IPCA fica em 0,31% em abril

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IPCA – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,31%, ficando 0,62 ponto percentual abaixo da taxa de março (0,93%). No ano, o índice acumula alta de 2,37% e, em 12 meses, de 6,76%, acima dos 6,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,31%.

Fonte: IBGE

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Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em abril. O maior impacto (0,16 p.p.) e a maior variação (1,19%) vieram de Saúde e cuidados pessoais, que havia recuado ligeiramente em março (-0,02%). A segunda maior contribuição (0,09 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (0,40%), acelerando em relação ao mês anterior (0,13%).

O grupo Habitação seguiu movimento inverso, passando de 0,81% em março para 0,22% em abril. A única queda observada no mês veio dos Transportes (-0,08%), após as altas de 2,28% e 3,81% em fevereiro e março, respectivamente. Os demais grupos ficaram entre o 0,01% de Despesas pessoais e o 0,57% de Artigos de residência.

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A alta do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,19%) foi influenciada principalmente pelo resultado dos produtos farmacêuticos (2,69%), que contribuíram com 0,09 p.p. no índice geral. No dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. A maior variação no item veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%). Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,99%), com impacto de 0,04 p.p.

No grupo Alimentação e bebidas, a alta de 0,40% em abril frente a março (0,13%) é explicada pela alimentação no domicílio (0,47%), que havia recuado (-0,17%) no mês anterior. A maior contribuição (0,03 p.p.) veio das carnes (1,01%), que acumulam alta de 35,03% nos últimos 12 meses. Na sequência, vêm o leite longa vida (2,40%), o frango em pedaços (1,95%) e o tomate (5,46%). No lado das quedas, as frutas (-5,21%) foram o principal destaque, contribuindo com -0,05 p.p. no índice do mês.

alimentação fora do domicílio (0,23%) por sua vez, apresentou variação inferior à do mês anterior (0,89%), especialmente por causa do lanche, que passou de alta de 1,88% em março para queda de 0,04% em abril.

A desaceleração no grupo Habitação (0,22%) está relacionada principalmente à alta menos intensa do gás de botijão (1,15%) frente a março (4,98%) e ao recuo nos preços da energia elétrica (-0,04%), que haviam subido 0,76% no mês anterior. Em abril, foi mantida a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,343 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Enquanto houve quedas de preço algumas áreas, como São Paulo (-1,22%) e Porto Alegre (-1,38%), por conta da diminuição das alíquotas de PIS/COFINS, outras, como o Rio de Janeiro (3,63%) e Fortaleza (3,32%), apresentaram alta. No Rio, houve reajustes de 4,66% e 4,50% nas concessionárias pesquisadas, em vigor desde 15 de março. Os demais reajustes foram aplicados em abril.

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As variações negativas em Campo Grande (-0,82%) e Recife (-0,54%) decorrem de reduções nas alíquotas de impostos. Além disso, em Recife, o reajuste passou a valer no último dia do período de referência da pesquisa.

O recuo nos Transportes (-0,08%) foi influenciado pelos combustíveis (-0,94%). Os preços da gasolina (-0,44%) caíram pela primeira vez, após 10 meses consecutivos de alta. No entanto, o recuo mais intenso veio do etanol (-4,93%), que contribuiu com -0,04 p.p. para o resultado de abril. No lado das altas, os destaques, além dos automóveis novos (1,01%) e usados (0,57%), foram as passagens aéreas (6,41%), que tiveram sua primeira alta de preços do ano.

Ainda em Transportes, a variação de 0,05% em ônibus urbano é consequência do reajuste de 4,76% no preço das passagens em Salvador (0,71%), vigente desde 26 de abril.

Todas as dezesseis áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. O maior resultado ficou no município de Rio Branco (0,96%), principalmente por conta dos produtos farmacêuticos (4,50%). Já o menor resultado foi observado em Brasília (0,05%), especialmente em função da queda no preço da gasolina (-1,47%).

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Mercados & Indicadores – 12.05.2021

Mercados

Mercados – Futuros americanos e bolsas asiáticas caem em meio a temores sobre inflação

Fonte: Infomoney | Confira a agenda de hoje

Os índices futuros americanos operam em queda nesta quarta-feira (12), em que as bolsas asiáticas fecharam em queda, em meio a temores sobre a aceleração da inflação. As bolsas europeias têm, no entanto, tendência de alta.

Na terça, as ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos voltaram a cair, em meio ao temor sobre alta da inflação impulsionada pelos preços das commodities.

O movimento dos papéis de tecnologia incitou vendas no mercado como um todo, mas voltaram a se recuperar antes do fechamento. O índice Dow Jones perdeu 1,4%; o S&P caiu 0,9%; e o Nasdaq chegou a perder 2% em seu ponto mais baixo durante a sessão, mas fechou com recuo de apenas 0,1%. Durante a sessão, o índice CBOE de Volatilidade, que funciona como uma medida sobre o temor dos mercados, chegou a 23,73 pontos, níveis que não eram vistos havia dois meses.

Investidores aguardam a divulgação nesta quarta de dados sobre inflação nos Estados Unidos. A expectativa de analistas ouvidos pela Dow Jones é de aumento de 0,2% no índice de preços ao consumidor relativo a abril em relação ao mês imediatamente anterior, e uma alta de 3,6% em relação ao ano anterior. Caso se confirme esta será a maior alta desde setembro de 2011. Em março, o índice avançara 0,6% em relação ao mês anterior, e 2,6% em relação a um ano antes. Os investidores temem a ameaça de inflação, mas o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que qualquer alta deverá ser transitória.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em quedas, em sua maioria, na quarta. Em Taiwan, autoridades afirmaram que podem elevar o nível de alerta contra a Covid nos próximos dias, depois de a ilha passar por um surto de seis novos casos, sem que seja possível determinar com clareza a fonte de infecção.

Na terça, a China divulgou dados sobre inflação que mostraram que os preços de vendas nas fábricas subiram em um abril em seu ritmo mais forte em 3,5 anos, enquanto que os preços aos consumidores subiram em um ritmo mais fraco. Isso fortaleceu a preocupação de que uma rápida alta dos preços possa forçar os bancos centrais a elevar suas taxas de juros e a implementar outras medidas de arrocho.

Na Coreia, o índice Kospi recuou 1,49%. O índice Shanghai composto, da China continental, fechou com queda de 0,61%; o componente Shenzhen, também da China continental, subiu 0,7%; e o Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 0,67%. No Japão, as ações da fabricante de carros Nissan caíram 10%, após a empresa anunciar que suas perdas operacionais em um ano terminado em 31 de março foram a 150,65 bilhões de ienes, ou US$ 1,38 bilhões, frente a um recuo de 40 bilhões de ienes no ano passado. As ações do setor automobilístico registraram perdas, com a exceção das ações da Toyota, que subiram mais de 2%. O índice Nikkei, do Japão, recuou 1,61%.

Europa

O índice Eurostoxx sobe 0,29%. O setor de recursos básicos avança 1,3% e lidera os ganhos. Ações do setor de tecnologia caem 0,5%. As ações do alemão Commerzbank subiram 8,5% após o banco superar as expectativas sobre lucro para o primeiro trimestre, e elevar sua previsão sobre a receita anual.

O banco holandês ABN Amro, por outro lado, perdeu 7,4%, após reportar uma perda de 54 milhões de euros, ou US$ 66 milhões, no primeiro trimestre, devido a uma multa substancial relativa a lavagem de dinheiro.

Indicadores

Veja o desempenho dos principais indicadores às 6h20 (horário de Brasília):
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,32%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,54%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,31%
Europa
*Dax (Alemanha), +0,11%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,61%
*CAC 40 (França), +0,04%
*FTSE MIB (Itália), +0,08%
Ásia
*Nikkei (Japão), -1,61% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,78% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,49% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,61% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,69%, a US$ 65,74 o barril
*Petróleo Brent, +0,63% a US$ 68,97 o barril
*Bitcoin, +2,12%, a US$ 56.809,65
**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 2,85%, cotados a 1337 iuanes, equivalente hoje a US$ 207,55 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,44

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