Fonte: ANTP
Este texto foi retirado da fonte acima citada,
cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

Um urbanismo humanista, social, público e coletivo pode se
contrapor ao urbanismo mercantilista e rodoviarista, submisso a uma sociedade
de consumo inconsequente e egoísta que arruína nossas cidades e nosso
País” – Alexandre Delijaicov, arquiteto, ciclista e professor da FAUUSP.
Dois fatos chamaram
atenção na semana pela importância e relevância que representam para a cidade
de São Paulo: a aberturada Paulista ao domingos aos pedestres e ciclistas, com a consequente
proibição à circulação de automóveis, e a publicação do edital que propõe um novomodelo de concessão do transporte público feito por ônibus.
O primeiro
encerra uma certeza: começamos a mudar hábitos e comportamentos. O segundo traz
uma dúvida e ao mesmo tempo uma esperança: o serviço por ônibus terá melhoras
significativas nos próximos 20 anos, tempo que dura a concessão?
São questões que
se entrelaçam, não apenas por dizerem respeito à mobilidade numa metrópole
gigantesca, como mais ainda por sua complementaridade. Quanto melhores forem os
serviços prestados pelos transportes públicos coletivos, maiores as
possibilidades das pessoas deixarem seus carros em casa, com mais espaços
reservados a ciclovias e calçadas maiores e melhores. Hoje os principais meios
de locomoção dos brasileiros para ir ao trabalho ou à escola são andar de
ônibus (25%) ou a pé (22%), deixando o automóvel em 3º lugar, com 19%. Os dados
são de levantamentodo Ibope, apresentado na semana pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI). Já dados apontados pelo SIM- Sistema da Mobilidade Urbana, da ANTP, relativamente ao ano de 2013,
aponta que a maior parte das viagens nas cidades brasileiras (com mais de 60
mil habitantes) foi realizada a pé e por bicicleta (40,0%), seguidos dos meios
de transporte individual motorizado (31,0%) e do transporte público (29,0%). (Leiamais…)

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