Mercados – 22.02.2021

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Bolsas mundiais têm baixas, com alta dos juros de títulos do Tesouro americano no radar

As bolsas mundiais têm quedas nesta segunda-feira (22). Na semana passada, os índices futuros americanos Nasdaq e S&P 500 interromperam uma série de duas semanas de altas, recuando 0,7% e 1,6%, respectivamente, no acumulado semanal.

Alguns investidores estão temerosos quanto à rápida alta dos juros de títulos do Tesouro americano com vencimento em 10 anos, que subiram 0,14 pontos percentuais na semana passada, indo a 1,34%, o patamar mais alto desde fevereiro de 2020.

A alta dos juros dos títulos do Tesouro reflete a expectativa de recuperação da economia dos Estados Unidos após os efeitos da crise do coronavírus, com a aceleração do ritmo de vacinação e o plano do presidente Joe Biden de lançar um pacote de estímulos no valor de US$ 1,9 bilhão.

Mas essa alta pode ter o efeito colateral de aumentar os custos de endividamento de companhias de alto crescimento, que dependem de empréstimos abundantes. Pode também reduzir a atratividade, comparativamente, do investimento em papéis listados nas bolsas.

Os investidores continuam a acompanhar o noticiário em torno da vacinação pelo mundo, apontado por muitos analistas como um dos principais fatores a determinarem o ritmo da recuperação das economias.

No domingo (21), a Casa Branca afirmou que espera a distribuição de milhões de vacinas cuja entrega atrasou após uma tempestade de inverno prejudicar a logística.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson deve detalhar nesta segunda como pretende encerrar as medidas de lockdown gradualmente nos próximos meses, à medida que a distribuição da vacinação mantém um ritmo forte. Espera-se que Johnson foque em dados sobre o avanço da imunização e anuncie a reabertura das escolas em 8 de março.

O índice Stoxx 600, que reúne 600 componentes que representam grandes, médias e pequenas empresas listadas em 17 bolsas europeias, caiu 1,2% mais cedo.

As ações do setor de tecnologia lideraram as quedas, recuando 2,3%. Já os setores de viagem e lazer tiveram alta de 0,6%, contrariando a tendência de baixa.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, deve realizar uma coletiva de imprensa nesta segunda a respeito do estado atual da pandemia.

Na segunda, as bolsas asiáticas tiveram em sua maioria baixas, após a China manter sua taxa de juros referencial inalterada no final de semana, em 3,85%, em linha com a expectativa de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters. As bolsas chinesas lideraram as perdas na região, enquanto o índice japonês Nikkei 225 contrariou a tendência, com altas.

Além disso, o primeiro-ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, pediu na segunda que o governo americano deixe de implementar aquilo que chamou de “supressão” de empresas americanas de tecnologia, como condição para fazer avançar a cooperação entre os Estados Unidos e a China.

A gestão do ex-presidente americano, o republicano Donald Trump, estabeleceu sanções contra dezenas de empresas chinesas nos últimos três anos, sob a justificativa de defesa da segurança nacional.

A gigante de tecnologia Huawei é uma das empresas mais proeminentes a sofrerem essas sanções, o que contribuiu para que caísse da primeira posição como vendedora de celulares no mundo para o último lugar em 2020.

Wang defendeu que os Estados Unidos removam tarifas e sanções, e “abandonem a supressão irracional do progresso tecnológico da China, criando as condições necessárias para a cooperação entre China e Estados Unidos”.

Mercados – 19.02.2021

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Fonte: Infomoney

Bolsas europeias e índices futuros americanos têm altas, com juros de títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA no radar

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias têm altas nesta sexta (19). Na quinta (18), as bolsas americanas acumularam quedas, com preocupações quanto ao aumento dos juros de títulos do Tesouro americano e com o aumento da inflação levando a uma pausa na série de altas recentes nos mercados globais.

Os juros das notas do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos superou a marca de 1,3%. Juros tendem a aumentar junto à expectativa de inflação, à medida que investidores nesse tipo de papéis acreditam que bancos centrais podem reduzir suas compras de ativos, respondendo aos sinais de aceleração da economia.

Além disso, juros mais altos também podem significar pagamentos maiores para que grandes empresas financiem suas dívidas, o que altera o ambiente para investimentos. Há também temor de que a migração de investidores para esses títulos reduza o volume de recursos disponível nos mercados de ações, contribuindo para sua queda.

Nas negociações de overnight, os principais índices futuros americanos tinham leves quedas. A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou à rede de notícias CNBC que um grande pacote de estímulos ainda é necessário para fazer com que a economia se reaqueça.

Na Europa, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson deve conduzir uma reunião virtual com líderes importantes do G7, que reúne os países mais industrializados do mundo: Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, França e Canadá. Ele deve anunciar a ambição de reduzir o tempo de desenvolvimento de novas vacinas em dois terços, para 100 dias.

Na Alemanha, o órgão regulador do país afirmou na quinta-feira que a vacina desenvolvida entre a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford é “altamente eficaz”, e que efeitos colaterais têm curta duração.

Investidores também reagem à divulgação do índice PMI (sigla em inglês para índice do gerente de compras) composto da Zona do Euro, que combina a atividade dos setores de manufatura e serviços, que subiu de 47,8 pontos em janeiro para 48,1 pontos em fevereiro. Qualquer leitura abaixo de 50 pontos indica retração da atividade; acima, expansão.

O índice PMI da Alemanha subiu de 50,8 pontos em janeiro para 51,3 em fevereiro. O da França foi de 47,7 pontos em janeiro para 45,2 pontos em fevereiro.

O índice Eurostoxx subiu 0,9%, com alta de 0,9% no setor de viagem e lazer, enquanto o setor de petróleo e gás teve queda de 1,2%.

As principais bolsas asiáticas têm resultados variados entre si, respondendo à retração dos principais índices americanos nas negociações de overnight.

Os índices de preços do consumidor japonês teve queda de 0,6% em janeiro em comparação com um mês antes, marcando seis meses de quedas na comparação anual, de acordo com a agência internacional de notícias Reuters.

Veja os principais índices às 6h30 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,17%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,2%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,07%
Europa
*Dax (Alemanha), +0,53%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,06%
*CAC 40 (França), +0,54%
*FTSE MIB (Itália), +0,12%
Ásia
*Nikkei (Japão), -0,72% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,16% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,68% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,57% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -1,21%, a US$ 59,79 o barril
*Petróleo Brent, -0,77%, a US$ 63,44 o barril
*Bitcoin, +1,97%, a US$ 52.801,38
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 0,31%, cotados a 1117,0 iuanes, equivalente hoje a US$ 172,20 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,49

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