Mercados & Indicadores – 28.04.2021

Mercados

Mercados – Bolsas mundiais operam sem direção definida à espera de decisão do Fed

Fonte: Infomoney | Confira a agenda de hoje

EUA
As bolsas mundiais têm resultados variados entre si nesta quarta-feira, à espera da decisão do Fed sobre sua política monetária, que deve ser divulgada pela tarde. Após o fechamento na terça, a Alphabet, empresa dona do Google, reportou resultados melhores do que o esperado para o primeiro trimestre, com alta de 34% nas receitas.

Isso levou as ações da gigante de tecnologia a subirem mais de 5% nas negociações de premarket. A Microsoft também teve desempenho forte devido à venda de computadores impulsionada por faltas geradas pela pandemia no ano anterior. Apesar disso, as ações caem 2%.
Nesta quarta, investidores aguardam a divulgação às 14h da decisão mais recente do Fed, o banco central dos Estados Unidos, fechando seus dois dias de reunião nesta quarta. A expectativa é de que o banco central americano não tome nenhuma nova decisão, e que defenda a política de permitir a alta temporária da inflação.

Jerome Powell, presidente do Fed, falará à imprensa às 14h30. Apple, Facebook, eBay, Boeing e Ford estão entre as empresas que devem divulgar seus resultados nesta quarta. Além disso, o presidente americano Joe Biden deve revelar seu plano de gastos e créditos fiscais no valor de US$ 1,8 trilhão, destinado a ajudar famílias. O governo pretende elevar o imposto de renda para os mais ricos e o imposto sobre os ganhos de capital para 39,6%, para famílias ganhando mais de US$ 1 milhão.


Ásia
No continente asiático as bolsas fecharam com resultados variados entre si, após a divulgação de dados econômicos. No setor de varejo japonês as vendas japonês subiram 5,2% em março em comparação com um ano antes, acima da mediana das expectativas de economistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters, de 4,7%.

O índice Nikkei subiu 0,21%, enquanto que o Topix subiu 0,29%. O índice Shanghai composto subiu 0,42%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 0,45%. Já o índice Kospi, da Coreia do Sul, caiu 1,06%.


Europa
Na Europa operam com leve tendência de queda. O índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, cai 0,14%. Ações do setores de viagem e lazer caem 1,1%, enquanto que ações do setor de seguros sobem 0,7%. Investidores europeus digerem a divulgação de resultados por empresas como Deutsche Bank, Sanofi, Dassault Systemes, Banco Santander, Spotify, entre outras.

Deutsche Bank reportou lucro de 908 milhões de euros no primeiro trimestre, o melhor desempenho em sete anos, impulsionado por performances fortes em sua divisão de investment banking. As ações do banco subiram 6,6%, liderando os resultados do índice Eurostoxx.

Indicadores – Veja o desempenho dos principais indicadores às 6h50 (horário de Brasília):
S&P 500 Futuro (EUA), +0,02%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,22%
Dow Jones Futuro (EUA), -0,19%
Europa
Dax (Alemanha), +0,26%
FTSE 100 (Reino Unido), +0,2%
CAC 40 (França), +0,4%
FTSE MIB (Itália), -0,22%
Ásia
Nikkei (Japão), +0,21% (fechado)
Hang Seng Index (Hong Kong), +0,45% (fechado)
Kospi (Coreia do Sul), -1,06% (fechado)
Shanghai SE (China), +0,42% (fechado)
Commodities e bitcoin
Petróleo WTI, +0,08%, a US$ 62,99 o barril
Petróleo Brent, -0,05%, a US$ 66,4 o barril
Bitcoin, -0,45%, a US$ 54.322,85
Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 1,04%, cotados a 1138,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 175,61 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,48

26 de abril de 1986: Explosão no reator de Tchernobil

Há 35 anos, no dia 26 de abril de 1986, ocorria a explosão de um reator de Tchernobil, na então Ucrânia soviética. Foi o pior desastre nuclear em tempos de paz. Gigantesca nuvem de radiação contaminou 75% da Europa

Fonte: Deutche Welle

Fotografia aérea da usina de Tchernobil em 1986 mostra danos causados por explosão em reator
Fotografia aérea da usina de Tchernobil em 1986 mostra danos causados por explosão em reator

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Tchernobil é uma cidade no centro da Ucrânia, onde foi construída uma central nuclear em meados dos anos 70, a 110 quilômetros da capital, Kiev. O primeiro reator foi ativado em 1977, pela União Soviética. Nos anos seguintes, foram ativados mais três.

Em 1985, um grave acidente nuclear num dos reatores diminuiu a potência da usina em 25%. Em 26 abril de 1986, duas fortes explosões destruíram o reator central, originando uma brecha no núcleo de mil toneladas. Seguiram-se outras explosões, provocadas pela liberação de vapor, espalhando uma gigantesca nuvem de radiação que contaminou 75% da Europa, da Irlanda do Norte à Grécia.

Nas imediações de Tchernobil, 31 bombeiros ou trabalhadores da usina morreram naquele dia, e 135 mil pessoas foram evacuadas. A União Soviética tentou ocultar as proporções do acidente. Antes mesmo de Moscou admitir a catástrofe oficialmente, a Suécia e a Finlândia já alertavam para o aumento da radiação.

Catástrofe aumentou ceticismo antinuclear

No sul da Alemanha, por exemplo, naquele dia, as medições no solo apontaram até 45 mil bequeréis de contaminação por césio 137 (o valor normal é 300 bequeréis). Apesar dos indícios evidentes de perigo, as fontes oficiais, como a Agência Internacional de Energia Atômica e o Fórum Nuclear Alemão, tentaram minimizar as consequências. Em todo o mundo, cresceu a polêmica em torno do uso e dos perigos da energia nuclear.

Após o acidente, milhares de soldados construíram uma proteção de aço e cimento, denominada sarcófago, para proteger o reator destruído. Em 1991, um incêndio de grandes proporções levou ao encerramento das atividades de outro dos reatores. A Agência Internacional de Energia Atômica inspecionou a central em março de 1994 e encontrou várias deficiências de segurança nos dois reatores ainda em funcionamento.

O sarcófago que sela o que resta do reator explodido estava ruindo. Em 1995, foi elaborado um protocolo de acordo entre a Ucrânia e as sete nações mais industrializadas (G7) para o encerramento das atividades da usina nuclear de Tchernobil, em troca de assistência econômica. Em dezembro de 2000, a usina nuclear de  Tchernobil encerrou oficialmente suas atividades.

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