27 de julho de 1945: Alemanha ocupada pelos soviéticos é dividida em estados

No dia 27 de julho de 1945, dois meses após o fim da Segunda Guerra, a Administração Militar Soviética emitiu a ordem que dividiu o território alemão sob sua ocupação em estados da Alemanha Oriental, de regime comunista.

Fonte: Deustche Welle

Tudo o que aconteceu na Alemanha após 1945 teve origem na Segunda Guerra Mundial e na forma como o conflito foi conduzido. O procedimento bárbaro de Adolf Hitler e seus seguidores provocou reações dos adversários que, inicialmente, eram caracterizadas pela vingança, exigência de reparação e a destituição dos alemães do poder.

Sobretudo as potências ocidentais viam na história alemã, desde Frederico, o Grande, até Hitler, uma linha contínua, marcada pelo imperialismo violento. Com o objetivo de eliminar definitivamente essa forma de domínio, elas planejaram tutelar os alemães e transformar o país num vácuo econômico e político.

É o que provam leis e decretos dessa época, publicados no diário oficial do governo militar dos Aliados. Eram proibidas, por exemplo, reuniões públicas e particulares de cinco ou mais pessoas. Podiam-se realizar cultos religiosos, mas era vedado tocar ou cantar o hino nacional ou outras canções patrióticas. Todos os cidadãos maiores de 12 anos de idade eram obrigados a portar sempre a carteira de identidade.

Aliados partilham território

Apesar de todas as restrições, o cotidiano e a vida política entraram numa certa rotina a partir de 1945. Pela chamada Declaração das Quatro Potências, de 5 de junho de 1945, o Conselho de Controle dos Aliados (formado pelos Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética) decidiu criar zonas de ocupação na Alemanha e Áustria, ignorando as divisões político-administrativas internas anteriores.

Em princípio, as novas fronteiras foram fixadas de acordo com as posições ocupadas pelos respectivos exércitos no fim da guerra. Na Alemanha, os Estados Unidos fizeram uma exceção: em julho de 1945, cederam a Turíngia aos soviéticos, o que significou um deslocamento da fronteira alemã.

A Conferência de Potsdam (17 de julho a 2 de agosto de 1945) confirmou a redução de quase 25% do território do antigo Império Alemão. Nesse encontro, em que os líderes Churchill, Truman e Stalin discutiram o futuro da Alemanha ocupada, foi decidido que o território alemão a leste dos rios Oder e Neisse passaria à administração da Polônia, e uma parte da Prússia Oriental, ao controle da União Soviética. Consequentemente, o destino da Alemanha do pós-guerra passou a depender das relações entre as potências vencedoras.

A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: os russos, no leste; os ingleses, no noroeste; os franceses, no sudoeste; os norte-americanos, no sul. Berlim, a ex-capital do Terceiro Reich, foi partilhada entre as quatro potências.

Soviéticos organizam antifascismo

Mas nenhum dos países aliados iniciou a ocupação de forma tão bem elaborada quanto a União Soviética. Seu primeiro objetivo era fundar o Partido Comunista da Alemanha (KPD), registrado a 10 de junho de 1945. Poucas semanas após o fim da guerra, a União Soviética criou cinco novos estados alemães: Mecklemburgo, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.

“Na zona de ocupação soviética na Alemanha, é permitida a formação e atividade de todos os partidos antifascistas que tenham como objetivo a eliminação definitiva dos remanescentes do fascismo e o estabelecimento dos princípios da democracia, da liberdade e da participação política e o desenvolvimento da iniciativa própria da população nesse sentido”, dizia um decreto da Administração Militar Soviética.

Embora nas outras três zonas de ocupação os partidos políticos só fossem autorizados meses mais tarde, uma reorganização política da Alemanha parecia mais do que necessária. A estrutura administrativa estadual e municipal precisava ser urgentemente reformulada.

Nova Alemanha Oriental

Nesse campo, as forças de ocupação tinham objetivos distintos. Os soviéticos apostavam numa enxuta organização antifascista de poder. Os ingleses e americanos depositavam suas esperanças num amplo processo de democratização, enquanto os franceses queriam transformar sua zona numa extensão do território da França, dependente de seus próprios interesses nacionais. À semelhança dos soviéticos, tinham por meta incorporar sua zona de ocupação.

Para isso, no entanto, era preciso definir claramente as fronteiras estaduais. A zona soviética instituiu uma nova divisão político-administrativa no Leste alemão, com os estados Mecklemburgo, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.

Por meio da chamada Ordem 17 da Administração Militar Soviética, de 27 de julho de 1945, foram instituídas administrações centrais que serviram de base para um novo regime estatal antifascista. Quatro anos depois, no dia 7 de outubro de 1949, foi fundada a República Democrática Alemã, de regime comunista.

The Reuters Daily Briefing – Tuesday, July 27, 2021

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Source: Reuters

U.S. Deputy Secretary of State Wendy Sherman meets Chinese State Councilor and Foreign Minister Wang Yi in Tianjin. U.S. Department of State/Handout via REUTERS

WORLD

It’s been a day of meetings on the international front, though some were not as promising as others.

– Relations between China and the U.S. appear to be at a standstill as high-level diplomatic talks in the northern Chinese port city of Tianjin failed to produce any outcomes. The talks, aimed at ensuring that competition does not veer into conflict, did produce combative statements, though not with the same volume of vitriol that marked their previous meeting in Alaska in March.

– South and North Korea’s flourishing correspondence seems to have produced more fruitful results as the two countries restored communications hotlines that Pyongyang severed a year ago.

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– Tokyo reported a record number of coronavirus cases even as the Olympic Games continued. It was another tough day for Japan on a second front: Naomi Osaka is out of the running for tennis gold after losing 6-1 6-4 to the Czech Republic’s Marketa Vondrousova.

– In Hong Kong, a judicial panel set up to deal with national-security cases found former waiter Tong Ying-kit, 24, guilty of terrorism and inciting secession in a landmark case. The ruling imposes new limits on free speech in the former British colony, activists say. Tong was denied bail and a jury trial.

– The European Union is on course to hit its target of 70% adult vaccination against COVID-19 by the end of the summer, the European Commission said. Even so, shifting restrictions as the pandemic ripples around the world are making it hard for those who make their living in tourism, such as Greek hotel manager George Tselios, who says there’s no way to know how business will be more than two weeks into the future.

BUSINESS

– Global securities markets regulators said on Tuesday they have begun monitoring special purpose acquisition companies, or SPACs, due to potential regulatory concerns. Emerging markets have so far been on the fringes of a fundraising boom using SPAC deals. Wider global investor caution about the funding tool and a few recently delayed landmark deals will play a role in how much some countries can unlock this vital new source of cash.

– Investors should get some insight this Thursday on how the aftershocks from the Greensill and Archegos scandals are hitting Credit Suisse when it reports its quarterly financial results. The bank on Tuesday appointed Goldman Sachs partner David Wildermuth as its new chief risk officer, its second recent big Wall Street hire to work on its turnaround.

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Quote of the day

“Allowing free speech… on the field of play seems now entirely dependent on the goodwill of the IOC.”

Maximilian Klein – Athleten Deutschland representative for international sports policy

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