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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Modelli e metodi quantitativi per le decisioni di politica monetaria: limiti e nuove prospettive - Per I Visco, G della Banca d'Italia



Modelli e metodi quantitativi per ledecisioni di politica monetaria: limiti e nuove prospettive

I Visco, G della Banca d'Italia

... fare leva su un approccio quantitativo rigoroso e verificabile ma tuttavia non meccanico, quale
quello che è alla base dello sviluppo dell'econometria e dell'utilizzo dei modelli ... Quanto al metodo,
non vedo alternative all'approccio quantitativo dell'econometria, anche se sono ...    Link

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Não culpem os robôs - Por Vicenç Navarro

Nos próximos anos, pode haver novas ondas de desemprego e precarização do trabalho. O pensamento dominante responsabilizará a automação e a robótica. É falsidade grosseira. Link


Fonte: Outraspalavras.net
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

[Outras Palavras] Boletim 589

Naomi Klein: a defesa da Terra é pós-capitalista
Ativista-intelectual sustenta: para frear mudança climática, todas as atitudes pessoais têm valor. Mas elas só serão efetivas se houver mudança no modo de produção e consumo. Entrevista a Bill Lueders (Outras Palavras)

A revolta dos adolescentes vista por dentro
Ensaio sobre movimento que desafia o fechamento de escolas e a maré conservadora. Quem são, o que querem e como se organizam os garotos e garotas que estão fazendo São Paulo pensar. Por Katya Braghini, Paula Maria de Assis, Marianna Braghini Deus Deu e Andrezza Silva Cameski (Outras Palavras)

A execução no Rio e o vídeo da Unicef que ninguém viu
O que separa o assassinato de cinco jovens por policiais, no Rio, e o depoimento de mães de adolescentes mortos? Como a opinião pública percebe esses dramas? Por Alceu Luís Castilho (Blog do Alceu Castilho)

Direito de Resposta: a nova lei já funciona
Um caso exemplar: como a "Folha" manteve informação manipulada sobre BNDES, mesmo sabendo que induzia leitores a erro. Quais as consequências do recuo atrasado do jornal. Por Luis Nassif, no GGN (Outras Mídias)

Swissleaks: como o HSBC favoreceu sonegadores
Jornalistas que investigaram fraudes fiscais favorecidas por grande banco britânico contam, em livro, como abriram uma das caixas pretas do sistema financeiro global. Por Patrícia Dichtchekenian, no Opera Mundi (Outras Mídias)

Viagem: rumo ao Pescoço da Lua
No Equador, um pequeno país com diversidade geográfica única, o Cotopaxi, segundo maior vulcão ativo do mundo ameaça despertar e evoca nossa delicada existência. Por Lívia Velasco, no Calle2 (Outras Mídias)

[Outras Palavras] Boletim 588

"Império" e "Multidão",quinze anos depois
Michael Hardt, parceiro de Toni Negri em obras que renovaram marxismo, sustenta: novo sujeito político, capaz de superar capitalismo, ainda precisa ser criado. Entrevista a Tom Cassauwers (Outras Palavras)

Ocupaçõesrevelam: governo depreda escolas
Ao assumirem cuidado dos prédios onde estudam, alunos recuperam instalações e descobrem inúmeros casos de descuido ou mal uso do equipamento e material escolar. Por Maíra Machado, no EsquerdaDiário (Outras Mídias)

Samarco: a curiosa reinvenção do idioma pela mídia…
Defensores da mineradora ignoram definição de toxicidade para amenizar impactos do rompimento da barragem em Mariana; fingem ignorar que não somente metais pesados têm efeito nocivo. Por Alceu Luís Castilho (Blog do Alceu Castilho)

Projeto: a linhade metrô mais barata de São Paulo
Em exercício de planejamento cidadão, oposto aos cálculos das empreiteiras, repórter descobre: é possível unir, por trilhos, pontos cruciais da metrópole sem gastar em desaspropriações. Por Tiago de Thuin, no Commu (Outras Mídias)

Outros Quinhentos apresenta centro cultural baiano em SP
Novo parceiro de Outras Palavras é, muito mais que restaurante, espaço para música, literatura e artes visuais brasileiras (Blog da Redação)

Inapta
"Sou desajustada desde sempre. Queria ajudá-lo a ser pai de margarina, me olhar daquele jeito que olhou quando eu ainda nem sonhava em embarrigar daquele olhar. O bebê é bem vindo, a coisa mais linda que existe no mundo…" Por Fabiane Borges, na coluna Fêmea (Outras Palavras)

[Outras Palavras] Boletim 587


O mitointeresseiro da “autorregulação”
Aos poucos, Estados transferem poder de regulamentar vida econômica e financeira aos “mercados”. Se não for freada, tendência destruirá direitos sociais e natureza. Por George Monbiot (Outras Palavras)

Ocupações,luta da periferia?
Dois cientistas sociais vão a uma escola central, em S.Paulo, e compreendem um aspecto do movimento pouco notado nas análises convencionais. Por Caetano Patta e Vinicius Saragiotto M. do Valle (Blog)

Como entendera nova fase da Operação Lava Jato
Possível reviravolta no caso. Prisão do senador compromete PT, mas também joga luz sobre estranho esquema de José Serra. Procurador-geral pode ter deflagrado ação, que reduz poder de Sérgio Moro. Por Luis Nassif, no GGN (Outras Mídias)

Para desvendaro elitismo do Judiciário brasileiro
Tese de doutorado começa mapear a teia de relações aristocráticas e capitalistas que torna Justiça tão favorável ao poder e hostil aos pobres. Por Cida de Oliveira, na RBA (Outras Mídias)

Dandara, aguerreira de Palmares, vive!
A histórica Marcha das Mulheres Negras pautou demandas para os próximos vinte anos e mostrou que é preciso um novo pacto civilizatório. São as Dandaras de hoje. Por Maria Carolina Trevisan (Outras Palavras)

O convitesingular de Paulo Betti
Ao encenar, no Rio, Autobiografia autorizada, e assumir simultaneamente papíes de autor, ator, codiretor, ele instiga cada espectador a refletir sobre seu próprio eu. Por Wagner Correa de Araujo (Outras Palavras)



Fonte: Outraspalavras.net

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

Pro-Uni: radiografia de uma inclusão segregadora - Por José Tadeu Arantes, na Agência Fapesp

Novo livro lança examina, em sua complexidade, programa que levou milhões de excluídos ao ensino superior -- mas fortaleceu modelo para o qual Educação não passa de mercadoria. (Outras Mídias) - Leia Mais

Fonte: Outraspalavras.net

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

Nos subterrâneos da Indústria Farmacêutica

Viagem ao mundo do medicamento-mercadoria. A pesquisa submissa ao marketing. O trabalho infenal, nos laboratórios. A "eficácia das drogas atestada em estudos fraudados. Por Quentin Ravelli (Outras Palavras) Leia Mais


Fonte: Outraspalavras.net
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Censura política no Facebook? - . Por Antonio Martins


Rede retira do ar texto de Patrick Cockburn, que aponta responsabilidade dos EUA na origem da onda de refugiados que chega à Europa. Acionado, Facebook silencia.

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Fonte: Outraspalavras.net

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

Reforma Política: onde estamos agora? - Por José Antonio Moroni


Decisão do STF contra financiamento empresarial dos partidos é histórica -- mas Senado pode revertê-la, como planejou Gilmar Mendes. Mobilização da sociedade anularia risco e colocaria em xeque onda conservadora. 

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Fonte: Outraspalavras.net

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os bancos preparam a próxima crise global - Por Susan George

Como eles recuperaram poderes e regalias que levaram ao terremoto de 2008. Por que, ao poupá-los, políticas como "ajuste fiscal" brasileiro abrem caminho para novo desastre. Por Susan George (Outras Palavras)   -  Link


Fonte: Outraspalavras.net
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

PIXULECO - Por Álvaro Alves de Faria


Fonte: Blog do Poeta Álvaro Alves de Faria
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.


Ontem eu pensei em ir conhecer o Pixuleco na Avenida Paulista, mas minha bicicleta quebrou, não deu para sair de casa. Então eu ainda não conheci de perto o Pixuleco, aquele boneco inflável com a imagem do digníssimo senhor ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vestido de presidiário com o número 13-171. Eu quero ver o Pixuleco de perto. Soube depois que houve muita briga na Paulista, por causa do Pixuleco. (Pixuleco é como o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Netto, se referia à propina que ele ia recolher da Petrobras para levar ao PT). 

Então o nome Pixuleco coube certinho no boneco inflável de Lula. Nessa manifestação contra o governo e a corrupção, ocorreu uma coisa inusitada. O senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu passear na avenida Paulista, bem no domingo, dia da manifestação. Caminhou com um amigo pela calçada da avenida Paulista, dando um passeio dominical, com uma blusa Polo verde-musgo, calça jeans e tênis. O ministro, uma espécie de menino de recados do governo, caminhava tranquilamente com seus óculos escuros, mas foi reconhecido por manifestantes. Foi xingado e insultado. A bem da verdade, o ministro da Justiça não foi ríspido com ninguém. Ouviu tudo e tentou falar o que lhe foi possível. As pessoas não querem mais saber se é ministro ou não. As pessoas estão cansadas e vão cobrar mesmo. O ministro da Justiça continuou caminhando sem discutir com ninguém. Pelo contrário: ouviu tudo. 

A seguir, entrou na Livraria Cultura, que teve de fechar as portas. Depois o ministro disse que “tem-se que respeitar o povo”. Disse mais: “A intolerância é incompatível com a democracia”. Referindo-se a alguns manifestantes que acusavam o governo, o ministro afirmou: “É democrático vocês se manifestarem, mas xingamentos ultrapassam o limite democrático”. Um dia antes, no sábado, o digníssimo ex-presidente Lula disse que será candidato em 2018. E disse isso como uma espécie de ameaça. Como se ele fosse ainda o mesmo que foi há alguns anos, no que diz respeito a voto e prestígio popular. Afirmou que “tem ficado quieto no seu canto”, mas que decidiu que de agora em diante vai passar a falar de novo, vai dar entrevistas, vai “incomodar”. 

Textualmente, disse o seguinte: “Um ex-presidente tem de aprender a ser um ex-presidente, não pode ficar dando palpite”. O ex-presidente devia estar brincando. Se existe alguém no país que é “ex” e não se porta como “ex” é ele, porque se mete em tudo, como se o país fosse dele, como se fosse ele o presidente da República. O senhor ex-presidente assinalou ainda: “Existe um certo ódio emocional, uma irracionalidade emocional no país”. Para ele, esse fato “faz com que se estabeleça uma divisão nacional”. Não diga, senhor ex-presidente! Verdade? E quem plantou esse ódio e essa irracionalidade a que o senhor se refere? Quem?  

Disso tudo eu me lembro de minha mãe, que se foi não faz muito tempo, com 96 anos de idade. Ela sempre me disse a vida inteira: “Filho, a gente colhe aquilo que planta”. Ela tinha razão.

Por um novo movimento global de trabalhadores


Sindicatos perderam força; mas trabalho assalariado cresceu e ganhou ainda mais importância. Grande desafio é reconstruir – e reinventar – uma cultura de lutas. 

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Fonte: Outraspalavras.net

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ir além dos partidos, nas eleições 2016 - Por João Telésforo

E se for possível, como na Espanha apresentar projetos alternativos para as cidades, com base na experiência e lutas dos que querem transformá-las? 

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Fonte: Outraspalavras.net
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

Para a máxima glória de Washington - Por Gar Alperovitz

Setenta anos após Hiroshima e Nagasaki, uma balanço: Japão já estava batido; bomba visou apenas afirmar supremacia global dos Estados Unidos.

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Fonte: Outraspalavras.net
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

domingo, 19 de julho de 2015

Chegada até Plutão marca história da humanidade




Após nove anos e cinco bilhões de quilômetros rodados, a sonda espacial New Horizons (Novos Horizontes, em inglês), finalmente, chegou à Plutão. Lançada pela Nasa no dia 19 de janeiro de 2006, na Flórida (EUA), ela é a primeira nave terráquea que chegou perto do planeta anão.

Logo após a conquista, a agência espacial postou uma foto do planeta em seu Instagram. A imagem viralizou na internet e tornou-se um marco da ciência. Veja mais curiosidades sobre a viagem da sonda para Plutão no vídeo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Evo Morales: Insulto e estupidez - Por Álvaro Alves de Faria



Fonte: Blog do Poeta Álvaro Alves de Faria
Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

O companheiro Evo Morales, da Bolívia, é um estúpido. Na verdade, um verdadeiro idiota. Prova disso é essa infantilidade de presentear o Papa Francisco, que visitou a Bolívia, com um Cristo, não em uma cruz, mas “crucificado” sobre uma foice e um martelo. Qualquer um vê nas fotos espalhadas pelo mundo que o Papa ficou surpreso com aquilo e não gostou do presente. Nem podia gostar. Uma verdadeira provocação, das mais baixas. E das mais covardes também. Falar mal do companheiro Evo Morales pode me complicar. Sempre aparecerá alguém que dirá que eu estou a serviço da direita e que eu sou um golpista. 

O insulto repercutiu, como o idiota desejava. O companheiro Evo Morales é muito querido no Brasil. Tanto que, em 2006, mandou o Exército boliviano invadir as duas refinarias da Petrobas na Bolívia. Tiraram a bandeira brasileira e colocaram a boliviana. Tomaram tudo. Para construir as usinas da Petrobras invadidas na Bolívia, o Brasil  gastou 1 bilhão e 500 milhões de dólares. O então presidente Lula ficou quietinho. Isso aconteceu em 2006. 

O então presidente Lula, hoje presidente do governo paralelo do Brasil e salvador da pátria de plantão, entregou tudo de bandeja, em reclamar de nada. Acho que ele não sabia. Talvez ainda não saiba. As usinas da Petrobras passaram a fazer parte da Yocimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos. Foi um tapa do companheiro Evo Morales na cara do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Depois disso, o companheiro Evo Morales fez muitos discursos a respeito, dizendo textualmente que O Brasil saqueou os recursos do seu país. E o Brasil continua despejando dinheiro lá. É um dinheiro que não faz falta ao povo brasileiro. No Brasil o dinheiro está sobrando.

 O Brasil pode fazer obras incríveis nos países de outros companheiros. E o companheiro Evo Morales continua a merecer por aqui toda a atenção e admiração do governo brasileiro. Voltando ao assunto inicial: não sei o que o Papa Francisco vai fazer com o presente que recebeu do companheiro Evo Moraes, esse insulto, essa estupidez sem tamanho. A ordem é fazer de tudo para aparecer. Uma asnice e que me perdoe o asno pela comparação.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Maju, uma linda mulher - Por Álvaro Alves de Faria

Fonte: Blog do Poeta Álvaro Alves de Faria

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

Este país é cada vez mais motivo de vergonha. No entanto, o país, na verdade, não tem culpa. É um país ridículo. Mas não tem culpa. Da desonestidade dos políticos nem convém falar. Pelo menos no blog de hoje. A corrupção do governo que aí está é melhor esquecer pelo menos por agora. Mas fora a corrupção, violência, bandidagem e todo tipo de falcatruas, existem ainda aqueles que se julgam acima de todas as leis. Aliás, nessa questão particular, temos um exemplo que é o exemplo dos exemplos, que nem convém lembrar o nome. Eu me refiro a essa desfaçatez de gente estúpida que iniciou na Internet uma campanha racista contra a bela mulher Maria Júlia Coutinho, a Maju, a moça do tempo do Jornal Nacional da Rede Globo, além de tudo uma excelente repórter como demonstrou várias vezes. Os racistas de plantão, que existem aos montes neste país, não se conformam que Maria Júlia Coutinho tenha esse destaque merecido que tem.

 Gente sórdida. Eu, aqui do meu lado, quero dizer que Maria Júlia Coutinho é um dos rostos mais lindos que surgiram na televisão nos últimos anos. É uma linda mulher. Devia ser apresentadora de jornal e deverá ser brevemente, pelo menos espero. Quero ver esse rosto dessa linda mulher por muitos momentos. Quero me apaixonar por ela e quero escrever para elas muitas cartas de amor, com palavras do coração e da alma. De toda poesia ainda possível. Quero dedicar a ela muitos poemas que ainda haverei de escrever com o zelo de um monge que cuida de uma planta. Os racistas estão inconformados. Não têm o que fazer da vida senão insultar pessoas. 

E agora pegaram Maria Júlia Coutinho, a Maju. De agora em diante farei questão de ver o Jornal Nacional todos os dias só para ver essa linda mulher. Esse rosto de tanta beleza que ameniza, com sua graça e competência, um pouco as dores de todos os dias deste país à deriva. Ver essa linda mulher representa um momento especial. E os momentos especiais atualmente estão muito difíceis de existir. Por isso tudo, essa linda mulher chamada Maria Júlia Coutinho tem de ser uma figura obrigatória na TV para que ainda seja possível sonhar.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Stiglitz encoraja Grécia: “há vida depois da ruptura” - Por Joseph Stiglitz e Martin Guzman, no Huffington Post | Tradução: Antonio Martins


Nobel de Economia sustenta: vale a pena rechaçar chantagem da aristocracia financeira. Será penoso e complicado — mas politicas de “austeridade”, além de humilhantes, são tacanhas 


Fonte: Outraspalavras.net

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

Quando, há cinco anos, a crise grega começou, a Europa estendeu uma mão salvadora. Mas foi algo diferente do tipo de ajuda que alguém poderia desejar, e muito diferente daquele que poderia se esperar caso ainda restasse algo de humanidade ou de solidariedade europeia.As propostas iniciais levavam a Alemanha e outros “salvadores” a, na prática, lucrar com as dificuldades gregas. Os credores cobravam uma taxa de juros muito, muitíssimo mais alta que o custo ee seu capital. Pior: impunham à Grécia, além da devolução ampliada do dinheiro, condições– mudanças em suas políticas macro e microeconômicas.

Tais “condicionalidades” costumavam ser um padrão nas práticas de empréstimo do FMI e do Banco Mundial. Tipicamente, quando impunham estas condições, eles tinham pouco conhecimento do funcionamento real das economias; e frequentemente, havia mais que uma pitada de política nas demandas. Havia um elemento de neocolonialismo: os velhos Europeus Brancos ensinando novamente a suas colônias o que fazer. O mais comum era que estas políticas não funcionassem. Havia enormes discrepâncias entre o que os “experts” ocidentais esperavam e o que realmente ocorria.

Por algum motivo, esperava-se mais no caso da Grécia, um “parceiro” da zona do euro. Mas as demandas foram igualmente intrusivas e as políticas e modelos, igualmente falhos. A disparidade entre o que a troika imaginou que aconteceria e o que de fato se deu foi arrasadora – e não por que a Grécia não tenha feito o que dela se esperava, mas porque cumpriu as exigências e se submeteu aos modelos muito falhos. Ao final, após anos de chantagem contra a Grécia e de exigências crescentes de “austeridade”, estas demandas provocaram uma depressão econômica catastrófica. A troika finalmente empurrou o país para a beira do calote forçado.

A situação tem algumas similaridades importantes com a que levou ao default argentino em 2001 – e também certas diferenças. Em ambos países, recessões degeneraram em depressão, em consequência de políticas de “austeridade” – o que tornou as dívidas ainda mais insustentáveis. Em ambos casos, as políticas foram exigidas como condição para “apoio”. Ambos países tinham arranjos monetários rígidos, que não lhes deram a possibilidade de executar politicas monetárias expansionistas, durante a recessão. Em ambos países, o FMI errou de modo impressionante, oferecendo previsões totalmente incorretas sobre as consequências das políticas impostas. O desemprego e a pobreza dispararam. O PIB despencou. Na verdade, há uma semelhança chocante na magnitude da queda do PIB e no aumento das taxas de desemprego, nas duas nações.

Na Argentina, o desemprego multiplicou-se especialmente entre os jovens e permaneceu alto por muitos anos. A falta de oportunidades corroeu motivações e foi produziu uma imensa perda de talentos, de milhões de pessoas. Com taxas de desemprego juvenil em torno de 50%, um desastre similar está se dando na Grécia.As moratórias são difíceis. Mas igualmente difícil é a “austeridade”. A boa notícia para a Grécia é que, como mostrou a Argentina, pode haver vida depois da dívida e da moratória. A saga que levou à inadimplência grega faz recordar de novo lições importantes sobre o manejo das crises de dívidas nacionais, que deveríamos ter aprendido há mais tempo. A primeira é que não há aumento da capacidade de saldar os débitos sem retomada econômica. Ao mesmo tempo, não há recuperação econômica sem restaurar a sustentabilidade da dívida.

Tanto na Argentina quanto na Grécia, restaurar a sustentabilidade da dívida requeriria uma profunda reestruturação da dívida. Mas ambos os casos, finalizar uma “boa” negociação da dívida, capaz de conduzir à recuperação econômica com acesso aos mercados internacionais de crédito, segundo a receita do FMI, demonstrou ser algo quixotesco. Isso não se deve a uma “falha” dos dois países, mas às deficiências nas estruturas em que são conduzidas as negociações. Em ambos os casos, as instituições credoras fingiram que a sustentabilidade poderia ser reconstituída por meio de “ajustes estruturais”. Sob intensa pressão, os programas impingidos aos países foram aceitos e implementados – mas obviamente, não funcionaram. A troca de fundos “de resgate” (usados principalmente para pagar os mesmos credores que os “ofereciam”) por “ajustes” (e promessas de “ajustes” ainda maiores) lançou as economias numa espiral descendente. No caso da Argentina, após anos de sofrimento o povo foi às ruas.

Em ambos os casos, corridas ao sistema bancário terminaram com um congelamento parcial dos depósitos bancários. Na Argentina, isso desencadeou um colapso bancário completo e, em seguida, a conversão de depósitos em moeda estrangeira para fundos na moeda nacional, com uma vasta reestruturação dos passivos domésticos – com alto custo para os poupadores locais. Na Grécia, ainda falta conhecer as consequências. Contratos de dívidas são trocas voluntárias entre credores e devedores. São feitos num contexto de incerteza: quando um devedor promete repagar certa quantia no futuro, todos compreendem que esta promessa está sujeita a sua capacidade de pagamento. Há sempre risco envolvido – a razão pela qual os credores exigem uma compensação maior (taxas de juros mais altas) do que se emprestassem sem risco algum.

As reestruturações de dívidas são uma parte necessária da relação entre credores e devedores. Elas ocorreram centenas de vezes, e continuam a acontecer. A forma pela qual são resolvidas determina o tamanho das perdas. O mau gerenciamento das crises de dívidas – por exemplo, exigir políticas de “austeridade” em meio a recessões – inevitavelmente conduz a perdas maiores e mais sofrimento.
Os que são salvos pelas ações de “resgate” (como os bancos alemães e franceses, no caso da Grécia) em geral apresentam o “risco moral” como razão para evitar a reestruturação da dívida. Sustentam que a reestruturação poderia criar incentivos perversos; outros devedores ficariam inclinados a “abusar” dos empréstimos deixando de pagá-los. Mas o argumento do risco moral é um conto de fadas. Tanto a Argentina quanto a Grécia já haviam pago, no momento, da moratória, um preço muito alto por seus problemas de dívida. Nenhum país do mundo ficaria feliz por seguir o mesmo caminho.

A experiência grega também ensina o que não deveria acontecer numa reestruturação de dívida. O país “reestruturou” seus débitos em 2012, mas de maneira errada. O processo, além de não ser suficientemente profundo para uma recuperação econômica, também levou a uma mudança na composição da dívida – em vez de privados, os credores passaram a ser institucionais – o que tornou novas reestruturações mais difíceis. Em certa medida, a Grécia enfrenta uma situação mais complexa que a da Argentina em 2001. A moratória argentina foi acompanhada por uma grande desvalorização da moeda local, que tornou o país mais competitivo e que, junto com a reestruturação da dívida, ofereceu as condições para uma recuperação econômica sustentada. No caso da Grécia, uma moratória e a saída do euro exigiriam a reimplantação da moeda doméstica. Criar uma nova moeda, em meio a uma crise, não é o mesmo que desvalorizar uma moeda já existente. Esta camada adicional de incertezas ampliou o poder da troika para pressionar o governo de Tsipras.

Quando uma dívida torna-se insustentável, é preciso que haja um recomeço. Este é um princípio básico, há muito conhecido e admitido. Até agora, a troika está retirando da Grécia tal possibilidade. E não pode haver um recomeço sob políticas de “austeridade”. Neste domingo, os cidadãos gregos debaterão duas alternativas: austeridade e depressão sem fim, ou a possibilidade de decidir seu próprio destino num contexto de enorme incerteza. Nenhuma das opções é agradável. Ambas podem levar a rupturas sociais ainda piores. Mas com uma delas, há esperança; com a outra, nenhuma.