Boletim 14.02.20 | Sinais  de estagnação na Zona do Euro | Setor de serviços interrompe sequência de 4 anos sem crescimento | IBC-Br e o câmbio   

Sinais  de estagnação na Zona do Euro | Setor de serviços interrompe sequência de 4 anos sem crescimento | IBC-Br e o câmbio   – por José Carmo

❶ – Os resultados econômicos recentes não estão indicando um bom quadro para o crescimento da economia global.  A divulgação que o PIB 4T19 da Alemanha manteve-se estagnado em (0,0% t/t), frustrou as expectativas dos analistas que projetavam uma alta de 0,1% t/t. Este resultado em conjunto com outros indicadores corroboram com a percepção de que a economia européia começou o ano de 2020 fraca.

❷ – A revisão da metodologia sobre os infectados pelo coronavirus segue no radar dos investidores e está gerando desconfiança com as autoridades chinesas.  Ainda sobre a China, os resultados dos indicadores antecedentes da indústria divulgados ontem, indicam sinais de uma forte deterioração na atividade econômica.  

❸ Sobre a agenda de indicadores internacionais devemos destacar a divulgação do PIB da zona do Euro. E nos EUA os números da produção industrial, os estoques das empresas e as vendas no varejo.

❹ –  No Brasil segundo o IBGE o volume do setor de serviços variou -0,4% no mês de dezembro, entretanto, fechou o ano de 2019 com um crescimento de 1% sendo a primeira alta registrada nos últimos 5 anos: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0,0%).

❺ – Hoje o Bacen irá divulgar IBC-Br do mês de dezembro, este indicador é utilizado como uma proxy da atividade econômica e caso apresente um resultado abaixo das expectativas haverá um cenário adicional para pressionar o câmbio.   O Banco Central anunciou uma nova operação de swap de US$ 1 bilhão (20 mil contratos) vencendo 3/1/20 e 1/12/20 com o objetivo de atender a demanda por proteção contra a moeda americana.  

Boletim 12.02.2020 | Dólar no radar – Coronavirus precificado – Primárias democratas

 

 – por José Carmo

 

❶ – No Brasil, o comportamento do câmbio segue no radar com o dólar acumulando uma valorização de 7,81% em relação ao real.   As cotações dos últimos dias, refletem a divulgação da geração de 225 mil vagas de trabalho em janeiro nos Estados Unidos, que fez o dólar subir em todos os mercados, mas principalmente nos países emergentes.  Conforme o mercado de trabalho americano apresenta bons resultados, criam-se as condições para que o FED (Federal Reserve) promova um eventual aumento de juros. O que acarreta em fuga de capitais com os investidores buscando as taxas mais altas dos EUA.  Fatores internos também contribuem com a valorização cambial, como a decisão do COPOM de reduzir a Selic para 4,25%, que desestimula a entrada de capital estrangeiro no país.

 

❷ – As bolsas internacionais operam em alta repercutindo a redução da disseminação do coronavirus com a queda do número de pessoas infectadas.  Em conjunto há as novas medidas de contenção adotadas pelas autoridades chinesas. Estimativas apontam que apesar de ainda não ser possível quantificar o valor econômico do impacto na economia, o mesmo deve afetar apenas o 1T2020. 

 

 ❸ – As declarações positivas do presidente Xi Jinping de que a China vai alcançar as metas de crescimento e a sinalização de uma continuação de politicas expansionistas (redução tarifária e corte nos juros), também foram bem recebidas e tem potencial para atenuar o choque de demanda e oferta da economia chinesa.

 

❹ –  Nos EUA  Bernie Sanders conseguiu 25,9% na votação em New Hampshire. Considerando as votações de Iowa, os resultados preliminares indicam uma disputa entre um pré-candidato mais moderado Buttigiege e Sanders da ala socialista.

 

Boletim Econômico – (pdf)

 

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