso cardíaco. Os
felinos são colocados sobre o tórax dos pacientes e o “ronronado” dos gatos,
faz com que o coração passe a bater no ritimo correto.
Desde
2009, o Hospital Albert Einstein  em São
Paulo permite a entrada de animais, desde que o médico autorize. O animal pode
ser um terapeuta, ou o próprio animal de estimação do paciente. Há relatos de
médicos do hospital que há tanto redução no tempo de internação, quanto redução
de medicamentos durante o tratamento de pacientes que recebem visitas de animais. A
equoterapia  é um excelente recurso, pois
permite que o paciente tenha a sensação de liberdade, sem restrições e está
disponível em várias cidades.Cães
e gatos são fundamentais para a manutenção da sanidade mental de vários idosos,
já  que estes se sentem úteis ao cuidar
do bichinho de estimação e estão sempre em atividade, conversando, dando
broncas, se divertindo com o parceiro de toda hora e que topa tudo.
Tenho
clientes, proprietários de cães e gatos que relatam que o comportamento do
filho melhorou muito depois de ser responsável por um animal; outros que
afirmam ter se curado da depressão com ajuda de um animal de estimação e muitos
que dizem que seus filhos hiperativos, encontraram a tranquilidade em um
aquário e atualmente possuem melhor qualidade de vida.
Em
2002, tive a oportunidade de utilizar animais de companhia para auxiliar no
tratamento de crianças com paralisia cerebral de vários graus, crianças com
síndrome do Xfrágil e outras patologias que afetam o sistema nervoso e podem
comprometer o desenvolvimento mental.
Foi
uma experiência incrível, é nítida e imediata a evolução dos pacientes ao
entrarem em contato com animais. Crianças que não se comunicavam, passaram a se
esforçar para se comunicar com os animais; crianças que não andavam e possuíam
condições motoras para caminhar e não faziam, passaram a dar os primeiros
passos para poder se aproximar de cães, ferrets, lagartos.
Neste
instituto eu trabalhava com animais exóticos, os resultados foram ótimos,
crianças felizes, interagindo, melhorando, evoluindo, porém, nem todo animal
pode ser terapeuta. Para ser terapeuta ou co-terapeuta, o animal precisa ser
dócil, sociável, obediente, muito brincalhão, paciente e saudável. Sendo
terapeuta ou de estimação, eles são fundamentais para saúde física e mental dos
seres humanos, pacientes em tratamento em um hospital ou simplesmente membros
de suas famílias.
plugins premium WordPress