Pleno do STF julgará audiência de custódia em todas as modalidades de prisão

juridico

Fonte: ConJur

Por Tiago Angelo

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque no âmbito do julgamento que decide se as audiências de custódia devem ser feitas em todas as modalidades de prisão. A apreciação estava no Plenário virtual da Corte e irá ao Plenário físico.

A reclamação foi ajuizada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Na peça, a instituição afirma que as audiências estavam sendo feitas apenas nos casos de prisões em flagrante. 

O relator do processo, ministro Luiz Edson Fachin, ordenou que o procedimento fosse feito em todas as modalidades, inclusive nas prisões temporárias, preventivas e definitivas. Em seguida, depois que outros estados entraram com solicitações semelhantes, Fachin estendeu os efeitos da decisão para outros estados. Por fim, determinou liminarmente as audiências em todo o país. 

A ordem vale para o Superior Tribunal de Justiça, os Tribunais de Justiça, os Tribunais Regionais Federais e os Tribunais integrantes da Justiça eleitoral, militar e trabalhista.

Ao justificar a primeira decisão, que contemplava apenas o Rio de Janeiro, Fachin disse que limitar as audiências apenas para as prisões em flagrante é ato inadequado, levando em conta que há recente regulamentação do tema na legislação processual. Ele se referia à Lei 13.964/19, apelidada de “anticrime”, que define como ilegal toda prisão em que a pessoa não é apresentada à autoridade judicial dentro do prazo máximo de 24 horas. 

Conforme noticiou a ConJur, no entanto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro seguiu fazendo audiências apenas no caso das prisões em flagrante. 

Em seguida, o ministro estendeu a ordem ao estado do Ceará e de Pernambuco, também respondendo a pedido formulado pela Defensorias, que atuaram como custos vulnerabilis.

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Editorial El País – 17.02.2021

A batalha entre os poderes em Brasília ganhou um novo front nesta quarta-feira. Quase no início da madrugada, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso pela Polícia Federal em sua casa, por instrução do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Horas antes, o deputado havia publicado em suas redes um vídeo com ataques aos ministros da Corte, que foi considerado “conduta criminosa” por Moraes e configurou, de acordo com o ministro, o “flagrante delito” necessário para prendê-lo no âmbito do polêmico inquérito das fake news, aberto pelo próprio STF para investigar ameaças ao Supremo. Silveira é um dos investigados. A ordem de prisão terá de ser submetida à Câmara, presidida agora por Arthur Lira (PP-AL), um aliado do presidente Jair Bolsonaro. Lira reagiu rapidamente, também via redes sociais, com uma mensagem mais branda. “Nesta hora de grande apreensão, quero tranquilizar a todos e reiterar que irei conduzir o atual episódio com serenidade e consciência de minhas responsabilidades para com a Instituição e a Democracia”, afirmou.

Somente no primeiro um mês e meio de 2021, o Estado do Amazonas —palco da catastrófica falta de oxigênio medicinal nos hospitais— teve quase o dobro de óbitos causados pela covid-19 do que o registrado durante todo o ano de 2020. Embora a corrida pelo insumo medicinal tenha sido freada, a situação ainda não é estável, com hospitais lotados e a disseminação de uma nova cepa do coronavírus. No entanto, o Governo do Estado cedeu a pressões de setores econômicos e anunciou a flexibilização das restrições à circulação, enquanto a vacinação segue à conta-gotas e 227 pacientes estão nas filas de espera por um leito para o tratamento da covid-19. A reportagem de Steffanie Schmidt retrata a situação do Estado e conta como as mortes e o caos na saúde impactaram a saúde mental dos amazonenses.

Assim como aconteceu em Manaus, a expansão descontrolada da pandemia está facilitando a aparição de novas variantes do coronavírus, e a vacinação — que segue a passos lentos na maior parte dos países—, começa a mostrar vulnerabilidades ante às mutações do vírus. Na França, um caso de reinfecção grave por uma variante acendeu o alerta da comunidade científica internacional, que acreditava que os 100 milhões de recuperados e 175 milhões de vacinados estariam protegidos ante novas infecções. Enquanto isso, o México, que ficou um mês sem o abastecimento de vacinas, protesta contra a concentração de vacinas nos países desenvolvidos. O presidente Andrés Manuel López Obrador afirma que denunciará no Conselho de Segurança da ONU o monopólio do imunizante contra a covid-19 entre as nações mais ricas —a OMS calcula que mais de três quartos das vacinas existentes foram aplicadas em apenas 10 países.

Ainda nesta edição, uma galeria de imagens do fotógrafo Guy Veloso mostra o que os cariocas fizeram nos carnavais passados, antes de a festa ser interrompida pela pandemia.

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