Agenda econômica 10 a 14 de fevereiro de 2020

Na semana de 10 a 14 de fevereiro serão divulgados indicadores sobre a atividade econômica brasileira dentre os quais destacam-se na agenda doméstica o IBC-Br (proxy do PIB), dados sobre o comércio varejista e o setor de serviços do mês de dezembro. Além da Ata do Copom que irá trazer as argumentações que justificaram p corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros.

Confira abaixo a relação de todos os indicadores inclusive a agenda internacional. 

10/05 – Segunda Feira 
08:25 Brasil BCB: Boletim Focus (semanal)
15:00 Brasil MDIC: Balança comercial (semanal)
17:15 EUA Fed Filad.: Discurso de P. Harker
China  Índice de preços ao consumidor (jan)
Terça-Feira 11/02
05:00 Brasil FIPE: IPC (semanal) 
08:00 Brasil BCB: Divulgação da ata do Copom
08:00 Brasil FGV: IGP-M (1ª prévia) (fev) 
09:00 Brasil Conab: 5º Levantamento da safra de grãos 2019/2020 (fev)
09:00 Brasil IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (jan)
09:00 Brasil IBGE: Pesquisa Industrial Mensal – Regional (dez)
06:30 Reino Unido PIB (4º tri.)
15:30 EUA Fed St. Louis: Discurso de J. Bullard
EUA Fed Mineápolis: Discurso de N. Kashkari
EUA USDA: Relatório mensal da produção mundial de grãos
Quarta-Feira 12/02
9:00  Brasil IBGE: Pesquisa Mensal de Comércio (dez)
14:30 Brasil BCB: Fluxo Cambial (semanal)
07:00 Zona do euro Área do Euro Produção industrial (dez)
10:30 EUA Filad.: Discurso de P. Harker
12:00 EUA Fed: Discurso de J. Powell 
Quinta-Feira 13/02
9:00  Brasil IBGE: Pesquisa Mensal de Serviços (dez) 
04:00 Alemanha  Índice de preços ao consumidor (jan)
10:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego (semanal)
10:30 EUA Índice de preços ao consumidor (jan) 
16:00 México Banco Central anunciará decisão de política monetária 
20:00 Peru Banco Central anunciará decisão de política monetária
Sexta-Feira 14/02
08:00 Brasil FGV: IGP-10 (fev)
09:00 Brasil IBGE: Pnad Contínua trimestral (4° tri)
09:00 Brasil BCB: Índice IBC-Br de atividade econômica (dez)
04:00 Alemanha PIB (4º tri.) – preliminar 0,1% (tri/tri)
07:00 Zona do Euro PIB (4º tri.) – preliminar 0,1% (tri/tri)
11:15 EUA Produção industrial (jan) -0,3% (m/m)
12:00 EUA Índice de confiança da Universidade de Michigan (fev) – preliminar 98,9 
13:00 Colômbia  PIB (4º tri.)
13:45 EUA Cleveland: Discurso de L. Mester

Copom reduz taxa Selic para 4,25% a.a.

Fonte: Comunicados do Banco Central

Em sua 228ª reunião, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 4,25% a.a. A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

Dados de atividade econômica divulgados desde o último Copom indicam a continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira;

No cenário externo, apesar do recente aumento de incerteza, o caráter acomodatício da política monetária nas principais economias ainda tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes;

O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária;

As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,4%, 3,75% e 3,5%, respectivamente;

No cenário híbrido com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$4,25/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,5% para 2020 e 3,7% para 2021. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 4,25% a.a. e se eleva até 6,00% a.a. em 2021; e

No cenário com taxa de juros constante a 4,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$4,25/US$*, as projeções situam-se em torno de 3,5% para 2020 e 3,8% para 2021.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) o atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, pode elevar a trajetória da inflação acima do esperado no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) aumento da potência da política monetária decorrente das transformações na intermediação financeira e no mercado de crédito e capitais, (iv) deterioração do cenário externo para economias emergentes ou (v) eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 4,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e o balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, com peso crescente, o de 2021.

O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (Presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

 

 

 

plugins premium WordPress