Mercados 09Dez2020

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Fonte: Infomoney

Bolsas mundiais sobem com investidores atentos a Brexit e início de vacinação

As bolsas europeias e os índices futuros americanos têm alta nesta quarta-feira (9), com otimismo quanto ao início da vacinação no Reino Unido com o produto desenvolvido por Pfizer e BioNTech, e a perspectiva de aprovação da mesma vacina para uso emergencial também nos EUA. Investidores acompanham também as negociações sobre o acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia pós-Brexit, e sobre o novo pacote de estímulos para a economia americana.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson deve viajar mais tarde nesta quarta a Bruxelas, onde se encontrará com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma nova tentativa de garantir o acordo comercial.
Na terça (8), O Reino Unido iniciou a imunização de sua população, com o uso da vacina desenvolvida pela parceria entre Pfizer e BioNTech, que recebeu na semana passada aprovação emergencial do governo britânico.

No Reino Unido, a vacina deve ser usada inicialmente para imunizar trabalhadores da linha de frente da área de saúde, trabalhadores de asilos e pessoas acima de 80 anos, antes de passar a ser oferecida a outros públicos. O número de doses comprado pelo governo deve ser o suficiente para imunizar ao menos um terço da população do país.

Na segunda, o governo brasileiro anunciou que pretende comprar 70 milhões dessas vacinas, o que seria o suficiente para imunizar 35 milhões de pessoas.

O início da vacinação no Reino Unido alimentou o otimismo em outros mercados globais, contribuindo para altas nos índices americanos.

Na terça, a Food and Drug Administration, agência regulatória americana responsável por alimentação e medicamentos, afirmou que os dados fornecidos por Pfizer e BioNTech são consistentes com as exigências para autorizações emergenciais.

A agência também afirmou que a vacina é eficaz, e não levantou preocupações específicas quanto a riscos. Na quinta (10), o órgão realizará uma reunião para tratar sobre a vacina de Pfizer e BioNTech.

No momento, a pandemia continua a se agravar nos Estados Unidos. Foram registradas na terça 2.597 mortes por covid no país, próximo ao recorde recente, de 2.885 mortes em 2 de dezembro, segundo dados sistematizados pela Universidade Johns Hopkins. Também na terça, foram registrados 219.444 novos casos de covid no país, próximo ao recorde registrado no dia 4, de 229.243 novos casos.

Investidores também acompanham as negociações em torno do pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos, que vem sendo negociado a meses, sem sucesso. Sem ele, 12 milhões de americanos devem ficar sem benefícios a desempregados logo depois do Natal.

Os congressistas pretendem votar o pacote até a sexta (11), junto ao novo orçamento, sem o qual o governo entra em “shutdown” e serviços considerados não emergenciais deixam de funcionar. Negocia-se também votar nesta semana a prorrogação do atual orçamento até a sexta da semana seguinte, dia 18, o que daria fôlego para tratar de ambos os temas.

Na terça, o Secretário do Tesouro do governo republicano de Donald Trump, Steven Mnuchin, ofereceu à porta-voz da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, uma proposta no valor de US$ 916 bilhões, superior àquela de US$ 908 bilhões apresentada na semana passada por um grupo bipartidário de congressistas.

Pelosi e o líder democrata no Senado afirmaram que a proposta representa um progresso, mas disseram que ela não deve ofuscar a proposta bipartidária. Eles rejeitam especialmente a proposta da Casa Branca de que o financiamento de benefícios a desempregados seja reduzido de US$ 180 bilhões para US$ 40 bilhões.

Os mercados asiáticos subiram em sua maioria. Na terça, dados de índice de preços ao consumidor indicaram queda em novembro na China, pela primeira vez em uma década, com o recuo de preços de alimentos.

Mercados 08Dez2020

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Fonte: Infomoney

As bolsas europeias oscilam nesta terça-feira (8), e os índices futuros americanos caem. Na Europa, o mercado acompanha os esforços para aprovar um novo acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia pós-Brexit. Nos Estados Unidos, o foco é nas negociações em torno de um novo pacote de estímulos para lidar com a crise de covid. Ele deve ser votado junto ao orçamento do país, que vence na sexta-feira (11).

O Reino Unido deixou o bloco europeu em janeiro de 2020, e o acordo comercial em vigência tem prazo para acabar em 31 de dezembro. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, irá viajar a Bruxelas nesta semana, onde se encontrará com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pessoalmente. Ambos realizaram duas ligações telefônicas recentemente, e têm instado suas equipes de negociadores a buscarem um desfecho.

Na segunda-feira (7), von der Leyen tuitou: “As condições para um acordo não estão presentes devido à continuidade de diferenças sobre assuntos críticos. Pedimos aos nossos negociadores principais que preparem uma revisão das principais diferenças para serem discutidas pessoalmente nos próximos dias”.

Há meses, ambos continuam divididos sobre três assuntos principais: pesca, regras de competição e governança do acordo em potencial. Pela manhã de segunda-feira, o negociador da União Europeia, Michel Barnier negou que tenham ocorrido concessões sobre o tema da pesca, como havia sido afirmado por alguns veículos de imprensa.

Pelo lado positivo, o Reino Unido se tornou nesta terça-feira, o primeiro país ocidental a iniciar a vacinação contra a covid, com a vacina desenvolvida pela parceria entre Pfizer e BioNTech. A primeira pessoa a ser vacinada foi Magaret Keenan, uma mulher de 90 anos.

A imunização deve continuar a ser aplicada sobre trabalhadores da linha de frente da área da saúde, cuidadores e pessoas com mais de 80 anos, antes de o resto da população ter acesso. A previsão é de que a vacina das duas farmacêuticas seja usada para imunizar um terço da população britânica.

Os índices futuros americanos têm baixas, com investidores acompanhando as negociações em torno de estímulo fiscal adicional como contraponto à crise do novo coronavírus, que pretendem votar junto ao orçamento para o próximo ano fiscal, que vence na sexta-feira (11).

Sem um novo pacote de estímulos, milhões de americanos devem perder acesso a benefícios voltados a desempregados no final do ano. Sem o novo orçamento, o governo americano entra em “shutdown”, fazendo com que serviços considerados não essenciais deixem de funcionar. A economia continua a ser atingida pela pandemia, com o número de diagnósticos, hospitalizações e mortes batendo recordes.

Na segunda-feira, o líder da maioria democrata na Câmara afirmou que os congressistas pretendem votar na quarta-feira (9) uma solução de curto prazo, prorrogando a validade do orçamento atual para o dia 18. Isso daria mais tempo para votar o pacote de estímulo.

Na semana passada, um grupo bipartidário, com políticos republicanos e democratas, apresentou uma proposta inicial no valor de US$ 908 bilhões, bem inferior ao plano de mais de US$ 2 trilhões defendido inicialmente por democratas. Mas o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, defende um “pacote direcionado” no valor de US$ 500 bilhões. O grupo bipartidário pretende divulgar mais detalhes sobre o plano de US$ 908 bilhões nesta semana.

As bolsas asiáticas têm resultados em sentidos variados, com investidores acompanhando as negociações nos Estados Unidos e na Europa pós-Brexit. A Coreia do Sul, enfrenta a aceleração da Covid. Foram registrados 594 novos casos na segunda. Autoridades de saúde afirmam que o número pode superar a casa dos mil, caso medidas não sejam adotadas.

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