North Korea announces plan to boost nuclear program |

By DW News

The ruling Workers’ Party’s 8th congress awarded Kim his new title after a vote on Sunday that followed a slight revision of the rules, according to North Korean media. The appointment to general secretary is a largely symbolic one as Kim had already been the top official within the party as chairman. The move appears aimed at bolstering his authority amid some tough economic challenges. Kim’s election to the new post reflected the “unanimous will and desire” of all party members, citizens, and members of the People’s Army, the party said. “All the delegates expressed full support with stormy applause in great excitement,” said the official Korean Central News Agency (KCNA). During the meeting, the first of its kind since 2016, Kim also promised to build more sophisticated nuclear weapons. A congress statement carried by the KCNA said Kim had “gloriously realized the historic mission to complete the country’s nuclear build-up plan.” It’s thought that the promises were aimed at pressuring President-elect Joe Biden to resume diplomacy and make concessions to North Korea after he takes office next week. It is unclear whether Biden, who has criticized Kim’s much-publicized summits with President Donald Trump, will do so. At the congress in the capital, Pyongyang, Kim has disclosed economic development goals and reshuffled party officials. He admitted that a previous five-year economic development plan had failed, but revealed a new economic plan focusing on building a stronger, more self-reliant economy that would reduce dependence on imports. However, observers have said they doubt whether such moves can offer any substantial solutions to the difficulties faced by North Korea. These include a self-imposed coronavirus isolation and crippling US-led international sanctions over its banned nuclear weapons and ballistic missile programs. Some foreign experts questioned Kim Jong Un’s grip on power when he inherited the country’s leadership upon his father’s death in late 2011. However, Kim, who turned 37 on Friday, has gradually consolidated his position through high-profile executions and purges that have removed his potential rivals. After assuming power, Kim was quickly proclaimed supreme leader of the North Korean military, the party, and the state. Kim’s sister, Kim Yo Jong, was missing from a new list of the ruling Workers’ Party’s powerful politburo, prompting questions about her status after having assumed considerable influence in recent years. But Lim Eul-chul, a professor of North Korean studies at Kyungnam University in Seoul, told the Reuters news agency that it was too early to read too much into this, as it was also possible she had taken up other important roles.

No Natal, alemães pagam preço da própria negligência

Fonte: Redação DW Brasil

Por Clarissa Neher

A Alemanha voltou a ser paralisada pela pandemia. A população, que às vezes parecia viver como se não houvesse coronavírus, é em grande parte responsável por isso, escreve a colunista Clarissa Neher.

O ano de 2020 foi marcado e paralisado pela covid-19. O que no início parecia ser uma doença passageira, que em poucos meses seria controlada, provou ser o contrário. No verão europeu, havia a falsa sensação de que o pior passara, com o cotidiano funcionando quase normalmente e planos para a realização dos tradicionais eventos natalinos. A máscara de proteção era praticamente a única lembrança da pandemia. Já o distanciamento social foi completamente esquecido por muitos.

Em outubro, porém, soou um novo alerta com o aumento exponencial de casos. Na tentativa de evitar um lockdown, o governo alemão impôs o fechamento de bares, restaurantes e espaços culturais – medida que deveria durar um mês. Na época ainda se cogitava a realização dos tradicionais mercados natalinos, mas quanto mais o tempo passava, mais claro ficava nos números que as medidas restritivas estavam tendo pouco efeito.

Assim, o lockdown parcial foi estendido, e os mercados de Natal cancelados. O advento chegou sem o alvoroço das feiras natalinas, dos jantares de trabalho, dos encontros para assar biscoitos, das reuniões familiares. Apenas a típica decoração de casas e espaços públicos, que iluminam as ruas neste período onde o dia é cada vez mais curto, remetem a essa época do ano.

Embora as restrições para conter a pandemia tenham sido reforçadas nas últimas semanas, elas não estavam surtindo efeito. Na semana passada, novamente o número de casos de diários de covid-19 bateu recorde na Alemanha. Hospitais estão com mais pacientes do que na primeira onda, e os óbitos também aumentaram. Em Berlim, por exemplo, vários pacientes tiveram que ser transferidos de uma das maiores emergências da cidade, pois, devido à lotação, o hospital precisaria fechar as portas para quem chegasse procurando ajuda.

A própria população é a responsável por grande parte deste atual cenário. Diariamente autoridades e especialistas em saúde fazem apelos na imprensa alemã para a redução de contatos, para o cumprimento das medidas restritivas em vigor, mas muitos simplesmente ignoravam tudo ao redor. Basta sair de casa para ver aglomerações.

Em Berlim, assim como em outras cidades da Alemanha, donos de restaurantes resolveram vender na frente de seus estabelecimentos quentão para viagem. A iniciativa virou atração turística, atraindo pequenas multidões. Aqui em Berlim foram criados circuitos de quentão em diferentes bairros, com dicas em plataformas na internet de como curtir melhor o passeio alternativo. Sem máscara, grandes grupos passaram a se reunir para beber nas ruas – contrariando as leis de proteção contra infecções.

Também era comum ver muitos sem máscaras em locais públicos onde seu uso seria obrigatório. Com frequência, a polícia na capital alemã é chamada para acabar com festas clandestinas. Isso sem falar nos negacionistas que não acreditam na doença, espalham mentiras que colocam muitos em risco e querem protestar contra uma “ditadura”, que só existe na cabeça deles e cuja prova seria a obrigatoriedade das máscaras de proteção em determinados locais.

Graças a esse comportamento egoísta de muitos, a covid-19 vai se alastrando cada vez mais. Por se recusarem a ter que viver um pouco restritivamente, evitar encontro com amigos e familiares, viagens desnecessárias e também sair de casa, obrigaram o governo a tomar medidas mais drásticas: um lockdown total válido pelas próximas semanas.

A situação não é fácil, requer muita paciência e também solidariedade e amor ao próximo. Por mais ruim que seja, não é o fim do mundo ficar só em casa, restringir contatos, deixar de ir a restaurantes, bares, eventos culturais ou usar máscara em público. Há tantas pessoas em outros países que enfrentam situações muito piores, como guerras, violência, fome, que não têm acesso à água e eletricidade, são diariamente confrontadas com a discriminação. É só sair um pouco de sua bolha para ver a realidade. Não custa muito seguir o distanciamento social e quem sabe passar um Natal longe de amigos e familiares para que, no próximo ano, a vida que levávamos até 2019 comece a ganhar ares de normalidade. Na atual situação, ouvir especialista e restringir um pouco da nossa liberdade são gestos de amor que cairiam muito bem neste período do ano.

Clarissa Neher é jornalista da DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy. Siga-a no Twitter.

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