O atual cenário da política brasileira revela uma sociedade descrente com a classe política, influenciada pelos recentes casos de corrupção revelados pela justiça e
por operações da polícia federal. A eleição de 2014 ficou marcada pela intensa polarização que contaminou o debate político brasileiro durante e após a campanha. Para termos uma ideia dos impactos, basta analisarmos os argumentos do senador mineiro Aécio Neves revelados numa gravação de que o objetivo principal do pedido de julgamento da chapa Dilma-Temer feito pelo PSDB era para tumultuar ainda mais o ambiente.

Diante destas condições há espaço para que candidaturas classificadas como outsiders (perfis fora da política) ganhem visibilidade e apoio dos eleitores. Luciano
Huck por exemplo, nas últimas semanas está sendo constantemente citado como um provável candidato pelos principais portais de notícias. Ele por sua vez, declara que neste momento não tem intenção de concorrer à  presidência da república. Mas já realizou reuniões com três partidos: PPS, DEM e o Rede. Oficialmente tais sondagens foram apenas consultas para saber como ele poderia ajudar nas eleições.

Entretanto, algumas lideranças destes partidos afirmaram na imprensa que há uma clara disposição dele em ser candidato Uma candidatura outsider vitoriosa pode num primeiro momento representar uma vitória dos eleitores que julgam que na política “só tem ladrão e corrupto”. Assim que passar a euforia inicial voltaremos ao dia a dia real da política brasileira. E a pergunta que fica é a seguinte: Huck terá condições de interagir e propor reformas para o político Congresso Nacional? Como alguém de fora da política tradicional será visto pelas velhas raposas e caciques eleitorais de Brasília?

Atualmente, somente um hipotético futuro nos responderá.

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