Fonte: Exame.com

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foi retirado da fonte acima citada, cabendo a ela os créditos pelo mesmo.

Durante sua campanha, Doria fez mais de cem
promessas eleitorais — checamos o que ele conseguiu tirar do papel até agora
access_time10 abr 2017, 06h00 – Atualizado em 10 abr
2017, 15h55
São
Paulo — O mandato do prefeito de São Paulo, João Doria Jr.,
completa 100 dias hoje, dia 10 de abril. Para chegar ao comando da maior cidade
do país, Doria se lançou como um “não político” e assumiu o discurso de “bom
gestor”. Além disso, fez 118 promessas na campanha eleitoral, o que demandaria
cumprir uma meta a cada 12 dias em seu governo. Assíduo
comunicador nas redes sociais nos 100 dias de mandato, conquistou fãs e
críticos não só entre os paulistanos como entre pessoas de outras cidades e
estados, o que o fez a ser até mesmo cogitado como um possível candidato do PSDB para 2018.
Em São Paulo,
segundo pesquisa da Editora Abril em parceria com a MindMiners para EXAME.com, 60% dos paulistanos consideram sua gestão como ótima ou boa.
De acordo com o Datafolha, sua aprovação é recorde e supera a deseus antecessores. Mas, apesar de
toda a popularidade que construiu nesses 100 dias, ele de fato tirou do papel
as promessas eleitorais?
EXAME.com separou
quatro propostas, em áreas como Educação, Saúde, Mobilidade Urbana e Finanças,
para checar o que foi feito até a semana passada. Todas essas promessas foramfeitas durante entrevista para o site de EXAME em setembro do ano passado,durante a corrida eleitoral. (Relembre a entrevista: Quero seguir o exemplo de
Michael Bloomberg em SP, diz Doria). Hoje, marco
dos 100 dias, o próprio prefeito deve apresentar contas do que já foi feito
nesse prazo.

Educação
Uma das
principais promessas era zerar a fila por vagas em creches já no primeiro ano
de governo. No mês das eleições, em outubro do ano passado, o déficit era de
103 mil crianças de 0 a 3 anos. Para matricular todas até dezembro de 2017,
Doria teria de entregar, em média, 2,6 creches por dia.
Em janeiro
deste ano, no entanto, a promessa mudou. Em entrevista a EXAME.com, o
secretário de educação de Doria, Alexandre Schneider, afirmou que a meta
passaria a ser de 66 mil vagas em 2017, demanda deixada por Fernando Haddad
(PT) em dezembro.  Mas, em março,
Doria anunciou o Programa Nossa Creche e adiou ainda mais a meta: disse que vai
criar 65,5 mil vagas até março de 2018 e 96 mil novas vagas nos 4 anos de
governo, valor bem menor do que as 103 mil prometidas na campanha.
No último dia
30, o prefeito divulgou o Plano de Metas da Prefeitura para os 4 anos de
governo, documento que estabelece o compromisso mínimo de aumentar o número de
vagas em creche em apenas 30% até 2020. Como, em 2016,
São Paulo tinha 284.217 vagas em creches, Doria teria de criar apenas mais 85
mil vagas em 4 anos, valor que contradiz os números divulgados inicialmente.
Saúde
Outra proposta
eleitoral foi o Corujãoda Saúde, um plano de atender pacientes que estão na fila por exame
médico durante a noite em hospitais particulares. Saúde: Prefeiturafará duas novas etapas do Corujão da Saúde. A promessa era
zerar a fila de 485.300 exames.
Depois de
eleito, Doria tirou 145.919 pessoas dessa fila sem receber atendimento. Ele
alega que elas ou não precisavam mais fazer os procedimentos ou aguardavam há
mais de 6 meses pelo exame e teriam que fazer uma reavaliação. Até o dia 3 de
abril, 342.741 atendimentos foram feitos.
Atualmente, a
fila tem 1.706 pessoas que esperam por um exame desde 2016 e outras 86.918 que
receberam pedidos de exames médicos neste ano. Segundo a
gestão Doria, a meta é que até 2020 a espera para exames prioritários seja de até
30 dias.
Mobilidade
Uma das
promessas cumpridas até agora é o aumento da velocidade das Marginais Pinheiros
e Tietê. Na gestão Haddad, as velocidades foram diminuídas e, depois da medida,
o número de acidentes nas marginais caiu 57% em 2016.Durante a
campanha, Doria prometeu voltar as velocidades para 60km/h, 70km/h e 90km/h já
no primeiro dia de governo, mas o aumento da velocidade só aconteceu em 25 de
janeiro.
Batizado de
Marginal Segura, o plano manteve o limite de 50km/h para uma das faixas da
pista local enquanto as outras faixas da local voltaram a 60km/h, decisão
questionada por especialistas. Mas a medida
de fato aumentou a velocidade da pista expressa para 90km/h e da pista central
para 70km/h, porém manteve alguns pontos de redução, como nos acessos a pontes.
Um mês depois
da medida, as marginais Pinheiros e Tietê registraram 102 acidentes com
vítimas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A gestão Doria
não divulgou o valor do mesmo período no ano passado. No entanto, o registrado
em 2017 já superou a média mensal do ano passado, que era de 64.
Finanças
Outro ponto
central da campanha de João Doria era a privatizaçãoe concessão à iniciativa privada de equipamentos públicos. Ele
afirmou, na corrida eleitoral, que manteria apenas o “essencial” sob
administração do município. Em entrevista a EXAME.com, o então candidato Doria
afirmou que as privatizações poderiam gerar uma receita de 3,5 bilhões a 5
bilhões para o município. Relembre: Doria reúne elite bancária para angariar financiamento de creches. Em fevereiro
deste ano, Doria viajou aos Emirados Árabes para atrair investidores e lançou
um vídeo em inglês em que anunciava o “maior programa de privatização da
cidade”. Um mês depois, seis representantes do fundo Adia, de Abu Dhabi, vieram
a São Paulo analisar as propostas. 
Entre os
locais oferecidos para a iniciativa privada e que aparecem no vídeo estão o
Parque do Ibirapuera, o Anhembi, o Autódromo de Interlagos, o Mercadão, o
Estádio do Pacaembu, terminais de ônibus, o sistema de cobranças do transporte
público (bilhete único e aluguel de bikes), o sistema funerário e o de
iluminação pública. Segundo o
Plano de Metas divulgado no dia 30 de março, o Plano de Desestatização tem como
objetivo viabilizar R$ 5 bilhões para a prefeitura até 2020. 

Em diversas
entrevistas, Doria afirmou que esse plano deve sair ainda neste ano. Uma coisa que
não se deve negar é a popularidade do prefeito – que virou em 100 dias um pop
star nas redes sociais. Vamos ver como ele irá se sair nos 1.361 dias que
restam do governo. Por enquanto, ele tem 50 metas no Plano de Metas para
cumprir até 2020.

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