Fonte: Blog do Poeta Álvaro Alves de Faria 

Este texto foi retirado da fonte acima citada,
cabendo à ela os créditos pelo mesmo.

Tenho admiração por alguns artistas brasileiros.
Alguns. Profunda admiração. É o caso da atriz Marieta Severo. Tenho mesmo por
ela um respeito imenso. Nunca está envolvida em discussões inúteis para
alimentar a vaidade e o ego, como a maioria. Uma pessoa inteligente e séria no
que faz. Não costumo assistir televisão. Só os jornais. No mais, alguns filmes
na TV a cabo. Soube da polêmica que se criou em torno de Marieta Severo por
suas declarações no programa do Faustão.

 O Faustão tem um discurso com o qual
eu concordo, nas vezes que vi, quando fala deste país e de seus governantes,
principalmente de seus governantes. Pelo que li, Marieta Severo, que foi
homenageada no domingo no programa do Faustão, não gostou do que ele disse.
Faustão disse exatamente o seguinte, antes de fazer uma pergunta à atriz: “…a
única coisa organizada no país é o crime. Falta estrutura para tudo, falta
seriedade. Somos o país da corrupção, da crise do desemprego. Para alguns,
o país da desesperança”. Marieta Severo não gostou e disse que nos últimos anos
o Brasil acabou com a desigualdade social. Afirmou que, nos últimos anos, o
país caminhou muito. Nos últimos anos, o país promoveu a inclusão social. 

Nos
últimos anos, o país lutou contra a desigualdade: “A gente teve tudo isso nos
últimos anos”, afirmou. Marieta Severo se disse otimista para tudo e que não
acha que o Brasil seja o país da desesperança. Aqui na Jovem Pan, falando sobre
o assunto a José Armando Vanucci,  Marieta Severo observou ser preciso
respeitar as opiniões diferentes e que essas opiniões enriquecem a democracia.
Criticou a intolerância e disse que o ódio empobrece. Não falou uma única
palavra sobre a vergonha da corrupção, da ladroagem, das manobras, do projeto
de poder, da mentira. Eu gostaria de viver nesse país onde Marieta Severo
vive, um país cheio de esperança em que tudo prima pela honestidade,
especialmente no que diz respeito aos governantes, ao governo que aí está. 

Acho
que, em termos de intolerância, Marieta Severo devia conversar melhor com
o partido que ela parece admirar. De fato, esse partido que ela parece admirar,
tem em seus quadros o que existe de melhor no mundo em relação à ética, à
honestidade, à verdade. A começar pelo chefe de todos eles, aquele que pensa
ser deus e que pode resolver todos os problemas brasileiros num passe de
mágica ou de esperteza. O partido que ela admira, de fato, é um partido que
serve de exemplo ao mundo inteiro. É um partido ético, principalmente ético.
Um partido sério, como nunca se viu antes na história deste país. Eu não
sei se devo rir ou chorar. Eu queria viver nesse mar de rosas onde vive Marieta
Severo

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