Reuters Institute Digital News Report 2021

By Reuters

This study has been commissioned by the Reuters Institute for the Study of Journalism to understand how news is being consumed in a range of countries. Research was conducted by YouGov (and their partners) using an online questionnaire at the end of January/beginning of February 2021.

Samples were assembled using nationally representative quotas for age, gender, region in every market, and education in all markets except Bulgaria, Croatia, Greece, India, Indonesia, Kenya, Malaysia, Mexico, Nigeria, Philippines, Romania, South Africa, Thailand, and Turkey. In the US, UK, Denmark, Sweden, Norway, and Italy we have applied additional political quotas based on vote choice in the most recent national election. The data in all markets were also weighted to targets based on census/industry-accepted data.

Data from India, Kenya, Nigeria, and South Africa are representative of younger English-speakers and not the national population, because it is not possible to reach other groups in a representative way using an online survey. The survey was fielded in English in these markets, and restricted to ages 18–50 in Kenya and Nigeria. Findings should not be taken to be nationally representative in these countries.

More generally, online samples will tend to under-represent the news consumption habits of people who are older and less affluent, meaning online use is typically over-represented and traditional offline use under-represented. In this sense, it is better to think of results as representative of the online population. In markets in Northern and Western Europe, where internet penetration is typically around 95%, the differences between the online population and national population will be small, but in South Africa (58%) and India (54%), where internet penetration is lower, the differences between the online population and the national population will be large.

• These differences mean we need to be cautious when comparing results between markets, especially on issues where we know that the sample would potentially make a significant difference (e.g. paying for news or podcasts).

It is also important to note that online surveys rely on recall, which is often imperfect or subject to biases. We have tried to mitigate these risks through careful questionnaire design and testing. Despite other limitations, surveys are able to capture media consumption across platforms, including social media, messaging apps, and websites. They are also a good way of tracking activities and changes over time in a consistent way

It is important to note that some of our survey-based results will not match industry data, which are often based on
different methodologies, such as web-tracking. The accuracy of these approaches can be high, but they are also subject to limitations.

In some cases, we have drawn on data from other surveys or from industry sources and have signalled this in the text or as a footnote. We have also used selected quotes from focus groups and interviews conducted in four countries (USA, UK, Germany, and Brazil) in February 2021. On occasion we have also used quotes from open questions from our main survey, clearly indicating this in each case.

A fuller description of the methodology, panel partners, and a discussion of non-probability sampling techniques can
be found on our website along with the full questionnaire https://digitalnewsreport.org/2021-methodology

4 de agosto de 1964: Começa bombardeio do Vietnã do Norte pelos EUA

Fonte: Deustche Welle

Em 4 de agosto de 1964, os Estados Unidos começaram a bombardear o Vietnã do Norte. A Guerra do Vietnã, perdida pela superpotência, terminou 11 anos depois, com 2 milhões de vietnamitas e 58 mil americanos mortos. Era uma noite sem lua sobre o Golfo de Tonkin. Os contratorpedeiros Maddox e Turner Joy cruzavam as águas na costa do Vietnã do Norte. Os navios de guerra americanos estavam em missão de patrulha. Dois dias antes, o Maddox fora atacado por torpedos e outras armas. Era uma resposta de Hanói ao bombardeio de sua ilha Hon Me pelo Vietnã do Sul, ocorrido na véspera.

A história do Davi vietnamita e o Golias americano tomou na noite de 4 de agosto de 1964 o rumo para a catástrofe inevitável. Os Estados Unidos, cujo presidente na época era Lyndon B. Johnson, decidiram partir para o confronto. Fazia tempo que o envolvimento de Washington no conflito era muito maior do que supunha a opinião pública, já acostumada às décadas de choques armados na Indochina. Para cidadãos americanos, a guerra estava bem longe. Para os militares do país, os acontecimentos dos primeiros dias de agosto de 1964 no Golfo de Tonkin eram a ocasião perfeita para tirar da gaveta planos bélicos já existentes e colocá-los em prática, demonstrando a determinação da superpotência e colocando Hanói no devido lugar.

Controvérsias

Ainda persistem controvérsias sobre o que aconteceu no Golfo de Tonkin na noite de 4 para 5 de agosto. Em suas memórias; o então secretário de Defesa, Robert S. McNamara, relata minuciosamente a reação a um incidente que muito provavelmente nunca aconteceu. Quando o sol se pôs na costa vietnamita, o contratorpedeiro Maddox comunicou pelo rádio o ataque iminente de um navio não identificado. Horas mais tarde, ele teria entrado em contato com radares de três navios igualmente não identificados.

A situação é mais do que confusa. Nuvens e tempestades comprometem enormemente a visibilidade. Os dois navios de guerra americanos anunciam pelo rádio ataques de torpedos, turbulências, luzes de aviões inimigos, holofotes, contato de radares e ecossondadores. O Maddox e o Turner Joy disparam fogo. Mas contra o quê? Contra quem?

De imediato, duvida-se de um novo ataque norte-vietnamita. A noção parecia simplesmente absurda. Seriam falsas as mensagens dos dois navios americanos? Anos depois, um piloto que se encontrava de plantão no porta-aviões Ticonderoga naquele noite e que sobrevoara ambos os navios disse que não tinha avistado navios norte-vietnamitas nem percebera nenhum ataque.

Retaliação

As dúvidas foram deixadas de lado, pois a questão era retaliação. Exatamente 12 horas depois da primeira mensagem de 4 de agosto de 1964, às 19h22 (horário de Washington), os porta-aviões Ticonderoga e Constellationque navegavam um perto do outro, receberam do presidente dos EUA a aprovação para o bombardeio. Os americanos realizaram 64 ofensivas contra bases militares e barcos de patrulha norte-vietnamitas, incluindo um depósito de petróleo. Uma ação adequada e limitada de uma superpotência – como o governo do presidente Lyndon Johnson queria fazer acreditar.

No dia 7 de agosto, a Casa Branca apresentou um projeto de resolução que havia formulado uma semana antes, e o Congresso o aprovou, com apenas dois votos contra. A resolução concedia ao presidente poderes para aplicar todas as medidas necessárias a revidar todo tipo de ataque e impedir agressões futuras.

Catástrofe

Não era mais possível deter a catástrofe. No final, 11 anos depois, o balanço de mortos foi de 2 milhões de vietnamitas e 58 mil soldados norte-americanos. Ante a derrota dos Estados Unidos, o ex-secretário de Defesa McNamara mudou da água para o vinho. “Nós nos equivocamos. Eu me equivoquei. Agimos de acordo com aquilo que considerávamos nossa tradição e nossos valores, para poder explicar às gerações futuras. Para que elas não cometessem os mesmos erros. Mas nós nos equivocamos”, admitiu.

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