(in) Segurança Pública

O 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado pelo Fórum de Segurança Pública, revelou que no ano de 2016 ocorreram mais de 61 mil mortes violentas intencionais, resultando numa média de sete pessoas mortas a cada hora.  Os dados da pesquisa indicam que este é o maior valor já registrado pela série histórica.

Números alarmantes e similares as grandes tragédias mundiais. Para efeito de comparação, é como se o país sofresse um ataque de bomba atômica a cada ano. Os estados que apresentaram as maiores taxas foram: Pará, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte, ambos superando a taxa de 50 mortes violentas por 100 mil habitantes.

Outro resultado apontado pelo Anuário foi a queda dos gastos com Segurança Pública. No ano passado foram destinados R$ 81 bilhões considerando União, Estados e Municípios. Este valor representa uma redução de aproximadamente 3% em relação a 2015.

“A violência se espalhou para o país todo. Não é exclusividade dos grandes Estados ou de uma única região. É hoje um problema nacional, faz com que o país se sinta amedrontado”, diz o sociólogo e presidente do fórum, Renato Sérgio de Lima.

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Monitoramento Global da Educação: Analfabetismo

De acordo com a Unesco em seu Monitoramento Global da Educação, o Brasil possui 13 milhões de analfabetos e uma parte considerável dos alunos da rede pública de ensino não desenvolvem habilidades básicas nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

Foi constatado que há um baixo incentivo para o desenvolvimento da educação profissional e um elevado percentual da taxa de evasão escolar.  A organização citou que a situação do país não é tão grave já que possuímos um plano de educação nacional, entretanto, temos sérias dificuldade de concluir as metas

A Unesco recomenda que os países invistam em torno de 4 a 6 por cento do PIB em educação. No mundo apenas um em cada   quatro países realizam investimentos nesta proporção.  O Brasil está entre os países que cumprem a meta, investindo 6 por cento do PIB em educação, o que representa 16 por cento do gasto público.

Analisando os dados do relatório é possível identificar que um dos nossos gargalos educacionais é a gestão ineficiente de recursos públicos. Não basta elaborar política quantitativa visando frases de efeito eleitoral “ este país investe X percentual do PIB em educação”

Devemos observar os que os especialistas em educação sugerem em suas intervenções, o país precisa avançar e desenvolver a qualidade da educação. Além de elaborar programas profissionalizantes e alfabetização de adultos.

Outro ponto fundamental está na participação da sociedade civil, que através da fiscalização constante sobre o poder público, fortalece o combate contra a corrupção.

 

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