Por Ron Martin Peter Sunley

 

Resumo do artigo

Os economistas, ao que parece, estão descobrindo a geografia. Ao longo da última década, surgiram uma “nova teoria do comércio” e uma “nova economia da vantagem concorrencial” que, entre outras coisas, atribuem uma importância fundamental ao papel que a geografia interna de uma nação pode desempenhar na determinação do desempenho comercial das indústrias dessa nação. O trabalho de Paul Krugman, em particular, tem sido muito influente na promoção desta visão. De acordo com Krugman, num mundo de concorrência imperfeita, o comércio internacional é impulsionado tanto pelos rendimentos crescentes e pelas economias externas, como pela vantagem comparativa. Além disso, essas economias externas são mais propensas a serem realizadas na escala local e regional do que no nível nacional ou internacional. Para entender o comércio, portanto, Krugman argumenta que é necessário entender os processos que conduzem à concentração de produção local e regional. Para este fim, ele se baseia em uma variedade de ideias geográficas, que vão desde as economias de aglomeração Marshallianas, passando pela teoria tradicional da localização, até as noções de causalidade cumulativa e especialização regional. Nosso objetivo neste trabalho é fornecer uma avaliação crítica da “economia geográfica” de Krugman e suas implicações para a geografia econômica contemporânea. Seu trabalho levanta algumas questões importantes para a teoria do desenvolvimento regional em geral e para a nova geografia industrial em particular. Mas, ao mesmo tempo, sua teoria também possui limitações significativas. Argumentamos que, embora uma troca de ideias entre sua teoria e o trabalho recente na geografia industrial sejam mutuamente benéficas, ambas as abordagens são limitadas pelo tratamento que dão às externalidades tecnológicas e pelo legado da economia neoclássica ortodoxa.

Palavras-chave: Krugman, comércio, economias externas, concentração industrial regional, Política industrial regional.

 

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