Boletim [a_nexo] 07.04.2021

Fonte: Nexo Jornal

resumo do dia —

O maior número de mortes por covid-19 registradas em 24h no país. As previsões sombrias para o resto do mês. A troca do comando da Polícia Federal. E outras coisas mais.


entenda o que está em jogo agora —

Mais de 4.000

  • Com a pandemia em aceleração, o Brasil bateu ontem pela primeira vez a marca dos 4.000 mil mortos por covid-19 num único dia. O país foi responsável pelo registro de mais de metade dos óbitos pela doença ocorridos em todo o mundo num período de 24 horas. / poder360

Abril sombrio

  • As projeções são sombrias para este mês de abril no Brasil. Segundo pesquisadores do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, ligado à Universidade de Washington, nos EUA, o número de mortes pela covid-19 no país pode superar 100 mil durante o mês. / nexo

Aperto necessário

  • Especialistas alertam para a necessidade de aperto nas restrições de circulação da população para reduzir as contaminações. Pesquisadores da Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, defendem medidas nacionais de bloqueio e até lockdown, modelo de quarentena mais severo. / o globo

Reserva militar

  • Enquanto o Brasil vive uma realidade trágica de hospitais lotados, com pessoas morrendo nas filas de UTIs, as Forças Armadas dispõe de unidades reservadas para militares cuja ociosidade de vagas chega a 85%, segundo dados obtidos pelo Tribunal de Contas da União. / folha

Vacina privada

  • A Câmara aprovou ontem o texto-base de um projeto de lei que facilita a compra de vacinas por empresas. Se passar pelo Senado, as companhias poderão adquirir imunizantes para seus funcionários, sem esperar que a campanha nacional tenha atingido todos os grupos prioritários, como exige a lei atualmente. / uol 

Sem Anvisa 

  • Foi mantida a exigência para as empresas doarem ao SUS uma quantidade de doses igual à aplicada no público interno. Mas o texto libera a compra de vacinas sem aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Imunizantes aprovados em outros países poderiam ser aplicados. / estadão 

olhe além da fronteira —

Conselho americano

  • Anthony Fauci, epidemiologista-chefe dos EUA, disse que a situação que o Brasil atravessa na pandemia é “muito grave” e o governo deveria “considerar seriamente” a decretação de medidas severas, como o lockdown. Em recado velado a Bolsonaro, ele disse que “negar a gravidade do problema nunca ajuda”. / bbc 

Tensão com a Rússia

  • O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu ontem à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que acelere o processo de adesão de seu país à aliança militar. O pedido de urgência foi feito após a Rússia mobilizar tropas na fronteira com o país. / uol

Boletim [a_nexo] 05 de março

resumo de hoje —

A insensibilidade do presidente no pior momento da pandemia. Os pedidos por mais vacinas. A PEC Emergencial aprovada no Senado. E outras coisas mais.


entenda o que está em jogo agora —

Insensibilidade

  • Jair Bolsonaro deu uma série de declarações ontem, um dia depois de o Brasil ter batido recorde de mortes diárias por covid-19 na pandemia. “Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”, disse em evento em Goiás. / o globo

Grosseria

  • Já em Minas, o presidente disse: “Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”. A falta de negociação prévia com laboratórios é apontada como uma das causas de escassez de imunizantes no país. / g1

Indignação

  • Houve indignação nas redes sociais diante das declarações de Bolsonaro, dadas no pior momento da pandemia que já matou 261 mil brasileiros em quase um ano. O Nexo ouviu ativistas, cientistas políticos e líderes comunitários sobre como reagir de forma efetiva contra as investidas do presidente. / nexo

Vacinação

  • Catorze governadores enviaram ontem uma carta para Bolsonaro dizendo estar no “limite de suas forças” e pedindo um “esforço ainda maior” do governo federal para obter mais vacinas. A imunização patina no país, as negociações por mais doses estão emperradas e, enquanto isso, o número de casos explode. / nexo

Investigação

  • A Procuradoria-Geral da República abriu uma apuração para averiguar possível crime de falsidade ideológica de Eduardo Pazuello ao incluir no Plano Nacional de Imunização nomes de pesquisadores que não foram consultados para elaborar o documento. O ministro da Saúde já é investigado pelo colapso no Amazonas em janeiro. / folha

Votação

  • O Senado concluiu ontem a votação da PEC Emergencial, que abre caminho para a recriação do auxílio emergencial para a população de baixa renda. As medidas voltadas ao ajuste fiscal que estão no texto não são imediatas. A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados. / estadão

olhe além da fronteira —

Lentidão na Europa

  • Após seis semanas de queda, os números de contágio pelo coronavírus voltaram a subir na Europa, seguindo tendência mundial. O nível de cobertura vacinal ainda é baixo no continente, onde só 8,86 pessoas em cada grupo de cem tomaram alguma dose de algum dos imunizantes disponíveis. / estadão

Bolsonaro e Argentina

  • O presidente Jair Bolsonaro confirmou ontem que participará da cúpula dos 30 anos do Mercosul, no dia 26 de março, em Buenos Aires. Ele também manifestou apoio à iniciativa argentina de buscar recursos no Fundo Monetário Internacional. / o globo

Papa no Iraque

  • O papa Francisco dá início hoje a uma visita de três dias ao Iraque, país de maioria muçulmana. Ele deve se encontrar com o líder máximo da vertente xiita, o aiatolá Ali Al-Sistani. / folha

fique atento a isto —

Suspeita

  • Num diálogo entre procuradores da Lava Jato via Telegram, Deltan Dallagnol afirmou que a ministra Cármen Lúcia, então presidente do Supremo, pediu para que o Ministério da Justiça, que comanda a Polícia Federal, não cumprisse uma ordem judicial que determinava a soltura do ex-presidente Lula em julho de 2018. / folha

Resultado

  • Lula estava preso pelo caso tríplex. Um desembargador de plantão mandou soltar o petista, que à época era pré-candidato ao Planalto. Após uma articulação que envolveu o então juiz Sergio Moro, a decisão foi derrubada pelo então presidente do TRF-4, Thompson Flores. O ex-presidente continuou atrás das grades. / poder360

Negativa

  • Ministro da Justiça em 2018, Raul Jungmann nega que Cármen Lúcia tenha pedido o descumprimento da ordem dada pelo desembargador de plantão. O Ministério Público também refuta a autenticidade dos diálogos, usados pela defesa de Lula em seu argumento de que o petista foi perseguido pela Lava Jato. / conjur
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