A pré-candidatura à presidência do ministro da Fazendo, Henrique Meirelles, sofreu um revés com a decisão da agência classificação de risco Standard & Poor’s de rebaixar o Brasil.  A S&P levou em consideração no rebaixamento a dificuldade do governo para aprovar a reforma previdenciária.  E também as duas medidas vitais para o equilíbrio fiscal em 2018, que não foram aprovadas no ano passado: cobrança de impostos de fundos exclusivos e a reoneração da folha de pagamento das empresas que receberam incentivos fiscais durante o governo Dilma.

Considerando também a liminar concedida pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski que manteve o reajuste do funcionalismo e impediu elevações das contribuições para Previdência. Esta decisão judicial custará aos cofres aproximadamente R$ 22 bilhões.  O que coloca em risco o cumprimento da meta fiscal deste ano.

Meireles ensaiava uma aproximação com o mercado financeiro para se viabilizar como o candidato. Ele já estava encontrando resistências no meio político para se firmar como presidenciável com embates velados com o presidente da câmara Rodrigo Maia. E com sinalizações que o presidente Michel Temer está flertando uma aproximação junto ao  tucano Geraldo Alckmin outro postulante ao cargo.

Esta equipe econômica obteve conquistas tais como: a criação do teto de gastos, o cumprimento da meta fiscal de 2017 e o controle da inflação.  Mas se do ponto de vista econômico existem motivos para certa comemoração, politicamente Meireles enfrentará sérias resistências.  A começar pelo fato que não poderá usar como justificativa o famigerado termo mais recorrente na política brasileira:  herança maldita.

 

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