Rússia pede aos EUA que libertem reservas congeladas do Banco Central do Afeganistão

Fonte: Deutsche Welle

Moscovo crê que, sem essas reservas, o novo Governo afegão ficará tentado a recorrer ao “tráfico de opiáceos ilegais” e a “vender no mercado negro as armas” abandonadas pelo exército afegão e pelos Estados Unidos.

Afghanistan PK der Taliban
Primeira conferência de imprensa dos Talibãs no Governo

A Rússia pediu esta segunda-feira (30.08) a libertação das reservas monetárias do Banco Central afegão congeladas nos Estados Unidos desde que os talibãs assumiram o controlo do país, sob pena de ver o tráfico de opiáceos explodir.

“Se os nossos os colegas ocidentais estão realmente preocupados com o destino do povo afegão, não lhes devem criar problemas adicionais ao congelar ouro e reservas de moeda estrangeira”, disse o enviado do Kremlin ao Afeganistão, Zamir Kabulov, ao canal de televisão Rossiya-24. Segundo Kabulov, é urgente “descongelar esses ativos (…) para apoiar o mercado da moeda, que está em colapso”. 

Tráfico ilegal

Kabulov também declarou que, sem essas reservas, o novo Governo afegão ficará tentado a recorrer ao “tráfico de opiáceos ilegais” e a “vender no mercado negro as armas” abandonadas pelo exército afegão e pelos Estados Unidos.

As reservas brutas do Banco Central do Afeganistão eram de 9,4 mil milhões de dólares [7,9 mil milhões de euros] no final de abril, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A maioria desses fundos é mantida fora do Afeganistão.

Washington indicou que os talibãs não terão acesso aos ativos mantidos nos Estados Unidos, sem especificar o valor em questão. Os talibãs conquistaram Cabul em 15 de agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.

Coronavírus: Update Diário – 27 de agosto

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Texto retirado do site XP Politica

Com as 920 mortes registradas nas 24 horas de quinta-feira, a média móvel semanal de óbitos recuou para o menor patamar de 2021, 703 por dia, igualando a marca de 1º de janeiro. A média de novos casos está em 26,1 mil, renovando a mínima do ano. Os dados de internações hospitalares seguem melhorando no Brasil; destaque negativo para o Rio de Janeiro, que registra aumento na taxa de ocupação de UTIs pela quarta semana consecutiva, refletindo o avanço da variante delta.

O ritmo de vacinação desacelerou pelos dados de ontem. Agora, considerando a média semanal, são 1,7 milhão de doses aplicadas por dia. Ao todo, 127,3 milhões de brasileiros receberam a primeira dose, enquanto 58,8 milhões (27,8% da população) estão com o esquema vacinal completo.

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