Novo surto em Pequim | Trump na defensiva | Selic em 2,25%

❶ – Os mercados internacionais nesta quinta feira iniciaram o dia sem um direcionamento único.  Temores com uma segunda onda de contaminações seguem trazendo cautela aos investidores que repercutem o novo surto da doença na China e o aumento de 11% nas hospitalizações no estado americano do Texas.  Como atenuante, temos os compromissos dos governos e bancos centrais com os pacotes de estímulos econômicos e as declarações do governo de Pequim de que está conseguindo manter sobre controle o avanço do vírus.

❷ – A divulgação do livro de John Bolton (ex-conselheiro de segurança nacional dos EUA) deve trazer revelações embaraçosas sobre a condução de Donald Trump com a política externa americana. Como por exemplo, um suposto pedido feito a Xi Jingping para que a China acelerasse a compra de bens agrícolas americanos com o objetivo de favorecê-lo em novembro durante as eleições.  Ainda não se sabe quais serão os desdobramentos que as acusações de Bolton terão sobre a campanha de reeleição de Donald Trump.   Que neste momento segue sofrendo uma perda de popularidade junto aos americanos principalmente por conta de sua condução no combate a pandemia. 

❸ – No Brasil o Copom – Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica em 0,75 p.p. e assim a Selic renovou sua mínima histórica alcançando 2,25%. Segundo o comunicado divulgado pelo comitê, as medidas de distanciamento social provocadas pela pandemia de coronavirus impactaram no crescimento econômico global e criaram um ambiente de grandes desafios para as economias emergentes.  E também sinalizou a extensão do ciclo de afrouxamento monetário caso haja necessidade.

❹ – A prisão de Fabrício Queiroz ex-assessor do senador Flavio e a decisão do STF pela manutenção do inquérito sobre as fake news devem pautar a política nacional.

 

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Um olho no vírus e outro nas expectativas | Selic

❶ – A expectativa pela manutenção dos sinais de melhora nos principais indicadores econômicos em conjunto com a elevada liquidez internacional, traz resultados positivos aos mercados globais que novamente abrem em alta nesta quarta-feira. Este cenário faz um contraponto as preocupações com a segunda onda de contaminações pelo Covid-19.  Nos EUA mais de 20 estados registraram aumento no número de novos casos.   Numa tentativa de conter uma nova escalada, a China passou a adotar uma postura mais agressiva, cancelando voos e realizando o fechamento de escolas.   Além das preocupações com o coronavirus, a Ásia observa uma escalada beligerante entre as duas Coréias e o acirramento das tensões geopolíticas entre indianos e chineses.

❷ – Na Europa os resultados do Índice de Preços ao Consumidor indicam uma deflação de 0,1% em maio.  Quando analisamos os resultados entre os países do bloco, observamos diferenças importantes como por exemplo, Portugal (-0,6%) e Itália (-0,3%) com deflação. E França (0,4%) e Alemanha (0,5) registrando inflação. Estes resultados indicam que a retomada da atividade econômica irá se comportar de forma diferente na região.

❸ – Após as recentes ações da Polícia Federal, os tensionamentos entre o poder Executivo e o Judiciário seguirão pautando a política nacional.

❹ – Na tarde de hoje, vamos conhecer a decisão de política monetária que será divulgada pelo Copom.  As expectativas indicam um corte de 0,75% na Selic, alcançando a mínima histórica de 2,25% a.a. As condições que sustentam estas projeções são o cenário de queda da atividade econômica e a inflação se comportando sem pressão.

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