Por FGV IBRE

Introdução

Quando o governo Temer assumiu, muitos duvidavam de sua capacidade de sobrevivência. O país afundava em uma profunda crise econômica, com a atividade colapsando, a inflação em alta e as contas públicas em trajetória explosiva. Com a baixa popularidade do presidente e toda polêmica que cercou o impeachment de Dilma Rousseff, parecia impossível que o novo governo conseguisse dar o “cavalo de pau” que o país necessitava. Como se apontou à época, porém, um programa profundo de reformas não era a única saída; o governo poderia ser bem-sucedido desde que combinasse uma melhoria na qualidade da política econômica com uma expectativa de reformas crível o bastante para permitir estabilizar a economia até um momento suficientemente próximo às eleições de 2018, quando o mercado naturalmente começaria a operar com base no crédito a ser dado ao governo que tomará posse em janeiro de 2019.

Esse momento parece estar próximo. Assim, à medida que o fim do ano se aproxima, consolida-se entre os analistas a percepção de que é limitado o espaço para mais mudanças na política econômica no curto prazo e que mudanças mais profundas terão de aguardar 2019. A exceção é a possível aprovação de uma reforma da Previdência, ainda que em formato mais restrito que a proposta original. Uma possibilidade, mas não uma certeza, visto que ainda aguarda apoio suficiente para ser votada (em dois turnos) na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. Caso não seja aprovada, as expectativas positivas dos agentes econômicos provavelmente vão se esvair rapidamente, mas aí já se estará perto o bastante de outubro de 2018 para que os danos possam ser contidos. Nesse compasso de espera, as atenções se voltam, portanto, para o que é possível esperar nessa arena no ano eleitoral de 2018, a partir das heranças do ano em curso e das perspectivas do cenário externo. E, aqui, há muitas incertezas.

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