A economia geográfica de Paul Krugman e suas consequências para a teoria do desenvolvimento regional: uma avaliação crítica | Ufes

Por Ron Martin Peter Sunley

 

Resumo do artigo
Os economistas, ao que parece, estão descobrindo a geografia. Ao longo da última década, surgiram uma “nova teoria do comércio” e uma “nova economia da vantagem concorrencial” que, entre outras coisas, atribuem uma importância fundamental ao papel que a geografia interna de uma nação pode desempenhar na determinação do desempenho comercial das indústrias dessa nação. O trabalho de Paul Krugman, em particular, tem sido muito influente na promoção desta visão. De acordo com Krugman, num mundo de concorrência imperfeita, o comércio internacional é impulsionado tanto pelos rendimentos crescentes e pelas economias externas, como pela vantagem comparativa. Além disso, essas economias externas são mais propensas a serem realizadas na escala local e regional do que no nível nacional ou internacional. Para entender o comércio, portanto, Krugman argumenta que é necessário entender os processos que conduzem à concentração de produção local e regional. Para este fim, ele se baseia em uma variedade de ideias geográficas, que vão desde as economias de aglomeração Marshallianas, passando pela teoria tradicional da localização, até as noções de causalidade cumulativa e especialização regional. Nosso objetivo neste trabalho é fornecer uma avaliação crítica da “economia geográfica” de Krugman e suas implicações para a geografia econômica contemporânea. Seu trabalho levanta algumas questões importantes para a teoria do desenvolvimento regional em geral e para a nova geografia industrial em particular. Mas, ao mesmo tempo, sua teoria também possui limitações significativas. Argumentamos que, embora uma troca de ideias entre sua teoria e o trabalho recente na geografia industrial sejam mutuamente benéficas, ambas as abordagens são limitadas pelo tratamento que dão às externalidades tecnológicas e pelo legado da economia neoclássica ortodoxa.

Palavras-chave: Krugman, comércio, economias externas, concentração industrial regional, Política industrial regional.

 

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Inadimplência no Brasil: Uma Análise das Evidências Empíricas – Revista de Administração IMED

Por Mariane DarosNelson Guilherme
Resumo 
 
O objetivo deste trabalho consiste em analisar as evidências empíricas de estudos relacionados à inadimplência dentro do contexto brasileiro, verificando os estudos desses aspectos nas diversas regiões do país. Além disso, foram analisadas questões relacionadas ao panorama desses estudos a fim de verificar em quais pontos os trabalhos futuros desse tema podem vir a avançar. É pertinente destacar que por meio da bibliometria foi verificada a situação do país em relação ao contexto mundial.
A partir da análise dos estudos publicados dentro da temática nota-se a existência de alguns pontos que não são aprofundados e que podem avançar por meio de estudos futuros. Dentre esses pontos estão: exploração do tema em todos os setores da economia, maior variação na utilização de procedimentos metodológicos, utilização de série temporal para verificar a evolução do fenômeno e associar a inadimplência com outras temáticas correlatas a essa questão como o endividamento, alfabetização financeira, consumismo, motivações pessoais do indivíduo, aspectos socioeconômicos e causas que podem ter ligação no produto e serviço disponibilizado ao consumidor.
Palavras-chave: Inadimplência, Crédito, Finanças Comportamentais
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