Mercados & Indicadores – 01.07.2021

Mercados

Mercados – Futuros americanos e bolsas europeias sobem no primeiro dia do semestre

Fonte: Texto retirado do site Infomoney | Confira a agenda do dia

EUA

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias operam em sentido positivo nesta quinta-feira (1º), que marca o primeiro dia do semestre. Na quarta-feira (30), o Dow Jones subiu 210 pontos, impulsionado pela alta de 2,7% do Walmart. O S&P subiu 0,13%, atingindo o novo recorde de 4.297,5 pontos. O Nasdaq, no entanto, recuou 0,2%, prejudicado pelo mau desempenho de Facebook, Amazon, Netflix e Alphabet, dona do Google.

No cômputo do semestre, o Dow teve alta de 12,7%. O índice fica desta forma 1,7% abaixo de seu patamar recorde. O S&P subiu 14,4% no primeiro semestre, e o Nasdaq subiu 12,5%. Em junho, o S&P marcou seu quinto mês consecutivo de ganhos, com 2,2%. Historicamente, um primeiro semestre forte nos Estados Unidos costuma ser seguido por um resto do ano positivo. Dados desde 1950 indicam que, quando houve crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, o ano nunca fechou no vermelho.

A preocupação continua sendo de que a retomada da economia dos Estados Unidos seja acompanhada por inflação excessiva, que leve investidores a recorrer a títulos do Tesouro americano, elevando seu rendimento, encarecendo a tomada de empréstimos por empresas de grande crescimento, e impulsionando uma mudança na política do Fed sobre a economia.

No momento, investidores continuam a acompanhar sinais de recuperação da economia, assim como o ritmo de inflação. Nesta quinta serão divulgados dados sobre novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos. A expectativa de economistas ouvidos pela Dow Jones é de que 390 mil novos pedidos tenham sido contabilizados na semana passada, após os 411 mil novos pedidos da semana retrasada. Na sexta será divulgado o relatório de desemprego dos Estados Unidos. Economistas ouvidos pela Dow Jones estimam a criação de 683 mil empregos.

Ásia

Apesar do bom desempenho no primeiro semestre, as bolsas asiáticas tiveram um primeiro dia do segundo semestre negativo. O desempenho vem sendo prejudicado pela ressurgência de infecções pelo coronavírus na região, e a possibilidade de adoção de novas medidas de lockdown, além de sinais de desaceleração da atividade industrial na China. Na China continental, o Shanghai composto recuou 0,07%; em Hong Kong, o Hang Seng Index caiu 0,57%; na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,44%; e no Japão o Nikkei caiu 0,29%.

Europa

Na Europa, a maior parte das bolsas opera em território positivo. O índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,58%. Divulgado na quinta, o índice do gerente de compras (PMI na sigla em inglês) IHS Markit pontuou 63,4 pontos, frente à estimativa inicial de 63,1 pontos. Qualquer pontuação acima de 50 indica expansão; abaixo, retração.

Indicadores

Veja o desempenho dos principais indicadores às 6h50 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,12%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,1%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,04%
Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,83%
*Dax (Alemanha), +0,65%
*CAC 40 (França), +0,63%
*FTSE MIB (Itália), +0,71%
Ásia
*Nikkei (Japão), -0,29% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,57% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,44% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,07% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +1,007%, a US$ 74,21 o barril
*Petróleo Brent, +0,98%, a US$ 75,35 o barril
*Bitcoin, -3,75%, a US$ 33.316,33
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 0,72%, cotados a 1165 iuanes, equivalente hoje a US$ 180,4 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,46

30 de junho de 1934: Hitler manda executar Ernst Röhm

No dia 30 de junho de 1934 foi preso Ernst Röhm, um ex-aliado de Hitler. Röhm queria transformar a SA num exército sob seu poder. Ele foi executado dois dias depois.

Fonte: Deustche Welle

Deutschland Nationalsozialismus Ernst Röhm und Adolf Hitler

O capitão Ernst Röhm, organizador da tropa de assalto SA (Sturmabteilung) do partido nazista, não imaginava qual seria seu destino após cair em desgraça com Hitler. O Führer havia decidido matá-lo. Faltando apenas um dia para o fim das férias coletivas dos integrantes da SA, o próprio chanceler alemão deu início ao massacre de seus ex-aliados, num episódio de incrível brutalidade e traição que ficou conhecido como a Noite dos Longos Punhais.

Röhm, um típico representante da chamada “geração perdida” da Primeira Guerra Mundial, acreditava no ideário nazista quando aderiu ao partido em 1918. Logo no ano seguinte, passou a integrar o privilegiado grupo de amigos pessoais de Hitler. Ferido três vezes na Primeira Guerra Mundial, lembrava com nostalgia da camaradagem dos soldados nas frentes de batalha. A isso, adicionava-se uma porção de energia criminosa, disfarçada sob a máscara de um nacionalista revolucionário.

Treinos na Bolívia

Ele demonstrava um desprezo profundo pelo que chamava de “farisaísmo e hipocrisia burguesa”. Nos primórdios do movimento nazista, revelara-se um organizador talentoso, atraindo um grande número de adeptos para o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores da Alemanha (NSDAP). Em 1924, elegeu-se para o Reichstag (Parlamento) pelo Partido Liberal Popular Alemão e foi encarregado de organizar o batalhão nazista Frontbann. A partir de 1928 passou dois anos treinando soldados na Bolívia e, em 1930, foi nomeado para o posto de comandante da SA.

Röhm transformou a SA – inicialmente uma espécie de força paramilitar privada de Hitler – numa milícia popular formada por combatentes de rua, capangas e arruaceiros. Do seu ponto de vista, foi “bem sucedido”: o número de integrantes da SA subiu de 70 mil para 170 mil em apenas 18 meses. As fileiras da milícia eram engrossadas, principalmente, por desempregados, mas eram recrutados também ladrões e assassinos. Para Ernst Röhm, esse “exército plebeu” era o núcleo do movimento nazista, “a encarnação e garantia da revolução permanente”, baseada no “socialismo de caserna” que ele experimentara durante a Primeira Guerra Mundial.

De fato, a SA desempenhou um papel decisivo na ascensão de Hitler entre 1930 e 1933, através da intimidação de adversários políticos. Mas em 1933, quando já contava com milhões de integrantes, a organização passou por uma pequena decepção. Seus líderes, que aspiravam à supremacia dos quartéis sobre a classe política, irritavam-se com a crescente burocratização do movimento nazista.

O sonho de Ernst Röhm era ser o comandante supremo de uma enorme força armada, resultante da fusão da SA com o exército regular. Hitler seria então “apenas” o chefe político. Como comandante da SA, ministro sem pasta e secretário estadual na Baviera, Röhm ocupava cargos de destaque no final de 1933, mas desperdiçou todos os seus trunfos.

Empecilho aos planos de Hitler

Ele se opunha ao plano de Hitler de realizar uma revolução sob o manto da legalidade e passou a falar publicamente de um iminente golpe de Estado. Sua demagogia populista era rejeitada pela classe média e preocupava os militares e industriais, que formavam a base do regime nazista. A reivindicação de Röhm de transformar a SA numa milícia autônoma alarmou os generais, indispensáveis para os planos de longo prazo de Hitler.

Como o chanceler demorasse a agir, o Exército lhe deu um ultimato, dizendo que, se uma medida enérgica não fosse tomada, um golpe de Estado militar tiraria os nazistas do poder. Foi aí que Hitler decidiu liquidar “Röhm e seus rebeldes”. Sem a menor suspeita da chacina que estava sendo tramada, Röhm foi preso na noite de 30 de junho de 1934 num hotel junto ao lago Tegernsee (Baviera), onde festejava com outros líderes da SA.

Levado para a prisão de Stadelheim, negou-se a cometer suicídio e foi fuzilado dois dias depois. Na chamada Noite dos Longos Punhais, os nazistas executaram sumariamente 85 pessoas, muitas delas sem qualquer ligação com Röhm.

Oficialmente, o governo alemão alegou que a SA estava preparando um golpe contra o Reich. Na prática, porém, Hitler concretizava apenas mais uma de suas estratégias de poder: após o massacre, ele não tinha mais rivais e podia celebrar o domínio absoluto sobre o partido nazista.

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