Mercados e Indicadores Econômicos – 08.03.2021

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Futuros americanos caem com estímulo e alta dos juros dos títulos do Tesouro no radar; bolsas europeias sobem

Fonte: Infomoney

As bolsas mundiais têm resultados variados entre si nesta segunda-feira (8). Investidores acompanham o avanço do pacote de estímulos no valor de US$ 1,9 trilhão no Congresso americano, e uma nova alta dos juros dos títulos do Tesouro com vencimento em dez anos.

Após subirem nas negociações de overnight, os índices futuros americanos caem pela manhã. As principais bolsas asiáticas fecharam em queda, e as bolsas europeias têm tendência de alta.

No sábado (6), o Senado americano aprovou o plano de estímulos promovido pelo governo de Joe Biden, no valor de US$ 1,9 trilhão, abrindo caminho para a extensão de benefícios a desempregados de US$ 300 semanais, uma nova rodada de pagamento de auxílio de US$ 1.400 à maioria dos cidadãos americanos, e fundos para governos locais e estaduais.

O plano também libera recursos para a testagem e distribuição de vacinas contra a Covid, auxílio-aluguel para famílias com problemas financeiros e verbas para auxiliar escolas do ensino primário a reabrirem.

Também inclui US$ 14 bilhões para auxiliar empresas de aviação a pagarem salários de seus funcionários.

Antes de votar, o senador Chuck Schumer, líder da maioria democrata no Senado, afirmou: “Nós vamos vencer essa praga terrível e vamos viajar novamente, mandar nossos filhos para a escola e ficar juntos de novo (…) Agora, nosso trabalho é ajudar nosso país a sair deste presente tempestuoso em direção a um futuro de esperança”.

A expectativa agora é de que a Câmara, que também é controlada pelos democratas, aprove a legislação nesta semana. O presidente Joe Biden deve assinar a lei antes de os programas voltados a desempregados expirarem, em 14 de março.

Os índices futuros americanos avançaram nas negociações de overnight. Mas passaram a cair pela manhã, acompanhando a nova alta dos juros dos títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos, que, assim como ocorrera na semana retrasada, ultrapassaram a marca de 1,6% pela manhã.

O temor de investidores é de que a alta da inflação, sinalizada pelo aumento dos juros com vencimento no longo prazo, leve o Fed a rever a sua política, potencialmente elevando os juros referenciais de curto prazo.

Além disso, há temor de que parte dos investidores migre do mercado de ações para o de títulos, considerado seguro por ser garantido pelo governo, que tem o poder de criar impostos para obter receita, caso necessário.

E de que juros mais altos dificultem a tomada de empréstimos por empresas que precisam de grande volume de recursos para crescer rápido, como aquelas do setor de tecnologia.

As bolsas asiáticas tiveram resultados variados entre si na segunda. Os investidores reagiram aos dados sobre emprego divulgados pelo governo dos Estados Unidos na sexta (5).

O Departamento de Emprego reportou que o número de vagas, excluindo aquelas em fazendas, subiu 379 mil em fevereiro, e a taxa de desemprego caiu de 6,3% em janeiro para 6,2%. A expectativa era de que fossem criadas 210 mil vagas, e de que a taxa de desemprego se mantivesse estável.

Além disso o valor do barril de petróleo está no radar de investidores, após a Arábia Saudita afirmar que suas unidades petrolíferas foram alvo de ataques por mísseis e drones no domingo (7).

Um porta-voz militar houthi afirmou que é responsável pelos ataques. Na semana passada, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e seus aliados produtores de petróleo afirmaram que manteriam a produção estável até abril.

Após os ataques, os índices futuros americanos de petróleo cru subiram 2,22%, a US$ 67,56 o barril, e o barril Brent teve alta de 2,28%, a US$ 70,94.

Apesar de a alta dos juros de títulos do Tesouro americano levar a certa apreensão, o índice Eurostoxx, que reúne 600 ações de empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,83%, reagindo ao avanço do pacote de estímulos nos Estados Unidos.

O setor bancário lidera os ganhos, avançando 1,9%. O de serviços tem queda de 0,7%.

Confira a agenda do dia

Mercados – 01.03.2021

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Mercados | Bolsas mundiais têm altas, com queda nos juros de títulos do Tesouro americano no radar

Fonte: Infomoney


Os índices futuros americanos mantém tendência de alta nesta segunda-feira (1º), após avançarem nas negociações de overnight. O movimento pode estar sendo influenciado pela queda nos juros dos títulos do Tesouro americano com vencimentos de entre dez e 30 anos, que haviam registrado altas nas semanas anteriores.

Os títulos com vencimento em dez anos chegaram a bater brevemente a marca de juros de 1,6% na semana anterior, quando o índice Dow teve perda de 1,7%, o S&P 500 caiu 2,5% e o Nasdaq caiu 4%. Nesta segunda, os juros dos mesmos títulos baixaram a 1,406%, o que ajuda a impulsionar as bolsas americanas.

Juros mais altos sobre títulos com vencimento em entre dez e 30 anos, em decorrência da retomada da economia e da inflação, podem levar uma parte dos investidores a migrar do mercado de ações para o de títulos, o que influencia na atividade das bolsas. O mercado de títulos é visto como mais seguro por ser garantido pelo governo, que tem poder de elevar impostos para cobrir gastos, caso necessário.

Além disso, a alta dos juros com vencimento mais longínquo pode dificultar a tomada de empréstimos por setores de forte crescimento. E a alta da inflação poderia levar o Fed a alterar sua política, e elevar os juros referenciais de curto prazo.

Um dos fatores a influenciarem a expectativa de aceleração da inflação e, consequentemente, de alta dos juros, é o pacote de estímulos no valor de US$ 1,9 trilhão defendido pelo governo de Joe Biden. A lei prevendo o pacote foi aprovada no sábado (26) na Câmara, e agora segue para o Senado.

Outro fator é o avanço do ritmo de vacinação nos Estados Unidos, um ponto considerado crucial para a normalização das atividades e a retomada da economia.

No domingo (27), o conselho do CDC (sigla em inglês para Centro para Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos votou por unanimidade para recomendar o uso da vacina de dose única desenvolvida pela Johnson & Johnson para pessoas com 18 anos ou mais. A empresa deve fornecer 4 milhões de doses inicialmente.

Segundo dados oficiais, até o domingo os Estados Unidos haviam vacinado 22% de sua população. No Brasil, 3,11% da população foi vacinada até o domingo.

As bolsas europeias também têm altas nesta segunda, acompanhando o otimismo registrado nos Estados Unidos com a queda dos juros de títulos do Tesouro com vencimento em dez anos, aliada à vacinação e ao avanço do pacote de estímulos no Congresso.

O índice Eurostoxx, que reúne ações de 400 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, teve alta de 1,7%. Todos os setores e as principais bolsas tiveram ganhos, com destaque para o de recursos básicos, com alta de 2,7%.

As bolsas asiáticas fecharam em alta na segunda, apesar de o índice PMI (sigla em inglês para Índice do Gerente de Compras) da China ter registrado 50,6 pontos em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O patamar fica abaixo daquele registrado em janeiro, de 51,3 pontos, mas acima da marca de 50 pontos, que separa a expansão da contração da atividade.

O índice Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 1,63%. Mas as ações da petroleira CNOOC caíram 1,08%, após a Bolsa de Nova York anunciar na sexta (26) que deixará de listar suas ações, atendendo a uma ordem executiva assinada em novembro de 2020 pelo ex-presidente Donald Trump.

O índice Kospi, da Coreia do Sul, não operou devido ao feriado do Dia da Independência.

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