Movimento de cautela | Mansueto de saída | por José Carmo

❶ – Diferente da semana passada, os mercados globais iniciaram o dia num viés negativo. Repercutindo uma acentuação do grau de incertezas dos investidores acerca da efetiva retomada da atividade econômica.  Além das preocupações com os impactos de uma segunda onda de infecções, uma possibilidade aventada pelos analistas após a ocorrência de novos casos em países onde ocorre o processo de relaxamento das medidas de distanciamento social.   

❷ – Em conjunto a este sentimento de cautela, estão as leituras sobre os dados de atividade da economia da China que sinalizam um processo longo e complexo da recuperação da economia global. E também o comportamento dos índices de ações, que adotarão movimentos de correções após os ganhos dos últimos pregões.

❸ – Nesta semana são aguardados diversos indicadores internacionais sobre a nível de atividade econômica mundial, dentre os quais destacam-se: nos EUA os dados da produção industrial, as vendas no varejo os novos pedidos de auxílio desemprego, além das concessões de alvarás para construção no mês de maio.  Na zona do Euro será conhecido o índice ZEW que mensurar as expectativas econômicas para o mês de junho, o Indice de preço ao consumidor de maio e decisão de política monetário do Reino Unido.  E no continente asiático, o Japão também irá anunciar sua decisão sobre a taxa de juros.

❹ – No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Manuseto Almeida anunciou que até o mês de agosto deverá sair do cargo que comanda desde meados de 2016.  Sinalizando aos mercados que sua saída não significa que o governo abandonou a agenda de ajuste fiscal, disse que quem deve ser considerado o fiador do compromisso é o ministro da economia Paulo Guedes. Além de assegurar que irá contribuir no processo de transição com o seu sucessor.  Apesar das ponderações, a saída acontece após críticas do secretário ao plano Renda Brasil que deve reformular o Bolsa Família e deve causar alguns reflexos no mercado financeiro.

❺- No calendário de indicadores nacionais na semana, vamos conhecer o volume de serviços, as pesquisas sobre as vendas do varejo referentes ao mês de abril.  Com destaque para a decisão do Copom sobre a política monetária e o índice de atividade econômica (IBC-Br) de maio.

Boletim Econômico – (pdf)

 

Projeção da OCDE | Pedidos de desemprego | Extensão do auxílio emergencial

❶ – As projeções da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), indicam que o PIB global em 2020 deve apresentar uma contração de 6,0%. Uma estimativa pior do que a projetada pelo Banco Mundial (-5,2%) no começo desta semana. A organização salientou ainda os riscos de uma segunda onda de infecções, cujos efeitos devem causar uma queda ainda maior (-7,6%). Mencionou também, a importância da adoção de medidas de auxílio para empresas e trabalhadores, que podem assegurar que ocorram o menor número possível de efeitos deletérios na economia.

❷ – Hoje nos EUA o FED divulgará a decisão de política monetária, cuja as expectativas do mercado indicam que as medidas agressivas de suporte econômico serão mantidas.  E também vamos conhecer os estoques brutos de petróleo e o CPI (Índice de Preços ao Consumidor).

❸ – No Brasil, o mês de maio foi marcado pelo recorde de pedidos de seguro desemprego. Ao todo foram feitos 960.258 mil pedidos, o maior valor já registrado da série histórica que teve início em 2000. Estes dados demonstram os graves efeitos que a epidemia está causando na economia. No acumulado deste ano, já temos um aumento de 12,4% (3.297 milhões de pedidos) em comparação com o mesmo período de 2019.

❹ – Paulo Guedes, ministro da Economia confirmou a extensão do auxílio emergencial aos trabalhadores informais por mais dois meses. Entretanto, a manutenção do valor de R$ 600 do projeto original, ainda será discutida entre o Executivo e o Legislativo.

Boletim Econômico – pdf

 

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