Arroba do boi: Margens dos frigoríficos aumentaram e atingiram maior percentual dos últimos 2 anos, após queda de 14%

Fonte: Notícias Agrícolas

Entrevista com Hyberville Neto – Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, destacou que as margens das indústrias frigoríficas estão no melhor patamar dos últimos dois anos. “Quando consideramos os preços de venda de todos os produtos do abate, seja com a opção da carcaça ou com a carne desossada, frente aos preços do boi gordo temos a melhor margem dos últimos dois anos”, comentou. 

O índice de equivalência carcaça da Scot Consultoria  mostra que a indústria frigorífica tem uma receita por animal abatido de 23,8% maior do que o preço atual do boi gordo . “A média histórica sempre ficou em 14% a 15% , sendo que em alguns períodos mais positivos fica em 17%. Quando consideramos o índice de equivalência desossa, a média histórica é de 19% , mas atualmente esse índice chega a 22,5%, que também leva em conta a venda de todos os cortes e dos subprodutos do animal abatido”, ressaltou.

As indústrias estão trabalhando com cautela e acompanhando como está o escoamento da carne no atacado, por isso contam com programações de abate mais confortáveis. “Nós não esperamos uma inversão drástica de cenário de preços no mercado do boi gordo no curto prazo”, informou. 

CNA defende teto para registro de garantias de crédito rural

Fonte: Noticias Agrícolas

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu, na quarta (20), a aprovação do Projeto de Lei n.º 4334/2020 que estabelece um teto para registro de garantias de operações de crédito rural.

O tema foi debatido durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

O consultor jurídico da Confederação, Rodrigo Kaufmann, disse que a CNA propõe reduzir os custos praticados pelos estados e a burocracia para registros e processos.

Segundo Kaufmann, existe uma cobrança de emolumentos (taxas) desproporcional no país, o que causa grande disparidade de valores nos estados e o aumento nos custos de financiamento da produção agrícola.

Ele apresentou as propostas da Confederação para solucionar o problema, que incluem o estabelecimento de um teto nacional de emolumentos, a redução das disparidades de valores cobrados, a exigência de que os valores correspondam ao efetivo serviço prestado e a intensificação das providências para a estruturação do registro eletrônico nacional e unificado.

“A aprovação do PL é essencial e urgente, porque precisamos mudar o paradigma do usuário e prestador de serviço cartorário no Brasil. Nós vivemos até hoje um sistema antiquado, mas precisamos evoluir e fazer com que o sistema cartorário se adapte à nova realidade das cadeias produtivas”.

O Projeto de Lei nº 4334/2020 é de autoria do deputado José Mário Schreiner (DEM/GO) e o relator na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara é o deputado Zé Silva (Solidariedade/MG).

A audiência foi requerida pelo deputado Kim Kataguiri (DEM/SP).

Também participaram do debate representantes da Aprosoja Brasil, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg Brasil) e Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR).

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