Indicadores IBGE : Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua

No 2º trimestre de 2018, a taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 12,4%. Esta estimativa apresentou redução de 0,7 ponto percentual em comparação com o 1º trimestre de 2018 (13,1%), e redução de 0,6 p.p ponto percentual frente ao 2º trimestre de 2017 (13,0%). Também no confronto trimestral, houve aumento desse indicador em todas as Grandes Regiões: Norte (de 12,7% para 12,1%), Nordeste (de 15,9% para 14,8%), Sudeste (de 13,8% para 13,2%), Sul (de 8,4% para 8,2%) e Centro-Oeste (de 10,5% para 9,5%). A Região Nordeste permaneceu registrando a maior taxa de desocupação entre todas as regiões.

A distribuição das pessoas desocupadas, na semana de referência, dos grupos de pessoas de 18 a 24 (32,0%) e de 25 a 39 (34,6%) anos de idade, continuou a apresentar patamar superior ao estimado nos outros grupos etários. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil, quanto para cada uma das cinco Grandes Regiões, onde a composição dos dois grupos etários oscilou entre 31,0% no Sudeste e 34,6% no Norte para o grupo de 18 a 24 anos, e entre 30,8% no Sul e 39,3% no Norte para o grupo de 25 a 39 anos. O indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar (nível da ocupação) foi estimado em 53,7% no 2º trimestre de 2018 no Brasil, permanecendo estatisticamente estável na comparação com o trimestre anterior (53,6%) e frente ao 2º trimestre de 2017 (53,7%).

No confronto com o 2º trimestre de 2017, houve crescimento desse indicador no Sudeste e queda no Sul; enquanto as demais Grandes Regiões apresentaram estabilidade. A população ocupada, no 2º trimestre de 2018, estimada em 91,2 milhões de pessoas, era composta por 67,6% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,8% de empregadores, 25,3% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,3% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas Regiões Norte (31,7%) e Nordeste (28,9%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. No 2º trimestre de 2018, 74,9% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada4 . As Regiões Nordeste (59,9%) e Norte (61,9%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 29,4% deles tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2017, essa proporção havia sido de 30,6%

Fonte: IBGE
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo

 

1992 – Manifestantes saem às ruas de todo o Brasil para pedir a saída do presidente Fernando Collor

No dia 16 de agosto de 1992, milhares de manifestantes foram às ruas nas cidades brasileiras, com rostos pintados e vestidos de preto, para pedir a saída do poder do então presidente Fernando Collor, acusado de corrupção e que também adotou medidas econômicas que desagradam a população. O movimento ficou conhecido como “caras-pintadas”. Em coro, os manifestantes cantavam “Fora Collor!!! Fora Collor!!!” ou “Ai, ai, ai, ai, se empurrar o Collor cai”. Collor foi o primeiro presidente eleito diretamente após o fim da ditadura militar. Um dos motes de sua campanha explorava sua fama de “Caçador de Marajás”, apelido que ganhou após uma política de combate a funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais durante sua gestão como governador de Alagoas.

Uma de suas primeiras medidas econômicas foi a implementação do Plano Collor. O pacote incluía o confisco de poupanças, o que causou grande revolta. O confisco dos depósitos bancários superiores a Cr$ 50 mil por um prazo de dezoito meses visava reduzir a quantidade de moeda em circulação para combater a inflação. Em meados de 1991, denúncias de irregularidades começaram a surgir na imprensa, envolvendo pessoas do círculo próximo de Fernando Collor. Em 29 de setembro, por 441 a 38 votos, a Câmara vota pelo impeachment do presidente, que é afastado do cargo. A presidência é assumida no dia 2 de outubro pelo então vice-presidente, Itamar Franco.

Em 29 de dezembro de 1992, Collor renunciou à presidência da República, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, tendo seus direitos políticos suspensos por oito anos. Em julgamento realizado um ano depois, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo contra Collor e Paulo César Farias, acusados do crime de corrupção passiva.

Fonte: History Channel
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

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