The Reuters Daily Briefing – Thursday, November 4, 2021

COP26

By Reuters

Money was the theme of yesterday’s sessions at the U.N. climate conference, but today delegates turn their focus to energy – both dirty and clean.

Britain will spearhead a non-binding deal among at least 19 countries to end the financing of fossil fuel projects abroad. The burning of coal, oil and gas over decades since the Industrial Revolution is mainly responsible for the carbon-dioxide emissions causing climate change.

More countries also may join the Beyond Oil and Gas Alliance, led by Denmark and Costa Rica. However that effort, which commits members to phasing out fossil fuel production within their own borders, won’t formally be launched until next week.

Under yet another initiative, more countries could announce plans to end coal use. The UK COP26 President Alok Sharma has urged delegates to make this U.N. climate summit the one where rich nations “consign coal power to history.” Banks and other financial institutions including the ADB, Citi and HSBC are also expected to step up to the call, announcing financial mechanisms to help countries quit coal.

Earlier this week, countries including the United States revealed plans to crack down on emissions of the methane, the second-biggest cause of climate change after CO2 emissions. More than 100 countries pledged to slash methane emissions 30% by 2030 from 2020 levels.

But as the world ditches dirty fuels, there is urgent need to boost renewable energy sources worldwide. Solar and wind power, along with clean-burning green hydrogen, will come into the conversation, as well projects aimed at capturing and keeping carbon emissions from the atmosphere. For industries unable to decarbonize immediately, some of these nascent technologies are seen as key.

Major companies have been asked to join the ‘Race to Zero’ pledge to get to net-zero emissions by 2050. And U.N. climate envoy Mark Carney said Wednesday private finance was set to help with that goal through the Glasgow Financial Alliance for Net Zero, whose members now control assets worth $130 trillion.

Delegates are also still wrangling over the rules around Article 6, the section of the U.N. Convention on Climate Change that deals with markets for trading carbon emissions that continue to be emitted. One of the toughest tasks will be in synchronizing global rules around these markets, as well as in agreeing on a global price for carbon. Set too low, the price would offer little incentive for companies to rein in emissions; but a price set too high could end up stymieing industry.

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WORLD

Britain became the first country in the world to approve a potentially game-changing COVID-19 antiviral pill jointly developed by Merck and Ridgeback Biotherapeutics, in a boost to the fight against the pandemic. As England sees record COVID prevalence, we look at how Prime Minister Boris Johnson’s gambit is steering Britain into uncharted winter waters.

Diplomatic efforts to try to avert an attack on Ethiopia’s capital gathered pace after Tigrayan forces from the north of the country made advances towards the city this week.

Hong Kong’s top court quashed attempts by the city’s government to prosecute people for rioting or illegal assembly even without being present at the scene – a ruling lawyers described as a landmark.

North Korea can get all the uranium it needs for nuclear weapons through its existing Pyongsan mill, and satellite imagery of tailings piles suggests the country can produce far more nuclear fuel than it is, a new academic study concludes.

An international rights watchdog named El Salvador the most unsafe country for women in Latin America and the Caribbean in a new report. Holding aloft crosses bearing the names of murdered women, hundreds of people marched in Mexico’s capital to protest violence against women amidst a steady nationwide increase in femicides.

Reino Unido aprova pílula antiviral contra covid-19

pílula antiviral

Fonte: Deustche Welle

Medicamento Molnupiravir recebe autorização condicional para adultos com covid-19 e ao menos um fator de risco. Droga da farmacêutica alemã Merck é a primeira pílula comprovadamente eficaz no tratamento anticovid.

O Reino Unido concedeu autorização condicional à primeira pílula comprovadamente eficaz no tratamento contra a covid-19, nesta quinta-feira (04/11). O governo britânico é assim a primeira autoridade nacional a aprovar o tratamento da farmacêutica alemã Merck. No entanto não divulgou detalhes sobre quando a pílula estaria disponível no mercado. O Molnupiravir foi licenciado para adultos a partir de 18 anos que testaram positivo para covid-19 e que tenham pelo menos um fator de risco para desenvolver doenças graves, como obesidade ou problemas cardíacos. Pacientes com sintomas leves a moderados de covid-19 tomariam quatro comprimidos duas vezes ao dia, durante cinco dias.

“Hoje é um dia histórico para o nosso país, pois o Reino Unido é agora o primeiro do mundo a aprovar um antiviral contra a covid-19 que pode ser levado para casa”, disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid.

“Estamos trabalhando em ritmo acelerado em todo o governo e com o NHS [Serviço Nacional de Saúde] a fim de definir planos para aplicar o Molnupiravir em pacientes, por meio de um estudo nacional, o mais rápido possível”, afirmou Javid.

Um antiviral capaz de reduzir sintomas e acelerar a recuperação pode ser um marco inovador no combate ao coronavírus, diminuindo o número de casos em hospitais e ajudando a conter surtos em países mais pobres, com sistemas de saúde frágeis. Também reforçaria a abordagem da pandemia em duas frentes: tratamento, por meio de medicamentos, e prevenção, especialmente por meio de imunizações. Médicos afirmaram que o tratamento com o Molnupiravir seria particularmente significativo para quem não responde bem à vacinação.

Produção limitada e muitos interessados

No entanto os suprimentos iniciais serão limitados. A farmacêutica Merck informou que pode produzir 10 milhões de tratamentos – ou seja, 400 milhões de pílulas – até o fim de 2021, mas grande parte desse fornecimento já foi comprado por governos de todo o mundo. Em outubro, autoridades do Reino Unido anunciaram que garantiram 480 mil complexos de tratamento do Molnupiravir, e estimavam que no inverno milhares de britânicos vulneráveis deveriam ter acesso a eles, através de um estudo nacional.  

O Molnupiravir aguarda a conclusão de análises de reguladores sanitários nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), entre outros. O órgão americano Food and Drug Administration (FDA) anunciou que organizara para novembro um painel de especialistas independentes incumbidos de examinar a segurança e eficácia da pílula da Merck.

Menos 50% hospitalizações e mortes

A Merck e o laboratório parceiro Ridgeback Biotherapeutics solicitaram a reguladores de todo o mundo a autorização para o Molnupiravir para adultos com casos iniciais de covid-19, que estejam em riso de desenvolver doenças graves ou hospitalização. Este é aproximadamente o mesmo grupo-alvo para o tratamento com drogas com anticorpos injetáveis, padrão de tratamento em muitos países para os pacientes com covid-19 que ainda não necessitem ser hospitalizados.

Em setembro, a Merck dvulgou resultados preliminares, segundo os quais a pílula cortou pela metade as hospitalizações e mortes entre pacientes com sintomas iniciais de covid-19. Os resultados ainda não foram revisados por pares ou publicados numa revista científica. A farmacêutica tampouco divulgou detalhes sobre os efeitos colaterais do Molnupiravir, comentando apenas que as taxas de sintomas subsequentes foram semelhantes entre os que receberam a pílula e os que receberam um placebo.

Debate sobre alterações genéticas

O Molnupiravir ataca uma enzima que o novo coronavírus usa para se reproduzir e distorce seu código genético, o que diminui sua capacidade de se propagar e dominar mais células. Essa atividade genética levou alguns especialistas independentes a questionarem se a droga poderia causar mutações que levassem a defeitos de nascença ou tumores.

A Agência Reguladora de Medicamento e Produtos de Saúde do Reino Unido afirmou que a capacidade do Molnupiravir de interagir com o DNA e causar mutações foi estudada “extensivamente”, não tendo sido considerada um risco para os humanos.

“Estudos em ratos mostraram que [o Molnupiravir] pode causar efeitos prejudiciais à prole não nascida, embora em doses maiores do que as que serão administradas a humanos, e esses efeitos não foram observados em outros animais”, afirmou a agência britânica.

No estudo da Merck, tanto homens quanto mulheres foram instruídos a usarem anticoncepcionais ou a se abster de relações sexuais. Mulheres grávidas foram excluídas do estudo. A Merck sustenta que o medicamento é seguro se usado conforme as instruções. O Molnupiravir foi inicialmente estudado como potencial terapia para a gripe, num projeto financiado pelo governo dos EUA. Em 2020, pesquisadores da Emory University decidiram redirecionar a droga como potencial tratamento para a covid-19, e a licenciaram para a Ridgeback Biotherapeutics e Merck.

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