O governo se ver diante da iminência de uma votação sobre a admissibilidade ou não, da segunda denúncia elaborada pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra o presidente Michel Temer. A primeira, após um conjunto de investidas junto aos deputados por meio da liberação de emendas, foi arquivada.

É justamente essa a questão, o Brasil está iniciando um processo de recuperação da economia brasileira e o Estado deveria emitir sinais claros de austeridade. Dada a dinâmica do nosso Congresso Nacional, o governo faz acordos com líderes partidários assegurando que determinadas votações serão facilitadas ou não. No qual os partidos consideram as eleições de 2018 e seus desdobramentos jurídicos.

Este ferramental faz parte do jogo político, entretanto, tais tentativas no cenário atual, comprometem o orçamento e travam a captação de investimentos. E consequentemente, num ambiente de incertezas políticas os investidores tornam-se menos propensos a investir e reduzem as expectativas.

Conforme o governo eleva a oferta de emendas aumentando o custo político da votação, o mercado reduz a confiança na retomada econômica e na capacidade de o Estado atingir as metas fiscais.

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