Mercados & Indicadores – 25.06.2021

Mercados

Mercados – Futuros americanos sobem, a caminho de fechar a semana em alta

Fonte: Texto retirado do site Infomoney | Confira a agenda do dia

Os índices futuros americanos têm altas nesta sexta-feira (25), caminhando para fechar uma semana positiva.

Na quinta (24), o Dow Jones subiu 322 pontos; o S&P 500 atingiu um novo patamar recorde, de 4.266,49 pontos, depois de subir 0,6%; e o Nasdaq composto subiu também a um novo recorde, de 14.369,71 pontos.

Também na quinta, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou que a Cas Branca fechou o acordo de infraestrutura com um grupo bipartidário de senadores. Os parlamentares vinham trabalhando havia semanas em um acordo para um pacote de cerca de US$ 1 trilhão, que poderia ser aprovado com apoio tanto do Partido Republicano quanto do Democrata. O acordo deve incluir US$ 579 bilhões em gastos com infraestrutura para carros elétricos, ferrovias, estradas, pontes, entre outros. Na semana passada, as principais bolsas americanas tiveram quedas, após o Fed elevar suas previsões para inflação e antecipar o plano de elevar juros para 2023. Nesta semana, o Dow tem alta de 2,7%, e o S&P acumula alta de 2,4%; o Nasdaq, também de 2,4%.

As ações da Nike subiram 14,1% após a empresa informar rendimentos de US$ 0,93 aos acionistas, superando a estimativa da Refinitiv, de US$ 0,42 por ação. A receita ficou em US$ 12,34 bilhões, superando a estimativa de US$ 11,1 bilhões. Apesar de o FedEx ter divulgado faturamento bruto e receita líquida acima da expectativa, e ter divulgado previsões fortes para o ano, suas ações recuaram 4%.

As ações de grandes bancos americanos subiram após o Federal Reserve divulgar o seu teste de estresse anual e afirmar que bancos poderiam facilmente suportar uma recessão. Segundo o banco central americano, as 23 instituições testadas em 2021 continuaram “bem acima” dos níveis mínimos de capital exigido durante uma crise. Os papéis do Bank of America e do Wells Fargo subiram 1,8% e 2,7%, respectivamente.

Investidores aguardam pela divulgação de dados pelo Departamento de Comércio americano sobre o núcleo dos gastos com consumo. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperam que os preços subam 3,4% em maio em comparação com o ano anterior. E 0,6% entre abril e maio.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com resultados positivos na sexta, com destaque positivo para ações de Hong Kong e da China continental. O Hang Seng index, de Hong Kong, subiu 1,4%, fechando em 29.288,22. As ações de empresas chinesas de tecnologia tiveram fortes altas. As da Tencent subiram 2,66%; as da Alibaba, 2,57%; as da Meituan, 4,76%. Na China, o Shanghai composto subiu 1,15%; na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,51%; no Japão, o Nikkei subiu 0,66%.

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, se mantém estável. Ações do setor de construção e materiais sobem 0,6%, enquanto que as do setor automobilístico recuam 0,8%. O Reino Unido deve divulgar planos no próximo mês para suspender restrições de viagens para pessoas completamente vacinadas, excluindo aquelas com os maiores níveis de risco, caso contraiam Covid.

Além disso, na quinta o Banco da Inglaterra divulgou sua previsão de inflação, superando a marca de 3% antes de desacelerar. Mas o banco insistiu que a alta acima de sua meta de 2% deve ser transitória, e manteve o ritmo do estímulo monetário. O índice de sentimento do consumidor GFK, relativo a julho na Alemanha pontuou -0,3%, superando a expectativa de -0,4%, e o patamar relativo ao mês anterior, de -6,9 pontos.

Indicadores

Veja o desempenho dos principais índices às 6h50 (horário de Brasília):
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,28%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,11%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,21%
Europa
*FTSE (Reino Unido) +0,08%
*Dax (Alemanha), -0,17%
*CAC 40 (França), -0,16%
*FTSE MIB (Itália), +0,18%
Ásia
*Nikkei (Japão), +0,66% (fechado)
*Shanghai SE (China), +1,15% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,4% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,51% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,368%, a US$ 73,03 o barril
*Petróleo Brent, -0,29% a US$ 75,38 o barril
*Bitcoin +1,7%, a US$ 33.899,9
**A Bolsa de Dalian fechou com o minério de ferro em alta de 1,24%, cotado a 1185 iuanes, equivalente hoje a US$ 183,64 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,45

25 de junho de 1950: Começa a Guerra da Coreia

Em 25 de junho de 1950, tropas do Exército norte-coreano atravessaram a fronteira para o sul, iniciando a Guerra da Coreia.

Fonte: Texto retirado do site Deustche Welle

Agricultores fogem dos conflitos na Coreia
Agricultores fogem dos conflitos na Coreia

Unidades do Exército da Coreia do Norte violaram a fronteira que dividia a península coreana desde a Segunda Guerra Mundial, na altura dos 38 graus de latitude norte. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou o país comunista pela agressão e concedeu à ONU um mandato de intervenção militar. Quinze países-membros enviaram soldados para as tropas de apoio à Coreia do Sul, inicialmente comandadas pelo general norte-americano Douglas MacArthur.

A guerra durou quase três anos e causou drásticas perdas para ambos os lados. Primeiro, os comunistas avançaram até o extremo sul. Daí veio a contra-ofensiva dos aliados. Numa campanha relâmpago, a capital sul-coreana Seul foi reconquistada, sendo o exército norte-coreano quase completamente dizimado.

Em outubro de 1950, a ofensiva liderada pelos Estados Unidos chegou à fronteira entre a Coreia do Norte e a China. Os chineses entraram no conflito e, um ano depois, a situação se estabilizou, aproximadamente na linha geográfica em que começara o confronto.

Coreia do Norte perde território

Um dos principais defensores da intervenção dos EUA foi o então secretário de Estado norte-americano John Forster Dulles, adepto da política de contenção do comunismo. “Grandes guerras, em geral, começam em função de um erro e não com base num plano. A Coreia do Norte, que inicialmente conseguira o controle sobre toda a península, à exceção de uma cabeça de ponte no sul, foi forçada a recuar à sua base inicial e até perdeu território. O agressor teve enormes prejuízos, sem obter qualquer êxito”, disse Dulles, ao fazer um balanço do conflito.

O saldo do confronto militar foi desastroso: dois milhões de soldados e 1,5 milhão de civis coreanos foram mortos, feridos ou dados como desaparecidos e mais de 54 mil soldados norte-americanos morreram nos combates. O país foi arruinado por uma guerra que não teve vencedores. As negociações de paz entre as lideranças stalinistas do norte e o governo autoritário do sul arrastaram-se por dois anos. A morte de Josef Stalin, a 5 de maio de 1953, provocou um relativo relaxamento da tensão e, a 27 de julho daquele ano, foi assinado um armistício. Por ocasião da assinatura do cessar-fogo, o presidente norte-americano Dwight D. Eisenhower disse que esse passo representava “um fim rápido à luta entre as tropas das Nações Unidas e o exército comunista.”

O cessar-fogo de 1953 foi assinado na aldeia fronteiriça de Panmunjom, situada exatamente nos 38 graus de latitude norte. A mesa verde de negociações, instalada num barraco de madeira, servia ao mesmo tempo de linha divisória entre as partes conflitantes: de um lado, estavam os representantes dos EUA e da Coreia do Sul e, do outro, os chineses e norte-coreanos. Apesar da pressão internacional, as duas Coreias nunca formalizaram um acordo de paz.

Troca de acusações

Os norte-coreanos acusam seus conterrâneos do sul de terem praticado, desde 1953, cerca de 300 mil transgressões ao cessar-fogo. Já a Coreia do Sul coloca 56 mil violações de fronteira na conta dos norte-coreanos. Em 1998, por exemplo, um minissubmarino de espionagem da Coreia do Norte foi capturado por redes de pescadores da costa sul-coreana.

O Pentágono também confirmou oficialmente algumas agressões brutais dos militares norte-americanos, como o massacre de centenas de civis em No Gun Ri. Décadas mais tarde, o Departamento de Defesa dos EUA descobriu um documento cuja existência era negada pelo Exército. Era uma ordem por escrito para “executar todos os civis que se aproximassem de posições norte-americanas.”

O comando militar dos EUA já causara problemas durante o conflito. Em 1951, o presidente Harry Truman afastou o general Douglas MacArthur, que pretendia acabar com a Guerra da Coreia, através do bombardeio de cidades industriais chinesas. O plano de MacArthur previa, se necessário, até o lançamento de bombas atômicas sobre a China.

A Coreia permanece ainda hoje dividida e é considerada um dos últimos resquícios da Guerra Fria.

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