CNA defende teto para registro de garantias de crédito rural

Fonte: Noticias Agrícolas

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu, na quarta (20), a aprovação do Projeto de Lei n.º 4334/2020 que estabelece um teto para registro de garantias de operações de crédito rural.

O tema foi debatido durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

O consultor jurídico da Confederação, Rodrigo Kaufmann, disse que a CNA propõe reduzir os custos praticados pelos estados e a burocracia para registros e processos.

Segundo Kaufmann, existe uma cobrança de emolumentos (taxas) desproporcional no país, o que causa grande disparidade de valores nos estados e o aumento nos custos de financiamento da produção agrícola.

Ele apresentou as propostas da Confederação para solucionar o problema, que incluem o estabelecimento de um teto nacional de emolumentos, a redução das disparidades de valores cobrados, a exigência de que os valores correspondam ao efetivo serviço prestado e a intensificação das providências para a estruturação do registro eletrônico nacional e unificado.

“A aprovação do PL é essencial e urgente, porque precisamos mudar o paradigma do usuário e prestador de serviço cartorário no Brasil. Nós vivemos até hoje um sistema antiquado, mas precisamos evoluir e fazer com que o sistema cartorário se adapte à nova realidade das cadeias produtivas”.

O Projeto de Lei nº 4334/2020 é de autoria do deputado José Mário Schreiner (DEM/GO) e o relator na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara é o deputado Zé Silva (Solidariedade/MG).

A audiência foi requerida pelo deputado Kim Kataguiri (DEM/SP).

Também participaram do debate representantes da Aprosoja Brasil, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg Brasil) e Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR).

Preços do boi e da carne seguem em queda

BOI

Fonte: CEPEA – Esalq USP

Os valores da arroba do boi gordo e da carne seguem recuando. No entanto, levantamento do Cepea mostra que os preços do animal para abate vêm caindo de forma um pouco mais intensa que os da proteína negociada no atacado. Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do boi gordo, as cotações têm sido pressionadas pelo afastamento de grande parte dos compradores. Esses agentes evitam adquirir grandes lotes de animais, diante da manutenção da suspensão dos envios de carne à China, o maior destino internacional da proteína brasileira.

Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que a oferta de animais de confinamento tem crescido, reforçando o movimento de queda nos preços da arroba. Ressalta-se que esse cenário vem reduzindo as margens de pecuaristas, sobretudo os que utilizam o sistema de confinamento, que apresenta custos bastante elevados. Quanto à carne negociada no atacado, o aumento na oferta de animais se soma ao poder de compra fragilizado da maior parte da população brasileira. 

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