EUA x China | Ausência de coordenação – por José Carmo

 ❶ – A manutenção do ambiente de tensão entre os EUA e a China em conjunto com o registro de novos casos de Covid-19 em países que achataram a curva de infecção, freou o movimento de otimismo dos mercados globais com a reabertura gradual de algumas economias centrais.

❷ – Os EUA seguem acusando o governo chinês de ser o responsável pela atual crise, e como retaliação os americanos cortaram os investimentos num fundo de pensão governamental em empresas chinesas. Estes movimentos estão gerando inquietações no governo de Pequim.  As hostilidades recorrentes entre ambos países indicam que este cenário será uma constante e que devem gerar mais instabilidade para a economia mundial

❸ – No Brasil, o presidente assegurou que as demandas de Paulo Guedes de contrapartidas sobre o projeto de auxilio emergencial para estados e municípios serão totalmente atendidas. 

❹ – Em abril 750 mil brasileiros sofreram redução salarial ou perderam o emprego, um crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano passado.  Cerca de 46% destes trabalhadores pertencem ao setor de serviços, o mais afetado pelas medidas da quarentena.

❺ – Ontem o presidente Jair Bolsonaro antecipou a edição de um decreto no qual seriam incluídos como serviços essenciais academias e salões de beleza.  Quando abordado sobre o tema o Ministro da Saúde, Nelson Teich, revelou que não estava ciente da intenção do presidente e que a mesma sequer foi avaliada pelo seu ministério.   E o governador João Dória, por meio de publicação em mídias sociais afirmou que em São Paulo, estes serviços não serão considerados essenciais. Não cabe aqui uma discussão de preferência partidária, a questão em si já ultrapassou a guerra política.  Mas a ausência de uma estratégia coordenada está acarretando numa acentuação do ambiente de intensa volatilidade. Além de não permitir que as empresas tracem um horizonte mínimo de previsibilidade.

Boletim Econômico – (pdf)

Mobilidade Urbana e o Acesso ao Sistema Único de Saúde Para Casos Suspeitos e Graves de Covid-19 nas Vinte Maiores Cidades do Brasil

mobilidade urbana

Esta nota técnica tem como objetivos: (1) estimar quantas são e onde moram as pessoas mais vulneráveis com maior dificuldade de acessar equipamentos de saúde; e (2) apontar quais são os estabelecimentos de saúde que poderão ter maior estrangulamento de demanda, considerando-se sua capacidade de oferta de leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs). Na primeira parte desta nota, foram estimadas, para as vinte maiores cidades do Brasil, quantas são e onde moram as pessoas mais vulneráveis (baixa renda e acima de 50 anos de idade) que: a) não conseguiriam acessar a pé, em menos de trinta minutos pelo menos, um estabelecimento que atende pelo SUS e que poderia fazer triagem e encaminhamento de pacientes suspeitos de Covid-19; e b) que moram a uma distância maior do que 5 km de um hospital com capacidade de internar pacientes em estado grave de insuficiência respiratória. Na segunda parte, este estudo traz ainda algumas estimativas do número de leitos de UTI adulto e respiradores por habitante na zona de captação de cada hospital.

Acesse o PDF (12 MB)

Fonte: Ipeadata

plugins premium WordPress