O dólar, que estava em R$ 1,65 no início do governo Dilma, chega a R$ 3,25 em meados de março de 2015 (estando hoje entre R$ 3,10 e R$ 3,15).  A moeda brasileira derrete.

Em simultâneo à disparada do dólar, as tarifas de energia encarecem, em média, 58%. (Em Porto Alegre e São Paulo, os reajustes ficam acima de 70%; em Vitória e Curitiba, passam dos 80%).  Paralelamente, a Petrobras decide que é hora de recompor seu caixa (dizimado tanto pela corrupção quanto pela política de vender gasolina a preços menores que os custos de importação), e o preço da gasolina dispara nas bombas.
Com a carestia em alta, a renda real em queda e o endividamento recorde da população, as vendas no varejodespencam, as vendas de automóveis desabam, a indústria encolhe (e já vem encolhendo há 4 anos, não obstante todo o protecionismo) e o desemprego aumenta.  As famílias endividadas — consequência inevitável de uma política de estímulo ao consumo — têm dificuldade para quitar as parcelas de suas dívidas.  A inadimplência bate recorde.
Com renda em queda e custo de vida em alta, a classe média vai atrás de bicos para tentar fechar as contas.  E pode encolher este ano. Empresários se dizem pessimistas e sem intenção de investir.  A confiança do consumidor é a pior em 13 anos.

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