Mercados – 29 de outubro

Fonte: Infomoney

Bolsas europeias e índices futuros dos EUA sobem após forte sell-off da véspera, mas temor com coronavírus segue limitando ganhos

As ações europeias registram leve alta na sessão desta quinta-feira (28), após fechar o dia anterior na maior baixa em cinco meses. Os índices futuros americanos também têm recuperação, em um dia em que os mercados aguardam os resultados de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Facebook e Alphabet, proprietário do Google.

Na quarta-feira (27), tanto França quanto Alemanha anunciaram lockdowns de pelo menos um mês. O objetivo é amenizar a segunda onda de propagação do coronavírus, que vem se acelerando nos países europeus.

O índice Eurostoxx avança 0,31%; o Dax, da Alemanha, sobe 0,74%; O FTSE MIB, do Reino Unido, sobe 0,35%; o CAC, da França, sobe 0,31%; e o FTSE MIB, da Itália, sobe 0,55%.
Analistas do fundo de investimentos internacional Berenberg Bank estimaram que a economia francesa pode encolher em até 4% no quarto trimestre, enquanto a economia alemã pode encolher 1%.

O Banco Central Europeu deve se encontrar nesta quinta-feira. A expectativa é de que as autoridades discutam um novo pacote de estímulos, a ser lançado apenas em dezembro.
Ações de empresas europeias importantes tiveram altas nesta quinta-feira após a apresentação de resultados positivos. As ações da Royal Dutch Shell subiram 4% após a gigante produtora de petróleo anunciar ganhos de US$ 955 milhões no terceiro trimestre, bem acima da expectativa de US$ 146 milhões.

As ações do grupo de telecomunicações BT Group tiveram alta de 6% após a empresa ajustar para cima sua previsão de lucros.

Os índices futuros das bolsas americanas também registram alta após fortes quedas no dia anterior, replicando os maus resultados europeus. A queda foi de 3,4% para a a Dow, 3,5% para a S&P 500 e 3,7% para a Nasdaq.

Casos também vêm crescendo nos Estados Unidos. Em entrevista à rede CNBC, o ex-administrador chefe da FDA (agência de saúde pública destinada à regulação de substâncias e alimentos), Scott Gottlieb, afirmou que acredita que a trajetória dos Estados Unidos está cerca de três ou quatro semanas atrás da Europa.

O índice S&P 500 Futuro sobe +0,94%; o Nasdaq Futuro sobe 1,21%; o Dow Jones Futuro sobe 0,78%.

Nesta tarde, investidores acompanham os resultados de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo: Amazon, Apple, Facebook e Alphabet, dona do Google e Twitter. Juntas, têm valor de mais de US$ 5 trilhões.

As ações de Facebook e Twitter já apresentam alta, após outra rede social, o Pinterest, ter apresentado forte crescimento em receita e em usuários ativos.

Já os mercados asiáticos fecharam em queda nesta quinta-feira, acompanhando os resultados negativos do dia anterior nas bolsas europeias e americanas. O Banco do Japão manteve a política monetária inalterada na quinta-feira, atendendo às expectativas. A previsão do banco é de que a economia japonesa contraia 5,5% no ano fiscal de 2020.

O índice Nikkei, do Japão, fechou em queda de 0,37%; O Hang Seng Index caiu 0,49%; O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,9%; e o índice Shanghai oscilou positivamente em 0,11%.

Mercados – 28 de outubro

Fonte: Infomoney

Bolsas europeias e índices futuros dos EUA têm nova queda com temores sobre o coronavírus

Os mercados europeus abriram em queda nesta quarta-feira, com temores sobre a aceleração da propagação do coronavírus no continente, nos Estados Unidos e na China. Além disso, o presidente Donald Trump admitiu na terça que não haverá um novo pacote de estímulos antes da eleição americana, marcada para 3 de novembro.

Na Europa, autoridades vêm instituindo novas restrições nas últimas semanas. A França registrou 52 mil novos casos no domingo, e dois terços da população do país já vivem sob um toque de recolher noturno. De acordo com a imprensa francesa, o presidente Emmanuel Macron deve anunciar novas medidas de contenção do vírus na noite desta quarta-feira, e há especulação sobre a possibilidade de estabelecer um novo lockdown em certos locais do país.

O índice Euro Stoxx tem queda de 2,25%; o Dax, da Alemanha, cai 3,26%; o FTSE 100, do Reino Unido, cai 2,26%; O CAC, da França, cai 3,27%; e o FTSE MIB, da Itália, cai 3,17%.

Em uma reunião fechada da Comissão Europeia -braço executivo da União Europeia- realizada na segunda-feira, autoridades afirmaram que provavelmente não haverá vacinas para toda a população do continente até 2022. Países do bloco europeu já adquiriram mais de um bilhão de doses de vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o vírus. A sua população é de 480 milhões de pessoas, mas nem todas as vacinas devem se mostrar efetivas. No início de outubro, a Comissão Europeia afirmou que espera que as vacinações comecem no início de 2021.

A queda nos índices na Alemanha ocorre apesar de o Deutsche Bank, o maior banco do país, ter reportado lucro líquido de 182 milhões de euros no terceiro trimestre de 2020. O resultado foi acima das expectativas, e indica que a recuperação frente o novo coronavírus pode ser mais rápida do que o estimado anteriormente.

O número de casos e mortes pelo coronavírus também continua a crescer nos Estados Unidos. Na última semana, foi registrada uma média de mais de 70 mil novos casos por dia, um recorde. Dos 50 estados, 29 registraram seu recorde de novos casos diários no período.

Além disso, a Pfizer anunciou na terça-feira que os testes com sua vacina desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech provavelmente não ocorrerão antes das eleições americanas, marcadas para o dia 3 de novembro.

E o presidente Donald Trump admitiu que um novo pacote de estímulos também não deve sair antes das eleições, à medida que as negociações entre republicanos e democratas não avançam. O índice S&P 500 Futuro tem queda de 1,38%; o Nasdaq Futuro cai 0,98%; e o Dow Jones Futuro cai 1,69%.

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenhos mistos, com investidores acompanhando a aceleração da propagação do coronavírus em economias importantes, assim como o anúncio, pelo presidente Trump, de que não deve haver um novo pacote de estímulos à economia americana antes das eleições.

Na China, o número de novos casos bateu recorde para os últimos dois meses na quarta-feira. Pelo lado positivo, no Japão a Sony Corp reportou uma alta de 13,9% no lucro operacional no segundo trimestre, que atingiu cerca de US$ 3 bilhões. Os resultados são impulsionados pelo setor de jogos, que teve alta de vendas durante a pandemia.

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